quinta-feira, 15 de março de 2007



















about lisa kereszi (link)

NEW YORK VERSUS FAST FOOD

From the moment the footage from the infested Taco Bell aired, the rat story had legs. Tourists came to gawk and have their pictures taken at the Greenwich Village restaurant where the large rodents had been seen scurrying across the floor and climbing the tables. Passersby scrawled rodent-themed graffiti on Health Department closure notice ("Gimme a Side of Mice and Beans!"; Try Our New Burrato!"). The rats were "the best local news story you could possibly have," gushed an editor for WNBC. David Letterman made jokes about them on late night television.

Officials at City Hall, however, did not seem so amused. Having rats take over a restaurant was a major embarrassment, especially given that the Taco Bell/KFC in question had passed a health inspection less than 24 hours earlier. The department closed over a dozen other restaurants for health violations since February 23, and city officials have talked up the toughness of its inspection process.

Once again, City Hall seems to be at war with...
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TATE WOOS US PATRONS WITH COCKTAILS AT 10 DOWNING STREET

Tate’s US fund-raising organisation is offering its members the opportunity to attend a reception hosted by Tony and Cherie Blair at 10 Downing Street.

Supporters of Tate who spend at least $25,000 booking tables at a gala dinner in New York on 8 May are being invited to have drinks with the British Prime Minister and his wife in London on 16 June. This presupposes that Mr Blair will not have left office by then.

The Chair of the American Patrons of Tate, Lady Lynn Forester de Rothschild, who is married to British financier Sir Evelyn de Rothschild, secured Mr Blair’s support.

“She knows the Prime Minister and he was thrilled to discover that Americans were supporting our fund-raising gala in New York so he offered to host a drinks party,” says Richard Hamilton, director of the American Patrons of Tate. The offer was made after Mr Blair and his family had spent 10 days in Miami Beach just after Christmas, according to Mr Hamilton.

Tickets for the gala dinner at the Riverfront Pavilion Midtown at 39th Street and West Side Highway cost $25,000 for half a table or $50,000 for an entire table. To date, 30 tables have been booked. All of the money raised by the dinner will be used to purchase art for Tate.

Those who have secured tables and an invitation to 10 Downing Street include Latin America’s richest man, Carlos Slim Helu, the Mexican telecoms tycoon whose fortune is estimated at $30 billion, Jeanne Donovan Fisher, the widow of Morgan Stanley chairman Richard B. Fisher, Donald Marron, founder and ceo of private equity investment firm Lightyear Capital, who built one of the largest corporate collections in the US when...
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quarta-feira, 14 de março de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about peter hujar (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

O PROBLEMA JÁ NEM É A MINISTRA, É O PRIMEIRO-MINISTRO.

FACTOS

  1. - Pedro Lapa acumula o cargo de Director do Museu Nacional do Chiado com o cargo de "adviser" da Ellipse Foundation. Segundo o código de conduta da Associação dos Directores de Museus da América do Norte (México, EUA e Canadá), Pedro Lapa jamais seria admitido naquela Associação.
  2. - O Centro Cultural de Belém, pela mão de Mega Ferreira, cessa o acordo que tinha levado à criação da Festa da Música, sendo muito polémica esta decisão, a nível internacional.
  3. - Pinamonti, director do Teatro de S.Carlos, é despedido por carta, meia-hora antes da sua demissão ser anunciada pelo secretário de estado da cutura. Salazar costumava "despedir" os seus ministros também por escrito, mas com mais antecedência. Curioso verificar que a dupla de ex-comunistas que governam o ministério da cultura siga o exemplo do "velho das botas".
  4. Por incúria do ministério, alguns museus de Lisboa são obrigados a encerrar parte das suas instalações por falta de vigilantes. Para se ter uma ideia mais exacta da dimensão desta questão, consulte-se no livro de reclamações do Museu Nacional de Arte Antiga (é público...) a reclamação apresentada por uma guia turistica que acompanhava um grupo de cerca de vinte turistas americanos, e o que ela diz sobre os comentários dos americanos depois de terem tido visitas frustradas, por encerramento total e parcial dos Museus do Azulejo e do Museu Nacional de Arte Antiga
CONSEQUÊNCIAS

