quarta-feira, 25 de outubro de 2006



BASTA PUM BASTA

As declarações do capataz Manuel Oleiro

Manuel Oleiro, "figura" muito comentada neste blogue (basta fazerem uma pesquisa no blogue para encontrarem, pelos menos, 52 entradas), foi o único presidente dos Institutos Públicos dependentes do Ministério da Cultura que foi reconduzido pela ainda Ministra, na última remodelação feita naqueles cargos.

E não foi por acaso.

Manuel Oleiro é um "capataz todo o terreno" às ordens de qualquer chefe (entenda-se secretário de estado ou ministro, tanto faz) pronto a "apadrinhar" os actos mais miseráveis que se vão praticando no Instituto a que preside.

Ele é a situação já tão denunciada de Pedro Lapa, director do Museu do Chiado e "curator" da Fundação Ellipse, que num pais que não Portugal já estava demitido e exposto à crítica mais violenta dos seus pares (veja-se o código ético da Associação dos Directores de Museus de Arte dos Estados Unidos, México e Canadá neste link), ele é a justificação dada para o declínio do Museu de Conímbriga que perdeu mais de 50% de visitantes nos últimos 5 anos e que Manuel Oleiro atribui a "um problema rodoviário", ele é a situação do Museu do Azulejo já aqui também muito referida (curiosamente também 52 entradas na tal busca...), ele é a situação de uma directora de um dos nossos principais museus ser forçada a limpar pessoalmente casas de banho (eu vi...), dado que Manuel Oleiro não disponibiliza pessoal para um museu que mais que duplicou o número de visitantes este ano, ele é a situação no Museu de Aveiro em que, para cumprir prazos de finalização da obra se estão a destruir vestígios arqueológicos cujo valor ninguém está em condições de aferir, dada a sua destruição, ele é a manipulação grosseira das estatísticas de visitantes dos museus sob tutela do IPM para afirmar que está tudo bem com os museus nacionais, quando mais de metade deles perde visitantes, enfim, um rol infindável de situações que, com outra ministra, (e já agora qual o papel do primeiro ministro neste "romance") já teriam provocado a demissão pura e simples de Manuel Oleiro.

Vem agora este senhor declarar ao Diário de Notícias que a questão do espólio de cerca de 25.000 peças do Museu de Arte Popular não é uma questão urgente, e que "poderá ser afecto a vários museus ou um apenas", deixando assim antever a possibilidade de aquele espólio, colecção única no nosso país, ser desmantelado e ir para às reservas de vários museus, perdendo-se assim o sentido de colecção que presidiu à sua recolha.

Este é o retrato possível, neste momento, do capataz Manuel Oleiro, e mais uma boa razão para perguntar ao primeiro ministro José Sócrates quando é que arranja tempo para olhar para o sector da cultura e, já agora, para o papel que o seu conselheiro para a dita, Alexandre Melo, anda a desempenhar no cargo que lhe foi atribuido e na sua ligação enquanto "curator" à Ellipse Foundation.

Mas estas são outras "estórias".



BASTA PUM BASTA

UM ACTO DE BARBÁRIE:
SOBRE O ENCERRAMENTO DO MUSEU DE ARTE POPULAR
(texto do primeiro e segundo subscritores da petição online)


Em Abril de 2007 tinha já o Ministério da Cultura, através dos órgãos de comunicação social, levantado a hipótese de encerramento do Museu de Arte Popular (MAP), sem qualquer tipo de justificação, e designando que viesse ocupar o seu lugar um "Centro de Interpretação dos Descobrimentos"; meses depois vimos confirmado (?) esse desejo, indicando que, afinal, aí será instalado um "Museu da Língua Portuguesa".

A decisão é - para além de errática -, absolutamente preocupante: não é dada qualquer indicação sobre o destino da valiosíssima colecção que o Museu alberga; não é comunicada nenhuma informação sobre o futuro do edifício, como obra de arte arquitectónica única do final do Modernismo português; e sequer, em período de contenção séria das finanças públicas e em que o cidadão é obrigado a cortes cegos no orçamento para a cultura, indicação do projecto ou montantes que envolve a criação do "Centro de Interpretação dos Descobrimentos" ou do "Museu da Língua Portuguesa".

Tudo isto quando o Museu, obrigado a um encerramento forçado para obras durante seis anos - para obras de requalificação que o Estado Português não fazia desde... 1940 - não teve nem tem condições para provar, requalificado e capaz, a sua exequibilidade cultural e a sua utilidade.

