A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - III
Em dois textos anteriores (
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E, como era afirmado no segundo texto, esta insistência não é inocente.
Ao comparar os números brutos de visitantes em 2002 e 2006, a percentagem de aumento é de 27%, mas se for feita a comparação tendo em conta os museus que estavam abertos ao público, simultaneamente em 2002 e 2006, essa percentagem desce para 20%.
De qualquer das formas palmas para a ministra e para o seu fiel serventuário.
Mas, passemos das palmas aos factos.
Em primeiro lugar, um quadro no qual é dividida, por grandes categorias, a distribuição dos visitantes em 2002 e 2006

Como é fácil de constatar, os grandes aumentos de visitantes dão-se nas tais categorias "Livres & Outros" que, conforme tem sido aqui repetidamente afirmado, não oferecem nenhuma base credivel de sustenção, dado que estes números não são possiveis de confirmação .
Além disso, convém referir que nestes números, dos "Livres & Outros" estão incluidas visitas a parques, jardins, cafetarias ou restaurantes dos museus, de pessoas que nem sequer passam pelas instalações dos museus, indo directamente para aqueles locais.
E com Manuel Oleiro, director do ex-IPM, a fazer declarações públicas concordantes com tais critérios!
Mas, e consta do quadro acima publicado, assiste-se a um crescimento de cerca de 25% no número de visitantes nacionais aos museus tutelados pelo ex-IPM, o que não deixa de ser notável.
Mas (há sempre um "mas" nestas coisas...) vamos olhar para aqueles números de outro angulo, ou seja, retirando deles os números relativos ao Museu Nacional de Arte Antiga, quer em 2002 quer em 2006.

E esta é que é a verdade que espelha a actuação da globalidade dos museus tutelados por Manuel Bairrão Oleiro e a sua equipe.
As únicas rúbricas em que a totalidade dos museus analisados crescem é naquilo que tanto condenam a Dalila Rodrigues: as festas!
Em todos os outros items o comportamento é mediocre ou negativo.
Já dá para perceber da reacção corporativa da "Brigada do Reumático" e do seu entusiástico apoio à tutela.
É que os "Guardas do Templo" num qualquer país decente já tinham perdido o emprego à muito, mas mesmo muito tempo.
Mas, entre nós, e desde que "não façam ondas", até são dados como exemplos de bom desempenho nas suas funções, como é público relativamente à nomeação de Paulo Henriques para director do MNAA, por exemplo.
DA FORMIGA BARGANTE E DO BLOGUE AUTISTA
Quando foram criados os blogues, a filosofia ou o espirito que lhes estava inerente era serem zonas de debate aberto sobre este ou aquele tema. A ideia, toda a gente (sobretudo os bloguers)o sabe, era criar forums (olha os forums, ó formiga...)de discussão, daí a existência das caixas de comentários que são, afinal, a sua reazão de ser e quem dá vida a estes sites.
Percorrendo diversos blogues, que nem sequer é necessário enumerar, verifica-se isso mesmo: a opinião do ou dos autores é, sempre, enriquecida ou objecto de debate por muitos cibernautas (anónimos ou não) que nele participam. Sempre ouvi dizer que vozes unívocas (e de burro) não chegam ao céu.
Ora, é absolutamente confragedor e mete dó verificar este extraordinário blogue, desde que dois ou três anónimos que o animavam decidiram retirar-se: desde então NÃO HÁ UM ÚNICO (E MISERÁVEL QUE SEJA) COMENTÁRIO à conversa fiada da formiga e do seu acólito Fernando Gonçalves, às vezes também anónimo para dar um pouco (muito pouco) a ideia que algúem, para além dele, nele participa.
Desde uma espécie de tendência que oscila entre o que julga ser pós moderno, o absoluto mau gosto e o foleiro (através do qual formiga se auto convence, assim, de também participar no debate da arte contemporânea...), e os inenarráveis textos insultuosos e baseados em coisa nenhuma, a não ser na obsessão doentiamente obsessiva desta obsessão obsessiva em relação aos museus nacionais (ou a outra coisa qualquer, a conversa é sempre a mesma), Formiga Bargante consegue, com todo o mérito, uma coisa única em 43 blogues que visitei: EM SETEMBRO NÃO TEM UM ÚNICO, MESMO ÚNICO DE ÚNICO, COMENTÁRIO aos seus notáveis textos e às suas contemporâneas imagens.
Por ser raro e extraordinário, aqui vão os meus sinceros parabéns!!
Nota do formigueiro: sendo este blogue, que é, um blogue nada visitado e menos comentado, qual a razão da persistência do "nosso querido anónimo" em visitar e comentar o que por aqui se publica?