  1. A nivel internacional, e no que à cultura diz respeito, a imagem de Portugal está a ficar muito degradada. Nos circulos mais especializados tem sido motivo de comentários muito agrestes a situação de Pedro Lapa, e a incompreensão que a manutenção de tal situação provoca. Quanto aos comentários que se fazem nos circuitos internacionais de música clássica e agora da ópera, Portugal é cada vez mais olhado como um país não credivel.
  2. O encerramento de museus, por falta de vigilantes, situação que já se arrasta desde meados de 2006, tem tido um impacto muito negativo nos turistas afectados por esta medida, não contribuindo em nada para a manutenção ou melhoria da nossa imagem enquanto país.
  3. É curioso verificar que enquanto internacionalmente a cultura é considerada um veículo essencial para a afirmação da identidade dos povos, mas também como meio de entendimento e aproximação entre culturas (veja-se o estudo Cultural Diplomacy-link), em Portugal o Ministério da Cultura é tutelado por uma "dama" cujos critérios de selecção, segundo nos foi recentemente confidenciado, tiveram como base o facto de ser mulher e de sêr do Porto. Assim, aumentou-se a percentagem de mulheres no governo e deu-se satisfação à "clientela" nortenha.
Portanto, e repetindo, o problema já nem é a ministra, é o primeiro-ministro, que com um comportamento cada vez mais arrogante sanciona o comportamento da parelha que desgoverna o ministério da cultura.

HÁ HERANÇAS QUE NÃO SE RENEGAM

Cosmopolitismo ou provincianismo?
Com a direcção artística de Paolo Pinamonti, o São Carlos viveu nos últimos anos um dos seus períodos mais dinâmicos e diversificados na programação, contando com apostas de qualidade ao nível da encenação e do canto, um feito ainda mais meritório se pensarmos que o orçamento era muito inferior ao da generalidade dos teatros europeus. Pinamonti mostrou inteligência na selecção dos elencos, soube combinar o repertório tradicional com obras esquecidas, a música do século XX, a música barroca e o repertório português. Com uma série de importantes co-produções internacionais conseguiu reabilitar o prestígio do teatro a nível europeu.
O seu pensamento sempre foi cosmopolita, mas não esqueceu os cantores portugueses, integrando-os nos elencos e programando obras em que pudessem ter uma participação dominante. Abriu o teatro ao exterior através de colaborações com outras instituições ou da dinamização do seu espaço com concertos comentados, conferências, da loja e da cafetaria. Colaborou com a Culturgest ou o São Luiz na produção de óperas para crianças.
O que mais se poderia pedir a Pinamonti? Um Estúdio de Ópera como a tutela agora anuncia depois de não ter feito nada para a continuidade do Estúdio de Ópera da Casa da Música? Mas com que dinheiro se ele já é tão pouco para manter uma temporada decente de nível europeu? A tutela devia estar agradecida pelo director artístico cessante ter conseguido o que conseguiu mas em vez disso preferiu ignorar o que se construiu nos últimos anos para propor uma filosofia própria e dirigista, que levanta mais dúvidas do que certezas.
Vieira de Carvalho falou na necessidade de "um salto qualitativo" e da criação de "novos públicos". Mas não foi em direcção a um salto qualitativo e à abertura do teatro ao exterior (no plano nacional e internacional) que Pinamonti sempre trabalhou? Pretende-se também que o teatro seja "um ponto de atracção turística" e tenha uma taxa de ocupação mais alta. Mas que turistas se pretendem atrair e com quê? Com os cantores do futuro Estúdio de Ópera ainda desconhecidos? Será que depois de anos de penúria haverá agora dinheiro para fazer espectáculos diariamente, para dar oportunidades aos cantores portugueses e para manter ao mesmo tempo a dimensão cosmopolita que o teatro conseguiu? Ou será que vamos ficar mais uma vez reduzidos à nossa pequenez e ao nosso provincianismo?
in:cristina fernandes - jornal público de 14.3.2007

