"Sem projecto, sem uma gestão eficaz e sem o mínimo de transparência: assim está a maior câmara do país".in: editorial de paulo ferreira no jornal público de hoje
Com o devido respeito pelo jornalista paulo ferreira, estamos em crer que a sua análise carece de fundamento.
Sem projecto: contacte-se com as administrações da Bragaparques, da Bernardino Gomes e de tantas outras que pululam na construção em Lisboa, e verificará que existe um projecto.
Sem uma gestão eficaz: verifiquem-se os procedimentos da troca do Parque Mayer com os terrenos da Feira Popular, e da sua ligação com o aumento de cérceas na Avenida da Républica, ou a venda do Vale de Santo António, ou o empreendimento da Infante Santo, etc. etc. etc., para se verificar que existe uma gestão rigorosa.
Sem o mínimo de transparência: consultem-se as declarações públicas dos deputados municipais ou dos vereadores eleitos, e verifique-se como tudo é transparente.
Dias Batista, do PS, chegou a declarar, por exemplo, que se abstinha na votação relativa à venda do Vale de Santo António dado que "o Presidente Carmona Rodrigues estava no início do mandato e era necessário conceder-lhe o princípio da dúvida".
Como já foi anteriormente afirmado neste formigueiro, quem votou neste "cromo" para presidente da CML devia pagar multa.
Concordo que quem votou em Carmona Rodrigues devia pagar multa. Eu devia pagar multa. Isto não vai bem. Não vai nada bem.
ResponderEliminarNem me vou esforçar a argumentar que a gestão da coligação PCP/PS foi má, porque foi. Não me vou esforçar a argumentar, porque essa foi má e é passado. E agora há um presente que é mau e que ainda tem mandato para durar. Não me vou esforçar a argumentar que com Manuel Maria Carrilho seria pior, porque provavelmente seria, mas a questão não se põe.
Nem quero já falar em Bragaparque ou em suspeitas de corrupção e de ilicitudes. Não quero falar das costumeiras suspeitas sobre as empresas de obras públicas e do ramo imobiliário. Não quero falar nas suspeitas transversais a políticos dos diversos poderes (de todos quantos exercem poder) nem a gabinetes técnicos. Não quero falar do alegado suborno ao irmão do vereador Sá Fernandes. Não quero falar da possível ligação a tudo isto do assalto à residência e escritório do advogado Ricardo Sá Fernandes. Há nisto tudo demasiado fumo ou demasiado pó de obras. Pode ser injusta a suspeita, mas é inegável que existe. Se bem que ninguém é culpado até ser sentenciado em definitivo e estarem esgotados todos os recursos legais. Não quero falar de fumo nem de pó de obras, porque de há uns anos a esta parte sempre que se diz Lisboa lá vem o cheiro a obras, a fumo ou a dinheiro. Não me apetece falar disto. É demasiado deprimente!
Se o passado PCP/PS foi mau, se o cenário Carrilho foi assustador, a realidade presente é uma desilusão e um constrangimento. Ainda que sejam inocentes os suspeitos, o estado a que chegou esta cidade, este silêncio incompreensível, o acumular das situações gagas ultrapassam o aceitável. Já chega!
Caro Formiga Bargante, está cheio de razão! Quem votou em Carmona Rodrigues devia pagar multa. E eu assumo que devia pagá-la.
Meu caro João Barbosa
ResponderEliminarArgumentar: "Não me vou esforçar a argumentar que com Manuel Maria Carrilho seria pior, porque provavelmente seria, mas a questão não se põe", não me parece um "exercício" correcto.
Nada no passado de MMC lhe fornece "matéria" para este tipo de afirmação.
Que o homem é vaidoso, convencido, e que tem manias de superioridade, até posso estar de acordo consigo.
Mas daí a afirmar que a gestão de MMC seria tão ou mais corrupta do que a de Carmona Rodrigues, vai uma enorme distância.
Desculpa a afirmação, mas estou em crêr que o João Barbosa foi uma das "vitimas" da campanha Carrilho+Bárbara+Dinis Maria, e que não se deu ao trabalho (como uma enorme maioria, esteja descançado) de lêr o programa eleitoral de MMC e de Carmona Rodrigues.
E logo aí se verifica a diferença das candidaturas.
Mas como os "portugas" votam em função da "empatia" e não dos programas (que servem para pedir responsabilidades aos seus proponentes), aí temos Lisboa em todo o explendor do voto rasca que levou Carmona Rodrigues a presidente da autarquia.
Desculpe o desabafo, mas esta "está-me atravessada" (o Carmona Rodrigues não o João Barbosa, sejamos claros...)
Cumprimentos
Meu caro Formiga Bargante, não sei se Carmona Rodrigues e/ou alguém da sua vereação é corrupto.
ResponderEliminarNão digo isso. Já nem digo isso. Digo que a gestão desta vereação não está a correr nada bem e que lamento o meu voto. Lamentar não é arrepender, porque para me arrepender era preciso que tivesse os dados que só o tempo me veio a dar.
Quanto a Manuel Maria Carrilho e a imagem do candidato e do político, mais o sentido do voto. Não, não concordo consigo na análise que fez. Pelo menos no que diz respeito ao meu voto. Embora não tenha que o fazer, vou justificar-me: não votei em Manuel Maria Carrilho como não votaria em qualquer candidato do PS nas últimas autárquicas por absoluta necessidade de mudança. É certo que o candidato e o político Carrilho foi ridículo e caricato (não necessariamente a pessoa e muito menos o intelectual), mas sei que uma eleição não é um homem nem um rosto nem uma frase. Acresce a isso que não acreditei em Carrilho, pelo que a minha decisão de contribuir para a mudança em Lisboa não se alterou. Acresce ainda que Carrilho (e aqui sim, coloca-se a questão) tudo fez para perder as eleições e nem percebeu, ofuscado pela sua vaidade e soberba. Todavia nunca estive perto de lhe dar o voto.
Voltando ao início. Se esta vereação fôr corrupta, ou alguém nela o fôr, espero que a justiça se faça. Antes disso já lamento ter votado (in)útil no PSD.
Saudações