sábado, 26 de agosto de 2006

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
Fora de horas - canova series - link


el pais - 25.8.2006

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















about francesco zizola (link & link)

AVISO À NAVEGAÇÃO

A lógica de colocação de textos neste blog
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blog não é para preguiçosos.

A COLECÇÃO BERARDO,
O BLOG ULTRAPERIFÉRICO
E AS INSÓNIAS (I)


Num texto recentemente publicado na Formiga (link) sobre a colecção Berardo, recebemos um comentário do Roteia, do blog Ultraperiférico (link), que procura contribuir para a diminuição das nossas “insónias”, as quais foram provocadas pela leitura dos estatutos da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo, chegados ao nosso conhecimento através de um excelente texto do contra-baixo da GLQL (link).

Por serem temas que muito nos interessam, passamos a transcrever o comentário do Roteia, respondendo de seguida às opiniões aí expressas, as quais nos parecem um pouco românticas.

Ora então vamos lá:

“Não perca o sono. A sua questão tem resposta. Todas as aquisições se destinam a actualizar a colecção ou a complementar núcleos de obras e autores insuficientemente representados”.

Sucede que as comparticipações anuais do Estado e do Comendador são de quinhentos mil euros cada, o que representa uma verba anual de um milhão de euros.
Como o meu caro Roteia sabe, ao nível dos artistas de que estamos a falar, qual peça que seja necessária para actualizar a colecção ou complementar núcleos de obras e autores insuficientemente representados custa muito mais do que aquele montante anual.

Um exemplo:
Jean Michel Basquiat é um pintor incontornável em qualquer museu de arte moderna e contemporânea.
A colecção Berardo possue um quadro deste artista.
Imagine o caro Roteia que é entendido que Basquiat deve estar mais bem representado na colecção. Imagine.
Em 10 de Maio de 2005 a Sotheby´s vendeu, em Nova York, um quadro deste artista, por um milhão quatrocentos e setenta e dois mil dolares, ou seja, mais do que a dotação da fundação para as compras anuais.

Outro exemplo:
No núcleo de arte povera representado na colecção, não existe qualquer obra de mariza mertz, luciano fabro ou pier paolo calzolari, já para não referir que de pino pascali, gioseppe penone, michelangelo pistoleto e gilberto zorio só existe uma obra de cada.
Imagine que é decidido adquirir um trabalho de cada artista não representado, de forma a completar o núcleo referido no célebre artigo de 1969 de germano celant.
Imagina quantos anos de dotação seriam necessários para estas aquisições ?
Eu não sei, mas imagino que seriam alguns.

Portanto, meu caro Roteia, as verbas propostas para novas aquisições não chegam para mandar cantar um cego, quanto mais para actualizar ou complementar a colecção.

Mas este ainda é um mal menor.

Como este texto já vai longo, voltaremos, em novos textos, ao tema.

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
25.8.2006 (dia 28 - 10h00)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
25.8.2006 (dia 28 - 10h30)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
25.8.2006 (dia 28 - 10h45)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
25.8.2006 (dia 28 - 11h00)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
25.8.2006 (dia 28 - horas extras)

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA

http://www.foto.no/photoalbum/view/?size=medium&id=8919
about anders petersen

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
24.8.2006 (dia 27 - 10h00)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
24.8.2006 (dia 27 - 10h30)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
24.8.2006 (dia 27 - 10h45)

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
24.8.2006 (dia 27 - 11h00)

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA

Manikins in Storage #3
manikins in storage
about del lusk



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blog
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

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Conversas de uma noite de Verão – II

ou, “Coisas que pode dizer numa destas noites para dar a entender que é muito inteligente, embora todos a gente saiba que a inteligência não é isto.”

[Situação 1]
- Então, gostaste do jogo de ontem?
- Jogamos bem, mas achei que o Quaresma não estava na melhor forma.
- Olha que o Cristiano Ronaldo também claudicou um bocado naquelas marcações. Nem é costume nele.
- Agora que falas em claudicar, lembra-me que claudicar vem de Cláudio,Tiberius Claudius Nero Germanicus. Se quiseres saber a história toda podes sempre ler o “Eu Cláudio, Imperador” do Robert Graves, ou ver o filme, ou DVD que podes encontrar numa Fnac perto de ti caso, em vez de livros sugeridos pela Oprah, os teus familiares te ofereçam cheques-prenda. Facilita muito a vida de uma pessoa. Mas como eu estava a dizer Cláudio não foi aquilo que imaginamos de um Imperador, pois era doente, gago e coxo. Olha que nunca ninguém pensou que ele chegasse a imperador, nem mesmo a família, e o tipo, após a morte de Calígula que era seu sobrinho – também há um filme sobre este, mas é muito… “político” -, tornou-se imperador. É claro que istoficou a dever-se ao facto de ninguém da família imperial com idade para governar ter sobrevivido aos ataques de que foram alvo. Era comum. É por Cláudio coxear que hoje quando dizemos que quando uma pessoa claudica, queremos dizer que hesita, vacila. Sabes que foi o primeiro a usar o nome de César que depois mais tarde deu origem à denominação alemã para imperador (Kaiser) e à russa também para imperador (Czar).
- Mas a gente não estava a falar de futebol? Lá estás tu a desconversar! Lá por a equipa ter perdido, não se acaba a Primavera.