O MAP - comecemos precisamente por aqui - é, ao momento, o único pavilhão sobrevivente da Exposição do Mundo Português, de 1940. Guarda no seu interior uma colecção única de arte popular das várias regiões onde se fez sentir a cultura portuguesa, e uma das mais inestimáveis: aquando da enorme exposição realizada no final dos anos 90 pela Fundação Calouste Gulbenkian em Jacarta, boa parte das obras aí presentes vieram da colecção do MAP.

Encerrado para obras há mais de seis anos, o Museu sofre de uma lateralização inacreditável e constante da parte da tutela: não tendo recebido obras de vulto desde 1940 - repetimos desde 1940 - para a preservação do edifício, que se ia desfazendo ao longo dos anos, foi necessário o seu encerramento para obras. O Estado nem zelou pela boa preservação da colecção, mantida dentro do edifício em obras sem que o Ministério facultasse qualquer tipo de material específico de conservação (cenário inacreditável num país europeu!). Com o desfavor da tutela ao longo dos anos, que por qualquer tipo de prejuízo mental ou cultural em relação ao edifício não acelerou os processos relacionados com a requalificação, o Museu não só esteve fechado ao público, como saiu das atenções do palco mediático.

Parecia configurar-se, para aqueles que conhecem a colecção e o edifício, aquilo que agora se veio a anunciar: a proposta autocrática do poder central de encerrar um marco inestimável da cultura portuguesa no centro de Lisboa.

Outro aspecto de suma gravidade é a desatenção à própria Arte Popular. O Museu é o único, a nível nacional, a recolher uma exposição exclusivamente dedicada a um tipo de Arte que representa tanto o país como o Cinema, a Fotografia, a Arquitectura; mas que parece ser considerada pelo Ministério da Cultura como um parente pobre, já que nenhuma justificação para o fecho do Museu é dada. Estaremos - não queremos crer - perante um Ministério que não considera como parte da sua tutela a Arte Popular, com uma visão da cultura imediatista? Se não são dados motivos para o encerramento do Museu de Arte Popular, nem sobre o destino da sua colecção, o sinal que o Ministério da Cultura dará para todo o país e para o resto do mundo é de uma visão cultural limitada e não inclusiva - facto de que as instituições europeias, que financiaram a requalificação do Museu, e por toda a Europa co-financiam Museus de Arte Popular - deverão ser cabalmente informadas.

Uma outra questão levanta-se em relação ao edifício do Museu: que sentido faz encerrar um museu que, segundo José Augusto-França, marca "com a proposta ideográfica da sua arquitectura, mais do que da sua decoração acessória, o fim do processo modernista em Portugal"? Instalado num dos pavilhões da Exposição do Mundo Português, o MAP foi projectado pelo Arquitecto Jorge Segurado e nele trabalharam artistas como Tomás de Melo (Tom), Estrela Faria, Manuel Lapa, Eduardo Anahory, Carlos Botelho e Paulo Ferreira. Do acervo do Museu de Arte Popular (MAP) fazem parte peças de artesanato que há muito deixaram de se executar, constituindo por isso exemplares únicos que importa preservar.

Que destino terá a colecção museológica, bem como o arquivo e a biblioteca do MAP se o encerramento do museu se concretizar?

E que sentido faz deslocar este importante acervo para qualquer outro local, sabendo que o MAP foi projectado em função da colecção que alberga, constituindo por isso um exemplar arquitectónico-museológico sem igual (desde as peças de mobiliário expositivo aos vidros, passando pelos espaços - concebidos por arquitectos que passaram pela escola da Bauhaus, tudo no MAP está em relação com a colecção museológica)?

Para além disso, o MAP é, em si mesmo, um documento histórico incontornável para o estudo da história do Estado Novo; sendo um museu criado por um determinado contexto ideológico, e tendo vários museus do mundo, resultantes de contextos semelhantes, sido destruídos com a queda das ideologias que os originaram, o MAP é uma obra rara e importantíssima para o conhecimento e a compreensão da nossa história contemporânea.

