segunda-feira, 6 de novembro de 2006



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

PLANO DE REVITALIZAÇÃO DA BAIXA-CHIADO

Vereadores discutem hoje revitalização da Baixa.
in: jornal público - 6.11.2006

A notícia de hoje do Público é francamente desanimadora.

A tomar como correctas as afirmações contidas na citada notícia, parece ser pacifica a aceitação, por toda a vereação da CML, da discussão do Plano de Revitalização da Baixa-Chiado como um acto isolado, um pequeno retalho da "manta" que é Lisboa.

É muito preocupante verificar que os edis que governam (ou se governam...) Lisboa ficam indiferentes ao facto de não existir um plano geral e integrado para a cidade, e vão passando o tempo a discutir "retalhos".

Enquanto em Londres o "Mayor" Ken Livingston mobiliza pessoas ligadas aos negócios mas também às indutrias criativas, membros do governo mas também representantes dos organismos ligados às artes e à cultura, não só oficiais mas também privados, para analizarem o potencial de crescimento da cidade de Londres tendo como base o sector criativo, e dá assim origem ao instituto Creative London (LINK), entre nós o mais longe que se alcança é um "Colombo a céu aberto" no coração da cidade.

O que está a ser ignorado nesta discussão (mas existe discussão?) é o facto de a Baixa-Chiado não ser "mais um retalho" avulso na cidade, mas sim o local a partir do qual será possivel lançar uma nova visão de cidade e de vivência na cidade.

E a preocupação é ainda maior quando a voz que mais se faz ouvir na oposição camarária, o vereador Sá Fernandes, afirma, ainda segundo o Público "que concorda com a transformação do quartel da GNR no Carmo em pólo cultural".

Que a razão que leva a esta proposta, segundo Ricardo Salgado, um dos autores do projecto em análise, seja "a proximidade ao Bairro Alto e ao futuro Museu do Design" parece não incomodar Sá Fernandes.

Que o valor histórico e simbólico da Baixa-Chiado, bem como do Terreiro do Paço, e a sua capacidade para lançar um movimento de real transformação da cidade no sentido de a tornar mais amigável e sustentável, parece não incomodar ninguém.

Até Filipe Lopes, antigo director municipal da reabilitação, afirma que uma das maiores dificuldades que encontra no plano é "pôr a Baixa a funcionar 24 horas por dia, ou seja, conseguir que os comerciantes pratiquem horários alargados e que nasça aqui vida nocturna, através do surgimento não apenas de bares, mas também de cafés", ou seja, um antigo director municipal da reabilitação está parado no tempo em que a animação das cidades era feito com bares e cafés !
Já agora, homem, junte restaurantes !

Como afirmamos no início, o que se está a passar é muito preocupante.

PLANO DE REVITALIZAÇÃO DA BAIXA-CHIADO OU,
UMA ESMOLINHA PARA O PEDITÓRIO.



Como a matriz cristã está fortemente inserida na nossa carga genética, aqui vai uma contribuição da Formiga Bargante para o peditótio da revitalização da Baixa-Chiado.

Não resolve o problema da miséria do pedinte (este plano...), mas sempre dá para aliviar um pouco a indigência.

PROPOSTA (SÉRIA) DE ANIMAÇÃO DA BAIXA-CHIADO.
Os principais Bancos com actividade em Lisboa, possuem instalações em locais estratégicos da Baixa Pombalina.

Desde as antigas sedes dos Bancos Espírito Santo, Nacional Ultramarino (hoje Caixa Geral de Depósitos), Totta & Açores (hoje Santader) à actual sede do Banco de Portugal, bem como instalações do Barclays, do Millennium/BCP e de mais alguns, todos os Bancos possuem edificios mais ou menos utilizados, e alguns até sem qualquer utilização.

Acontece que todos os Bancos referidos desenvolvem actividades de apoio/divulgação da criação artística.

É a Caixa Geral de Depósitos com a Culturgest, o Banco Espirito Santo com o apoio à fotografia, O Millennium/BCP com a Fundação BCP, etc. etc. etc.

E se cada uma destas instituições, nos edifícios que possuem na Baixa-Chiado, ou em parte deles, criassem, em nome da Responsabilidade Social (hoje tão em voga junto destas entidades) locais de exposições, projecções, debates, enfim, um conjunto estruturado, pluridisciplinar e com um programa comum de inaugurações e horários, de forma a tornar a Baixa-Chiado um verdadeiro pólo de actividades criativas, e a partir daí fazer erradicar essa nova dinâmica para o conjunto da cidade?

E que tal criar condições de articulação deste polo com actividades a serem desenvolvidas na Praça do Comércio?

E. primeiro que tudo, promover um grande debate de ideias relativamente à dinamização da Baixa-Chiado, antecipado da criação de uma comissão à imagem da criada em Londres por Ken Livingstone, de forma a que os participantes nos debates acreditassem que a sua participação era ouvida e discutida e, se fosse caso disso, integrada num plano global?

No fundo a escolha é muito simples: ou se discutem as propostas de "seis-iluminados-seis" ou se promove uma grande discussão sobre o tema da Revitalização de Lisboa, e não da Baixa-Chiado, com interlocutores crediveis e não os "suspeitos do costume".

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA















about david michael kennedy



UM ACTO DE BARBÁRIE

ENCERRAMENTO DO MUSEU DE ARTE POPULAR
PETIÇÃO ONLINE

LINK



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blogue
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blogue não é para preguiçosos.



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

Cruzada pós-moderna à conquista dos "infieis"
para o "vasto Império" da língua portuguesa ou,
das guerras que a Ministra da Cultura de Portugal foi arranjar.


A não perder este link, e, em especial, este.