Nota do formigueiro: Isabel Pires de Lima e Vieira de Carvalho, dois ex-comunistas, não renegam as origens.
Centralismo e expurgo de opiniões contrárias, este é o mote da dupla.
Até quando, José Socrates?

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Entrevistado no Jornal das 9, da Sic Notícias de ontem, e já perto do final da entrevista, o Secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas justificou a opção da Ota para a construção do novo aeroporto de Lisboa com o facto de existirrem inúmeros estudos que apontam para aquela solução.

Para "acabar em beleza", não resistiu e apresentou um número devastador: segundo algum ou alguns daqueles estudos, não percebemos bem, o aumento do número de dormidas estimado para 2020, só para a região de Lisboa, seria da ordem dos 8 mil milhões de dormidas.

Já agora, duas perguntas ao senhor Secretário de Estado:

  1. Onder irão aterrar os aviões que virão trazer as tais 8 mil milhões de dormidas a partir de 2020? Na Ota não cabem...
  2. Onde pensa deitar os cerca de 22 milhões de visitantes diários que o novo aeroporto vai atrair?

A PRÓXIMA SANEADA

Ministério tirou 140 mil euros do mecenato
O ano começou mal para o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), diz Dalila Rodrigues, mas ainda estamos só no princípio (e há uma luz ao fundo do túnel): para a directora do MNAA, a nova lei orgânica do futuro Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), em vias de publicação, será o tudo ou nada. "A tutela impede o MNAA de crescer. Este museu tem de ser uma estrutura autónoma, como o Prado é uma estrutura autónoma em Madrid", disse ontem ao PÚBLICO. Ela quer dar murros na mesa, mas na mesa certa: "Temos de depender directamente do Ministério da Cultura", explicou, na sequência de uma entrevista à Rádio Renascença que voltou a pôr na ordem do dia a turbulência entre o MNAA e o Instituto Português de Museus (IPM).
A insatisfação de Dalila Rodrigues com a tutela (o MNAA depende actualmente do IPM, que brevemente dará lugar ao IMC), e nomeadamente com a forma como a tutela distribuiu os 600 mil euros de apoio mecenático do Millennium BCP (360 mil euros para o MNAA, os restantes 240 mil para o Museu Nacional Soares dos Reis), não é nova. Mas agora, em vésperas de uma redefinição dos organismos do Ministério, a directora do MNAA volta a dizer que nada pode ficar como dantes. "Neste momento eu sou a voz da indignação da museologia nacional e odeio esse lugar. Mas não posso deixar de contestar o actual modelo de gestão. Aguardo com expectativa a lei orgânica do novo instituto, na esperança de que a receita gerada e os apoios mecenáticos passem a ser directamente geridos pelas direcções dos museus que os angariaram", argumenta.
A directora do MNAA considera inaceitável que os 600 mil euros por ela directamente negociados com o mecenas exclusivo do museu, o Millennium BCP, tenham sido redistribuídos. "Eu não teria aceite um mecenas com estatuto de exclusividade por menos de 500 mil euros - estamos a falar do mais importante museu português. O BCP estava muito interessado em apoiar também o Soares dos Reis, mas a verba que esteve na mesa foi sempre de 500 mil euros para o MNAA. Fui informada a posteriori de que ficaria apenas com 360 mil euros porque o IPM queria reforçar a programação do Soares dos Reis", explica Dalila Rodrigues. O MNAA, conclui, foi "duplamente prejudicado": não teve "os 500 mil euros acordados" com o mecenas e, por ter mecenas, não teve dotação do Estado.
Para Dalila Rodrigues, a nova lei orgânica é a última oportunidade de o MNAA ver alteradas as suas "condições de existência". Com ela, pelo menos: a comissão de serviço da actual directora do MNAA termina em Novembro e ela não sabe se quer ficar. "É um processo que carece de várias ponderações e a nova lei orgânica é determinante", sublinha. Contactados pelo PÚBLICO, tanto o director do IPM, Manuel Bairrão Oleiro, como o porta-voz do BCP preferiram não fazer declarações. I.N.