Por último, os custos de requalificação do edifício. Nestes anos em que esteve parcial ou totalmente encerrado, o processo teve os seguintes encargos: 1ª fase: custo total - 2.889.000,00 euros (comparticipação comunitária: 1.444.500,00 euros); 2ª fase: custo total - 822.266,84 euros (comparticipação comunitária: 509.805, 44); 3ª fase: 405.556,70 (comparticipação comunitária: 251.445,15); ou seja, a União Europeia e os contribuintes portugueses financiaram uma obra de renovação que, para todos os efeitos, não terá servido para nada. Ou, mais grave, para uma obra de requalificação de um edifício - Museu de Arte Popular - que agora, enganando os contribuintes e as instituições comunitárias, será utilizado para outros fins.

Por este meio lhe solicitamos que assine esta petição contra o encerramento do Museu de Arte Popular - um acto de verdadeira barbárie cultural, cego, sem estratégia e absolutamente grave contra um marco da cultura portuguesa do século XX. Nesta petição os subscritores:

1 - Manifestam a sua absoluta preocupação, como cidadãos e contribuintes, contra o fecho do Museu de Arte Popular, de um equipamento cultural raríssimo, último pavilhão completo da Exposição de 1940;

2 - Solicitam ao Ministério da Cultura, como cidadãos de um Estado Democrático, o esclarecimento da medida de encerramento do Museu de Arte Popular, bem como o destino a dar à sua valiosíssima colecção e ao edifício.

3 - Vêm manifestar a sua preocupação com o fecho de um edifício cultural cujas obras de requalificação custaram aos contribuintes nacionais e europeus 4116823,54 euros.

Pedro Sena-Lino
Rui Santos

terça-feira, 24 de outubro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA




















about philip blenkinsop (não percam este link!)



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blogue
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blogue não é para preguiçosos.



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.

PROTAGONISTAS
Alexandre Pomar - revista actual (expresso) de 21.10.2006

Para todos aqueles que não tiveram oportunidade de lêr o artigo
( a todos os títulos notável) de Alexandre Pomar sobre os
protagonistas, internacionais e nacionais, que estão a mudar os valores e as condições de circulação da arte, fazemos um apelo: corram aos vossos fornecedores habituais de jornais, e mesmo sem o filme à "borla", tratem de comprar o Expresso e de lêr o artigo em questão.
É um daqueles textos para guardar e deixar em testamento.

Acreditem!

PROTAGONISTAS (excerto)
Alexandre Pomar - revista Actual (Expresso) - 21.10.2006

"João Rendeiro partilha a propriedade artística com o Banco Privado Português e a Ellipse Foundation (em inglês, com sede em Amsterdão, onde é mais favorável o direito das fundações). A dita Ellipse começou por ser anunciada como um fundo de investimentos em arte, com rentabilização a sete, oito anos. Já em andamento, mudou de estratégia, afastou o horizonte da alienação (por sinal, as compras são feitas num período de grande inflação do mercado) e decidiu abrir um "art centre" para ir mostrando o acervo - são duas condições que a favorecem como cliente, tal como a associação ao Museu do Chiado por via do curador-director Pedro Lapa. As obras de Sharon Lockart que lá se expõem pertencem à Ellipse, o que tem vantagens desiguais para as duas partes. Outro comprador é Alexandre Melo, que acumula com o posto de conselheiro cultural do primeiro-ministro e com o papel de comissário de exposições oficiais ("Portugal Novo", no Brasil e em Luanda - nem todos os artistas são apostas da Ellipse) e particulares (agora na Galeria Presença , Porto, com três artistas elípticos estrangeiros). Os conflitos de interesses são gritantes nos dois casos, mas já se sabe que a arte é um dos mercados muito pouco regulado e que a imprensa cultural é a mais complacente de todas".

PROTAGONISTAS

Em sinal de apoio ao excelente texto de Alexandre Pomar, recuperamos aqui alguns outros textos, estrangeiros, sobre o mesmo tema.

Art Newspaper
Adrian Ellis

Art funds are investment vehicles, the return on which is linked to a portfolio of works of art acquired—as opposed to the stocks, bonds, property and commodities that are the usual components of investment funds. The return to the investor is determined, on the one hand, by the buoyancy of the art market or, more specifically, the bit of it in which the fund is investing (for example, contemporary, Asian or decorative arts) and, on the other hand, by the shrewdness of the decisions made by the funds’ managers with respect to specific acquisitions. The more buoyant the art market, the less shrewd the fund managers need to be to beat other financial instruments with which they are competing for investors’ attention and money".