Só para aguçar o apetite:

Sua língua é reconhecida?
Por quem?
A língua referida no artigo do New York Times é a língua brasileira, de 185 milhões de brasileiros. É a mesma língua que vocês adoram dizer todos os dias que é errada, mal falada.
A sua adorada língua, o tal português, essa coisa pavorosa, chiada e sem vogais está extinta.
Por isso mesmo precisa de um museu, afinal é para isso que eles foram feitos, não é mesmo? Para preservar coisas mortas, velhas e extintas.

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas



















about michele grinstead

QUERIDOS BLOGUES
on the record

I would like to welcome you to my blog, which I hope will become a forum for issues concerning American symphony orchestras. In the three years since I have become President of the American Symphony Orchestra League I have visited and spent at least one day with 95 U.S. orchestras of all sizes and types, and have heard about 70 of them perform, so I think that I may have an overview that is fairly thoroughly grounded.

LINK



A NÃO PERDER

THE JEW´S DAUGHTER

The Jew's Daughter is an interactive, non-linear, multi-valent narrative, a storyspace that is unstable but nonetheless remains organically intact, progressively weaving itself together by way of subtle transformations on a single virtual page.

LINK


A NÃO PERDER
ENTREVISTA COM
JUDD MORRISSEY
E
LORI TALLEY
autores de
The Jew´s Daughter

Os novos caminhos do hipertexto passam por estes dois nomes.
Se perderem esta entrevista, estão mesmo "apanhados" pelo sindroma "ellipsiano" do rectângulo.
Que Deus vos acuda !
(qualquer Deus serve, até o Deus das Moscas)


LINK

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















about dolores marat

UM ACTO DE BARBÁRIE
ENCERRAMENTO DO MUSEU DE ARTE POPULAR
PETIÇÃO ONLINE

A PETIÇÃO FOI ENTREGUE, EM 30 DE OUTUBRO,
PELOS DOIS PRIMEIROS SIGNATÁRIOS,
À MINISTRA DA CULTURA.

AGUARDAM-SE NOVOS DESENVOLVIMENTOS.

LINK



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blogue
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blogue não é para preguiçosos.



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

O TEJO, A MINISTRA DA CULTURA
E O SIMBOLISMO
(em pano de fundo o Museu de Arte Popular)

Pela sua localização estratégica e pelo facto simbólico de estar frente ao Tejo.
in:Isabel Pires de Lima - Jornal de Notícias (link)

Foi aqui uma das portas do Universo. Se a nacionalidade começou em Sagres, O Império começou no Tejo. Daqui, como em nenhum outro sitio de Portugal, o nosso génio pode dizer que dominou quatro Continentes. O Promontório Henriquino abriu-nos a porta do Oceano - mas foi nestes cem metros de areia que Portugal se encontrou a si próprio, que fixou o seu destino universal; foi aqui que se fundou Portugal Pátria de Dois Mundos.

Foi aqui, Eminência, que a Cruz de Cristo - a mesma que orna, sob um grilhão de ouro, a Vossa Púrpura Cardinalícia, a mesma que o facho divino de Roma ilumina há dois mil anos e que Deus confiou a Portugal para evangelizar, para erguer, para defender, através das tormentas das ondas e dos homens, a Religião - o Império - foi daqui que ela partiu na proa das Descobertas, para a Conquista e para o Resgate de mais de metade da Terra.
in: discurso de augusto de castro na inauguração da exposição do mundo português.

De Augusto de Castro ainda conhecemos qual a carga simbólica que associava ao Tejo.

E a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, qual será a "carga simbólica" que associa ao Tejo?

Será que pretende partir em cruzada pós-moderna à conquista dos "infieis" para o "vasto Império" da língua portuguesa?




DESCUBRA AS DIFERENÇAS

Como escreve Júdice, Sócrates foi uma inevitabilidade, e não uma apoteose. Mas hoje impõe-se como alguém que sabe o que quer, que tem uma estratégia política e uma capacidade de decisão notável e rara.
in: eduardo prado coelho - jornal público de 1.11.2006

Foi assim que certamente V.Exa. a quis, Senhor Presidente do Conselho: V.Exª que não foi apenas o inspirador o orientador e o criador espiritual desta obra, como do pensamento das Comemorações Centenárias, mas que foi e é mais do que isso: o espírito, o prestígio, a acção que tornaram possível, inerna e externamente, o momento nacional evocador que Portugal, nos meios dos destroços actuais da Europa , está vivendo.
in: Augusto de Castro - dircurso de inauguração da exposição do mundo português em julho de 1940.

Meu caro Marcello
Sempre acreditei em si com toda a minha Fé. Hoje é com enorme certeza que o vejo no lugar que só podia ser para si.
Que Deus o ajude.
Que os homens o compreendam.
Obrigado por ser como é.
Afectuosas saudades.
da Cilinha (cecília supico pinto)
in: cartas particulares a marcello caetano - prefácio e organização de josé freire antunes

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas

















about lili almog

DUELING DEMOCRATS

In its widely-circulated August profile of House Minority Leader Nancy Pelosi, Time noted, “House Democrats have been more unified in their voting than at any other time in the past quarter-century, with members on average voting the party line 88 percent of the time in 2005.” The numbers don’t lie. But they do obscure a little-discussed truth: Divisions in the Democratic Party are sure to grow larger, whether the party wins or loses the mid-term elections.

For the better part of 20 years, Democratic divisions have seethed under America’s political surface, with only the rare contested presidential primary providing a release valve. Any number of self-defeating pathologies emanating from inside the Democratic Party have worked to raise the temperature: From President Bill Clinton’s embrace of corporate-written trade deals that crushed the party’s working-class base to congressional Democrats’ complicity in the Iraq War and rejection of the growing anti-war movement, Democratic Party elites have gotten used to kicking the party base in the face.

The situation is ready to explode.

LINK