Dalila Rodrigues foi nomeada directora do MNAA em 2004. Estava no Museu Grão Vasco, em Viseu, desde 2001
in: jornal Público de 14.3.2007

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas























about cellina von mannstein (link)

APPLE: AMERICA´S BEST RETAILER

Sorry Steve, Here's Why Apple Stores Won't Work," BusinessWeek wrote with great certainty in 2001. "It's desperation time in Cupertino, Calif.," opined TheStreet.com. "I give [Apple] two years before they're turning out the lights on a very painful and expensive mistake," predicted retail consultant David Goldstein. Yet five years later, at 4:15 A.M., a light flickered on. Onlookers were bathed in the milky-white glow of the Apple logo, suspended in a freestanding cube of glass at the corner of Fifth Avenue and Central Park South in Manhattan. Dazzling in clarity and 32 feet on a side, the structure was likened variously to a temple, the Louvre Pyramid, Apple's G4 "Cube" computer, a giant button, and even - in the words of NBC's Brian Williams - Steve Jobs' Model T. But it was, everyone could...
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BELUGA?





terça-feira, 13 de março de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA




















about gerd ludwig (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

E A MINISTRA DA CULTURA NÃO PODE SER INCLUIDA NO "PACOTE"?

SOCRATES FAZ DA QUALIFICAÇÃO UM DESÍGNIO
José Sócrates assinalou, ontem, os dois anos de mandato do Governo socialista reafirmando a qualificação dos trabalhadores portugueses como a grande prioridade do Executivo.


"O maior dos nossos problemas é a qualificação", afirmou o primeiro-ministro.
in: jornal de notícias de 13.3.2007 (link)


DONDE VIVE EL ARTE
















La situación actual de la creación artística nos hace pensar que, posiblemente por primera vez en la historia de la cultura, no existe un lugar concreto para el arte. La belleza y la inteligencia que conforman, en un núcleo de sentido y sentimiento, lo que conocemos vulgarmente como “obra de arte”, se han fragmentado, multiplicado y diversificado. El artista de hoy, el artista que trabaja tal vez pensando excesivamente en el paso de un tiempo que nunca será el suyo, ya no cree que el viejo museo sea el lugar idóneo para que su obra se muestre y se conserve. No solamente me refiero, como muchos pueden pensar, al confuso futuro de disciplinas como la instalación, la performance, el videoarte o cualquier planteamiento virtual o multimedia, sino a obras que se plantean sin las fronteras metodológicas y estrictamente formales del museo. Ya no parece que el arte pueda habitar un lugar concreto. Sin embargo, según esa idea de peregrinaje artístico se desarrolla, mientras arquitectos de todo tipo se desmelenan en edificios, imposibles a veces y en ocasiones magistrales, que se plantean como museos, al mismo tiempo que la institución museo se resquebraja y urge una puesta al día del concepto y de su formalización, la idea de espacio donde el arte vive, un recuerdo siempre exagerado del pasado, se revitaliza en la obra de una gran cantidad de artistas actuales.

La fotografía es, en este punto, una herramienta de primera categoría, pues a través de ella muchos artistas se plantean un homenaje y un ejercicio conceptual a veces crítico, a veces simplemente estético, de la memoria de la cultura, de la presencia de una historia de la belleza y del arte. Y más allá de esto, hacen un estudio formal sobre los diálogos entre el espacio por sí mismo y sobre su relación con la obra, con la arquitectura y con el espectador. En un juego de miradas no siempre inocente, la fotografía crea y recrea el espacio habitado por el arte, o por su ausencia, un vacío que llega a ser aún más intenso por la capacidad que el silencio está demostrando en el pensamiento actual para revitalizar y agudizar la percepción de la huella y de la memoria.