"Some have missions that seek to combine the power of the market with broader aims—in the case of the Artist Pension Fund, for example, the aim is to create a stream of income for artists in their retirement by cross subsidising less successful artists from the proceeds of more successful ones. Others, such as the Ellipse Foundation and the Wonderful Fund (see p6) have a for-profit framework but a rhetoric that combines commercial and non-commercial intentions in a way that is difficult to decode and disentangle".


Code of Ethics
Adopted by the membership of the AAMD, June 1996; amended 1971, 1973, 1974, 1991 and 2001

The position of a museum director is one of trust. The director will act with integrity and in accordance with the highest ethical principles. The director will avoid any and all activities that could compromise his/her position or the institution. The professional integrity of the director should set a standard for the staff. A museum director is obligated to implement the policy of the governing board for the benefit of the institution and the public. The director is responsible for ensuring that the institution adopt and disseminate a code of ethics for the museum board, staff, and volunteers.
It is unprofessional for a museum director to use his or her influence or position for personal gain. A director shall not deal in works of art or be party to the recommendation for purchase by museums or collectors of works of art in which the director has any undisclosed financial interest. The director shall not accept any commission or compromising gift from any seller or buyer of works of art.
LINK





FINALMENTE TEMOS PRESIDENTE !

Carmona Rodrigues decidiu-se, finalmente, a lutar contra os interesses instalados em Lisboa.

Depois dos "casos" da Infante Santo, do Plano de Revitalização da Baixa-Chiado, das "obras bentas", da EPUL & Seus Capangas, da venda de património ao desbarato, do Parque Mayer e do túnel do Marquês, Carmona Rodrigues decidiu passar à acção.

Vai fechar um infantário!

Caso a seguir aqui

Nota: "dica" obtida através do António Duarte da GLQL

PLANO BAIXA-CHIADO
Notas soltas


















1907 - mercado da praça da figueira
talhos e salsicharias em sábado de aleluia

UM MERCADO NA PRAÇA DA FIGUEIRA
Logo que se reduza o espaço afecto à circulação automóvel à superfície, serão possíveis novos usos para a Praça da Figueira. Desta forma, além de um espaço na placa central organizado para feiras semanais – filatelia, antiguidades, produtos regionais e biológicos –, poderá ser equacionada a possibilidade de se implantar, numa estrutura ligeira de aço e vidro, de baixa altura, algum comércio permanente, nomeadamente do ramo alimentar – gastronomia, restauração e, também, serviços de apoio aos visitantes (posto de informação turística, segurança e instalações sanitárias, etc.).
In:Plano de Revitalização da Baixa-Chiado (pág.56)

Modesta contribuição da Formiga Bargante para o trabalho a sêr entregue a Henrique Cayatte para o novo plano da Praça da Figueira, no qual o design será associado à tradição, aos produtos regionais, biológicos e tudo o mais que aprouver à distinta Comissão.


BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas



















about sam taylor-wood

THE TOP 10 WHO ARE CHANGING
THE WORLD OF INTERNET AND POLITICS

VENCEDOR


We are a nonpartisan, nonprofit, "consumer advocate" for voters that aims to reduce the level of deception and confusion in U.S. politics. We monitor the factual accuracy of what is said by major U.S. political players in the form of TV ads, debates, speeches, interviews, and news releases. Our goal is to apply the best practices of both journalism and scholarship, and to increase public knowledge and understanding.

The Annenberg Political Fact Check is a project of the Annenberg Public Policy Center of the University of Pennsylvania. The APPC was established by publisher and philanthropist Walter Annenberg in 1994 to create a community of scholars within the University of Pennsylvania that would address public policy issues at the local, state, and federal levels.

The APPC accepts NO funding from business corporations, labor unions, political parties, lobbying organizations or individuals. It is funded primarily by the Annenberg Foundation.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA




















about kaeowkao pongpaiboon



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blogue
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blogue não é para preguiçosos.



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.

DEMITA-SE DALILA RODRIGUES
(directora do Museu Nacional de Arte Antiga)

Por este meio vimos fazer um veemente apelo a Manuel Oleiro, Presidente do Instituto Português de Museus, para demitir Dalila Rodrigues.

O que ela anda a fazer no "nosso" Museu Nacional de Arte Antiga é uma afronta, um escândalo, uma pouca vergonha, em suma.