[Situação 2]
- Eu estou farta daquele ambiente lá no trabalho.
- Eu também. E tu não “sabes da missa metade”. No expediente estavam a dizer que o chefe não mandou descontar à Inês da contabilidade os dias que ela faltou, alegadamente por causa da gripe do filho.
- E aposto que ela aceitou, não?
- Claro. Não só aceitou como consta-se, voltou a fazer horas extraordinárias com ele.
- Detesto gente sem escrúpulos.
- A palavra “escrúpulo” vem do latim scrupulu e quer dizer pequena pedra. Os escrúpulos eram então pequenas pedras que se enfiavam nas sandálias dos soldados romanos. E já se sabe, se uma pedra incomoda muita gente, muitas pedras incomodam muito mais. É por isso que quando dizemos “O tipo tal tem muitos escrúpulos”, referimo-nos às pedras na consciência, que incomodam. Os remorsos, os sentimentos de culpa. Já uma pessoa sem escrúpulos é aquela que não olha aos meios para atingir os fins, que “leva tudo à frente”, nada lhe pesa na consciência.
- Mas achas que tem a ver com o tipo e o número de pedras e não com o seu peso.
- Sim, porquê?
- Porque então a expressão “peso na consciência” pode ser enganosa. Não é peso, é só mau estar.
- Agora que falas nisso, acho que há certa palavras no nosso discurso que temos de mudar.

[Situação 3]
- Manuel, há quanto tempo! A tua mulher já teve bebé?
- Já, e correu lindamente.
- Foi um pilas como o pai?
- Não, por acaso foi uma menina. Mas é perfeitinha e muito bonita. Estou apaixonado pela mãe e pela filha.
- Foi parto normal?
- Não, foi cesariana.
- Curioso… Sabes que dizem que a palavra cesariana vem de César, do imperador Caio Júlio César (onde é que eu já ouvi falar disto?). Havia já na família imperial romana, desde Cláudio, o nome César, mas não era sinónimo de imperador. Só com ele é que se tornou sinónimo de imperador. Mas adiante… César nasceu de cesariana, quer dizer, nasceu da abertura do ventre da mãe. Acontece que esta teoria cai por terra quando sabemos que as cesarianas sé eram praticadas em parturientes mortas e a mãe de César, segundo os relatos da época, esteve presente em muitas situações da sua vida adulta, por isso não podia vir daí. Além disso, se como te disse, o nome César era anterior ao Imperador, se era um nome da família, porque é que só após o nascimento deste que associaria a cesariana? Nã… A mim ninguém me engana, cesariana e césar vêm do latim, do verbo caedeci e caedo que quer dizer, incisão, corte, cortar.
- Está bem… Vou buscar outra bebida

A COLECÇÃO BERARDO OU "THE ART OF THE DARK SIDE"

Inspirados no excelente texto do contra-baixo (link) no não menos excelente grande loja do queijo limiano, fomos lêr os estatutos da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo, e desde já duas questões de retirar o sono a qualquer pacato cidadão:

1ª questão
Se as partes estão de boa fé e a fundação é mesmo para durar, qual a razão pela qual é contemplada a possibilidade do comendador (ou quem ele indicar...) poderem comprar as aquisições que venham a sêr efectuadas ao preço de custo?
É que nem sequer é contemplada a possibilidade de essas compras serem feitas ao preço de custo mais os juros referentes ao periodo que medeia entre a compra e a venda !

2ª questão
A colecção Berardo, caso o comendador assim o entenda, é comprada pelo estado tendo em conta o preço que uma entidade nomeada pelo próprio estado está a determinar, ou seja, o preço deverá contemplar o valor actual do mercado (o que quer que seja que isso signifique, mas esta é outra questão, que fica para mais tarde).
Em contrapartida, e em caso de dissolução da fundação, o comendador tem a possibilidade de aquirir as obras entretanto compradas, ao preço de custo.
Ou seja, o comendador para vender vende ao preço do mercado, mas para comprar compra ao preço de custo. Bom negócio, comendador !

Se a fundação é ou não para durar é algo que vamos saber em breve, quando o comendador indicar se pretende vender ou não a colecção ao estado, e para isso dispõe de 30 dias após sêr conhecido o tal valor que está a sêr estudado pela tal entidade nomeada pelo estado.

É que se o comendador declarar que não pretende vender a colecção pelo valor encontrado, daqui por dez anos não teremos nem fundação, nem colecção nem novas obras adquiridas, pois que a todas elas o comendador tem direito.

Resta-nos a consolação de que pelo menos o Centro Cultural de Belém o comendador não fica com ele.

Vazio mas nosso !

terça-feira, 22 de agosto de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA


about carolina salguero