El registro de las propias características arquitectónicas de los edificios, aparece como un subgénero que -a veces por encargo- supone una parte importante de la creación fotográfica en toda su historia y que da resultados no necesariamente simplistas. Hoy en día, la creación de edificios singulares se documenta desde el inicio hasta su culminación. Un ejemplo esencial es la construcción del Museo Guggenheim en Bilbao, cuya evolución se encarga a un artista de la categoría de Aitor Ortiz. No se trata solamente de la recuperación del tema del gabinete del coleccionista, la wunderkamara, lo que nos podemos encontrar en las nuevas imágenes que sobre museos y otros espacios del arte se fabrican continuamente en el arte actual. Hay toda una construcción de juegos de miradas y búsqueda de conceptos y perspectivas diversas.

Por una parte, nada despreciable, está el intento de recuperar una idea del pasado artístico. Esa memoria que pervive en el sustrato fotográfico de la construcción de imágenes: el origen del cuadro, del tableaux como plasmación de una acción, de un lugar. La fotografía sucede a la pintura en este tipo de construcción, cuando la propia pintura se centra en el nivel más íntimo y subjetivo, en donde la abstracción sustituye a la representación. Es la fotografía, hoy en día, la que reconstruye el paisaje y la que mantiene la idea de retrato, la que, en definitiva, mantiene la evolución de los géneros clásicos, revitalizándolos y dándoles un sentido nuevo. En esa idea de representación, la fotografía rinde periódicos homenajes a la pintura y la plasmación de esos lugares donde el arte vive es un aspecto más de este recuerdo permanente.

Pero las formas en las que esos lugares son recuperados para la fotografía actual marcan una gran diferencia. Desde la persistente espectacularidad de Thomas Struth con sus muchedumbres de visitantes en las salas de los grandes museos hasta la frialdad de Andreas Gursky fotografiando un Pollock en la soledad más absoluta de su pared en un museo supuestamente cerrado y vacío. En cualquier caso siempre es la cámara y el ojo, la cabeza que hay detrás, la que marca una diferencia, una perspectiva característica. La fotografía ha analizado, cuestionado, documentado y evocado las características tradicionales del museo, pero la perspectiva subjetivizadora de cada uno de los artistas que ha utilizado el museo o alguna de sus características especificas como tema, ha servido para presentar el espacio de los museos tradicionales como lugares diferentes, ha servido para plantear un estudio distinto de las relaciones espaciales, de la presencia y protagonismo del público. En primer lugar, la fotografía ha fragmentado una idea casi sagrada del museo, y ha convertido sus almacenes y otros aspectos más insignificantes en auténticos espacios mágicos. Ninguno de todos estos artistas que trabajan sobre la imagen del espacio artístico lo hace desde la admiración o sacralización de estos lugares, sino muy al revés, la crítica y la transformación del lugar en otra idea con otro fin son sus objetivos primordiales.

Naturalmente hay quien puede creer que la obra de Candida Höfer, por poner un ejemplo característico de esta temática, es básicamente esteticista y catalogadora del lugar. Sin embargo, ella ha mostrado no sólo un amplio espectro de lugares marcados por el aura del conocimiento, sino que ha dotado a los espacios intermedios, esos huecos anónimos, en los protagonistas de sus imágenes. Una silla, una escalera de servicio, un almacén, se convierten también en lugares donde el arte habita y, por lo tanto, lugares emblemáticos, lugares que han sido marcados por el aura del saber y del sentir.