Comparando Janeiro/Setembro 2004 (último ano de "gestão" daquele Museu por uma veneranda figura do nosso "património cultural") com igual periodo de 2006, aquela "senhora" teve o descaramento de aumentar de 717% o número de visitantes nacionais "ditos" normais", de 48% o número de visitantes nacionais aos domingos, de 24% o número de visitantes alunos escolares, de 109% o número de visitantes com menos de 14 anos, etc. etc. etc.

Isto é uma afronta !

Exemplo a seguir é o de Pedro Lapa, que de tão ocupado com a "sua" Ellipse Foundation não tem tempo para acudir ao "afundanço" do seu "Chez Lapa ao Chiado" (também conhecido por Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea).

Dalila Rodrigues é um perigo, e está a por em causa os "legitimos interesses" e "os direitos adquiridos" dos Lapas & Cª.

Manuel Oleiro, mostre que é um homem à altura do seu desígnio: demita-a já !

O NOVO PLANO DE DINAMIZAÇÃO
DA BAIXA-CHIADO - V


Construir um modelo específico de habitação:
(A Baixa-Chiado como espaço urbano singular, mas privilegiado (o eixo qualitativo complementar)
Adoptar uma tipologia de reabilitação com grande valor em espaços limitados
A Baixa-Chiado pode ser um espaço residencial muito interessante, se o modelo de reabilitação for moderno e duradouro, superando as limitações físicas (m2) e de mobilidade (elevadores, estacionamento) com soluções inovadoras e cómodas e oferecendo no espaço comercial soluções de “comércio de proximidade”para os moradores);
Atrair “jovens”e “velhos”com iniciativa e/ou poder de compra
O espaço residencial da Baixa-Chiado não pode ser um espaço global nem se adequa a famílias grandes, ajustando-se mais às “idades”inicial e final do ciclo de vida. A captação de população pode ser feita,por outro lado, articulando decisões familiares ou individuais no quadro da economia privada e do mercado, com soluções institucionais no quadro da economia pública e social (residências estudantis, residências seniores);
In:Plano de Revitalização da Baixa-Chiado (pág.21)

ACRÉSCIMO POSSÍVEL DE RESIDENTES
Na área de intervenção existem 42 edifícios totalmente devolutos, além de inúmeras fracções na mesma situação. A área total de fracções devolutas é de 274.259 m2, dos quais cerca de 40% se localizam na Baixa, pelo que, na óptica da sua reabilitação, parece mais aconselhável a utilização para comércio e serviços nos três primeiros pisos e residência nos pisos superiores. Seguindo esta linha de raciocínio, faz-se o exercício de afectar à habitação todos os fogos existentes ou espaços devolutos que já tenham tido esse uso, bem como os armazéns existentes nos pisos acima do 2.o andar. Dividindo a área bruta total obtida por um rácio de 125 m2/fogo e considerando uma média de 3 habitantes /fogo, chegou-se a uma capacidade total de 17700 residentes, incluindo os já existentes.
In:Plano de Revitalização da Baixa-Chiado (pág.59)

A introdução de elevadores deverá ser uma regra, com excepção apenas nos casos em que os valores patrimoniais o impeçam. Hoje,apenas 15% dos edifícios da Baixa Chiado dispõem de elevador;
– Pelas razões de segurança invocadas no ponto 2.5, deve ser promovida a demolição dos pisos a mais que ultrapassem a regra do plano original e a altura dos edifícios contíguos;
In:Plano de Revitalização da Baixa-Chiado (pág.69)

E a distinta Comissão lá vai tirando coelhos da cartola, aliás, habitantes para a Baixa, como quem está sentado à mesa do café, a discutir o último Sporting-Porto.

Em primeiro lugar a proposta para que a futura população da Baixa seja constituida por “idosos endinheirados” e “jovens em princípio de vida” esquece uma verdade demográfica que ultrapassa a “visão” da douta comissão: o país está a envelhecer e, portanto, o destino da Baixa seria o de um enorme “lar para idosos endinheirados”.
Seguramente que é influência da passagem da Presidente pela Misericórdia de Lisboa !

Em segundo lugar avança com contas de metros quadrados e número médio de composição de famílias, sem indicar os critérios.

Como é que atinge uma dimensão média de 125m2 por fogo, dada a estrutura do construido?
E, se não é perguntar demasiado, 3 pessoa/média por agregado familiar?
Se uma das componentes fortes destes agregados são idosos, cujo número de membros é de 1 ou duas pessoas, com maior incidência no primeiro número, como se chega aos 3 de média?

Depois recomenda que todos os andares construidos para além dos andares originalmente previstos sejam demolidos, por razões de segurança.
Mas, nas contas que faz relativamente às áreas actualmente disponiveis, não menciona se utilizou ou não este critério para determinar as áreas livres.
Não é por nada, mas “cheira” a que o critério foi esquecido.

Finalmente, a proposta genial: a introdução de elevadores no construido.

Sabendo-se que cerca de 80% do construido na Baixa tem estrutura pombalina, como é que se introduz elevadores nesta estrutura sem afectar (ainda mais...) a sua resistência a sismos?

Ou o critério é o de “perdido por cem, perdido por mil”.

Dadas as alterações introduzidas nas estruturas, essencialmente nos pisos térreos, para a conquista de espaços “mais modernaços”, é hoje suficientemente conhecida a extrema fragilidade da Baixa a um sismo de forte intensidade.

Já agora, e como “aquilo” é para vir abaixo em caso de sismo violento, com ou sem elevadores, “bote-Se” lá os ditos, que enquanto não há sismo, sempre temos outro conforto, não é verdade?

E, entretanto, os construtores civis e os promotores imobiliários lá vão tratando da sua vidinha, certo?






MUSEUM WISH LISTS

As I talk with curators at museums not called 'MoMA' about their collections, they usually start with some variation of this: We can't afford to collect comprehensively. We can't build a 'complete' collection of contemporary art. We have to pick a few foci and collect richly in those areas. We can't have everything the way that museum can.

This has turned out to be a blessing for contemporary art. Here's why: MoMA's Cezanne-to-WWII timeline dominates the history of modern art. (Nevermind that it ignores American modernism and that it pays short shrift to Latin America and Central Europe.) But because there are so many museums and private collectors around the world who are committed to building major contemporary collections, there will not be a single institution that dominates the history of contemporary art the way MoMA does in modern art. This means that more artistic voices will be heard and more varied histories will be formed.

That's all the more important because MoMA, the modern/contemporary art world's richest institution, is struggling with contemporary art. As nearly every critic with a keyboard has noted, the current contemporary installation at MoMA is a mess. An unfortunate Wangechi Mutu competes with Mona Hatoum competes with David Hammons. And from the other side of a silly Martin Creed, the soundtrack of a Pipilotti Rist encrocahces on everything.

THE ART-O-METER

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"Art-O-Meter is a device that measures the quality of an art piece. It bases its evaluation on the amount of time that people spend in front of an artwork compared to the total time of exhibition. The measurements are graphically represented by comments and a 5 star rating system.
Without the interaction of a viewer, the Art-O-Meter will register time like a regular clock. However, when a user enters the area covered by its motion sensor, a second timer is triggered and it will count time as the viewer observes the artwork."

in: we make money not art (link)

SUPERCONSUMER

Franz Alken and Karl Rueskaefer

What happens when a computer programme starts buying and selling stuff on Internet auctions like ebay autonomously? That is the key question of superconsumers. The stuff the Bot has bought is exhibited for a short time. Thus digital values are translated into tangible goods. And vice versa, since the Bot sells them again after a while to buy new ones. In this way, commonplace products are temporarily translated into works of art.

The basic principle of superconsumers is to make an amount of money available to a software (a so called “bot”). The software uses this money to buy goods autonomously at the online-auction-platform ebay, transfers this goods to an art-space, exhibits them and sells them again via ebay.

Superconsumer pictures by Ulrich Thaler.

The exhibition-module consists of a computer-interface displaying the softwares actions at ebay, 7 pedestals that show the current goods and a watchmann who executes the softwares instructions and arranges the goods on the pedestals.

There are mainly 4 points that form a fascintation for this project:

The relationship between humans and machines - the bot replaces exemplarily the role of humans in the ebay environment.

The ready-made principle: While transfering ordinary objects from the mass-market to an art space, the bot enhances the objects to pieces of art. This enhancement is temporarily, the bot takes away the “art aura” by selling this pieces again via ebay.

The installation gives an constantly updated overwiev on the mass-market. The programming of the process makes the items the bot will buy unpredictable - a search on the topic “football” can respond items like fan-articles, computer games, books or sportswear.

Interaction is an important point on art-projects dealing with the internet. The interaction at superconsumers is quite hidden: Everyone dealing with the bot at ebay is arranging the exhibition without knowing it.