El lugar del arte puede no estar necesariamente habitado, pudo ser habitado y quedar una ausencia tan fuerte que se convierta ella misma en presencia, en memoria de lo que ya no está. La serie “Last seen” (“La ausencia”), de Sophie Calle, es paradigmática en este sentido: objetos robados en museos de los que sólo queda la marca de su ausencia en la pared y la memoria escrita de aquellos que los vigilaban, de los que compartieron ese espacio, casi mágico, de la sala de un museo con ellos. Las casas de los coleccionistas, las galerías de exposiciones privadas, los almacenes, las salas de restauración, los salones de los hoteles, los talleres de los artistas, las ruinas de museos antiguos, y, por qué no los mercadillos públicos de artistas desconocidos..., porque en definitiva las categorizaciones sobre qué es arte son tan diversas y abiertas como el espíritu de los tiempos que vivimos. No solo las relaciones entre el museo y sus visitantes, o la recuperación de esos espacios invisibles que son, también, lugares de arte, sino la propia esencia de objetos museísticos que tal vez antes no fueron tratados como obras de arte. Los museos de historia natural son, sin duda, los más utilizados por los artistas. Cientos de imágenes han recogido en todo el mundo las vitrinas de animales salvajes, esqueletos, fósiles, objetos de todo tipo que, descontextualizados por la cámara del fotógrafo, cobran una vida y un protagonismo diferente. Desde Dario Lanzardo hasta Hiroshi Sugimoto, sin olvidar, por supuesto, a Richard Ross, se han ocupado de este mundo diferente en que se ha convertido hoy en día la naturaleza. A esa magia no han escapado los artistas más actuales, desde Damien Hirst a Thomas Grünfeld, además de decenas de fotógrafos que llevan a cabo un planteamiento dialéctico de las diferencias y oposiciones entre nuestra sociedad y la representación de lo natural que establecemos a través de los museos de ciencias naturales. Una trasposición tal vez no tan diferente a la que se realiza en los museos de Bellas Artes, Kunstmuseums o Centros de Arte Contemporáneo. Tal vez la palabra sea “descontextualización”. Fuera de lugar esos animales se transforman en una ventana al mundo primitivo, fuera de su escenario habitual ese cuadro de Gerhard Richter apoyado en el suelo ya no es la obra casi sagrada de valor incalculable. Esos fragmentos de cuadros de Richard Misrach, donde los marcos y un pedazo de tela ya ofrecen toda la belleza imaginable, o en el espacio entre cuadro y cuadro, con esos sillones para descansar en nuestras visitas agotadoras a los museos que Doug Hall convierte en “el museo”, nos hablan de una forma diferente de mirar, una forma que sin la fotografía no existiría. Y, por supuesto, la ironía. La crítica o el humor, la revisión de conceptos intocables que ya nunca más podrán serlo. Una visita diferente al museo, a un museo reinventado en cada mirada.

in: rosa olivares - revista EXIT de fevereiro/abril 2003

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas

















about david michael kennedy (link)

IT´S OBAMALOT!

Asked whether he had finally killed off the notion that he had trouble connecting with black voters, Barack Obama looked around him and laughed.

“It was never alive,” he said.
Mr. Obama had just delivered an impassioned keynote address at the historic Brown Chapel A.M.E. Church in Selma, Ala., and he was surrounded by hundreds of black men and women jostling each other for a chance to shake his hand or touch his jacket.
But while the majority of the crowds in Selma flocked around Mr. Obama, he was far from the only show in town. Down the street from the Brown Chapel, Hillary Clinton spoke to parishioners of the First Baptist Church, declaring by her very presence an intention to fight Mr. Obama for a significant stake of the black vote. To amplify her commitment, Bill Clinton, who has unparalleled appeal in the black community among white politicians, dropped in after her speech like a cotton-haired exclamation point.
Even an ostensible show of unity underscored the intensity of the competition. On Sunday afternoon, the Clintons and Mr. Obama stood together in the front line of...
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segunda-feira, 12 de março de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















about hong lei (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006