
about erich salomon (link)
BARGANTE: Que ou quem tem maus costumes; libertino,patife,velhaco. Trabalhador que trabalha em grupo, indivíduo de baixa extracção que se agrupa com outros, soldado, mercenário. Homem do mundo que anda com gente alegre, malfeitor. UM BLOGUE DE FERNANDO GONÇALVES
Em Janeiro/Fevereiro do próximo ano, o governo é remodelado, e obedece a uma nova estrutura.
1001 Paintings You Should See Before You Die acknowledges the question "What is Painting?"
"Há anos (demasiados) que deambulo em 'peregrinação laboral' pelos museus tutelados pelo ex IPM. E faz-me muita confusão que não venha a discussão pública, no meio de todo este bate boca, questões essenciais relacionadas com o funcionamento dos museus e que também têm a ver com a política de gestão que tem vindo a ser aplicada (não apenas por Bairrão Oleiro, mas também pelos que o antecederam) que obriga a habilidades (aquelas que o referido senhor disfarçou de debilidades no discurso que fez ao Expresso há umas semanas) ilegais e muito pouco escrupulosas como a contatação precária de técnicos superiores ao abrigo de programas e programinhas a custo mínimo. Quando digo custo mínimo é mesmo mínimo (que é menos do que uma empregada de limpeza ganha) - ver o Relatório do...
DALILA, CAVACO E MENDES OU A FÁBULA DO
"O chefe supremo tem sempre as mãos higienicamente desinfectadas, porque ele apenas é mais um desses honestos que, infelizmente, tem que gerir uma plebe de intermediários desonestos, desde a bufaria dos serviçais que esperam ser promovidos, à minoria dos jagunços violentistas, numa rede que só é eficaz se o vértice continuar a parecer o exacto contrário daquilo que o conjunto é, na realidade"
Para uma mais correcta análise da actuação de Dalila Rodrigues enquanto directora do MNAA, passemos aos números, dado que, quanto aos critérios técnicos, a própria tutela, (Manuel Oleiro director do ex-IPM) reconhece quer o trabalho desenvolvido foi exemplar.
"Nem mesmo no mais básico dos indicadores (o número de visitantes) pôde Dalila Rodrigues destacar-se, mau grado a intensa barragem publicitária que fez em sentido contrário. Entre 2005 e 2006, o MNAA foi o terceiro museu do MC com maior crescimento percentual de visitantes; e entre 2006 e o 1º semestre de 2007 foi também o terceiro, mas a contar de baixo, com um decréscimo de visitantes assinalável".
E aqui é que elas lhes mordem.
Estava à espera de encontrar números mas nada. De qualquer modo relembro que os que forem apresentados não é necessário ir a 2001 ou 2002. Importa comparar a evolução durante o tempo que esta directora esteve, ou seja, de 2005/2006. Mesmo descendo no ranking acho que os números não são tudo. ou teríamos espectáculos de música "pimba" nos museus para ter visitantes.
Já esteve mais longe...
O que eu gosto mais neste "debate" é a categoria dominante "anónimo" ou "formiga bargante", que vai dar ao mesmo...
Dremonstra a elevação de tudo isto e, sobretudo, a grande coragem dos seus intervenientes (se nem coragem têm para uma merda destas, então o que será para coisas sérias). Aliás, anónimo e formiga bargante fazem, tristemente, parte da nossa História recente mais sinistra (a PIDE, a STASI, etc. ).
Ao mesmo nível, ou ainda mais baixo, está o saloio abaixo assinado, cuja credibilidade e grande "honestidade intelectual" (do tipo formiga bargante) é notório: desde Picasso a um tal Jerónimo Broche, passando por Nossa Senhora de Fátima ou mais de 20 assinaturas dum inefável José Alberto Seabra, não falando na própria Prof. Dra. Dalila, vale tudo! Puta que os pariu!
Nota: para não destoar, até parecia mal, anónimo sou.
Obviamente que este comentário não passará no crivo "honesto" do proprietário intelectual deste blog.
"Antes de tudo, o essencial: existe de facto uma crise de crescimento dos museus nacionais, conhecida do grande público pelo menos desde que, há cerca de dois anos e meio, os tais directores timoratos resolveram tomar posição, com eco tal que até Marcelo Reblo de Sousa disse então "não lembrar ao careca" ter de fechar salas, por falta de pessoal. Acontece, porém, que as situações reais de crise constituem também terreno fértil para todo o tipo de oportunismos. Bastaria surgir alguém com suficiente ânsia de vedetismo, sempre à espera de ser bafejado pela sorte no virar de qualquer esquina da sinuasa estrada política em que vivemos, e cuja relação com os museus fosse meramente instrumental, para que a cartada clássica da vitimização fosse lançada. E é isto o que, de toda a evidência, se passou com a actuação e subsequente afastamento de Dalila Rodrigues do MNAA"
"No regresso de férias, verifico que as primeiras semanas de Agosto foram férteis em tomadas de posição recriminatórias da não renovação do mandato directivo de Dalila Rodrigues à frente do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). Neste afã laudatório, houve quem se atrevesse a dizer que a posição comum tomada pela maior parte dos directores dos museus do Ministério da Cultura (MC), entre os quais me conto, há muito conhecida no mundo dos museus e maduramente reflectida, resultaria simplesmente de terem os seus lugares em risco, lembrando os tampos da ditadura. Claro que "não ofende quem quer, mas apenas quem pode". E, pelo menos no que me diz respeito, não reconheço a nenhum dos tais esforçados plumitivos, uns do tipo "tenho opinião para tudo", outros simplesmente mundanos, nem o estatuto intelectual, nem a vivência cívica capazes de sequer me incomodar. Mas porque a insídia pode causar impacte juntos dos menos avisados, julgo que é chegado o momento de, por esta via, colocar alguns pontos nos is."
O CASO DALILA RODRIGUES E A VOZ DO DONONem sempre apreciei o estilo, as afirmações e orientações de Dalila Rodrigues, mas sei que se bateu pela conquista de alguma dignidade para o Museu Nacional de Arte Antiga, quando eram indignas as condições de funcionamento consentidas pela tutela a este e a todos os museus centrais. A projecção pessoal por que se bateu e que alcançou era a sua arma principal na afirmação do Museu quando os outros meios falhavam e num contexto em que a imprensa só se mobiliza em torno de causas ou de figuras "mediáticas". A coragem que demonstrou publicamente durante a crise da falta de vigilantes, trazendo o escândalo para os telejornais, não tem paralelo fácil no panorama cinzento e timorato da administração.
Depois do infame abaixo-assinado corporativo em que a maioria dos seus colegas directores de museus do IPM-IMC veio demasiado rapidamente dar cobertura ao erro político do Ministério, e excluir um director vindo da Universidade, o seu mentor apareceu a terreiro no Público (25-08) a tentar justificar o inadmissível. Não veio pôr os pontos nos ii, só o acento no i de Luís (Raposo).
Em alguns momentos anteriores (há mais de dez anos) foi...





O CACHIMBO DE MAGRITTE - BLOGUE
Luis Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, em artigo de opinião publicado hoje no jornal Público, desfere um violento ataque pessoal a Dalila Rodrigues, ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga.
O que será a "berardização" da cultura"? Foi o Óscar Faria, regressado do seu "grand tour", que usou ou propôs o conceito (de facto, não sei se é a proposta é inédita,mas partamos do princípio que sim). Foi no Público de dia 17 de Agosto, na pág. 52 do Ípsilon - aliás, as questões levantadas pelo tema de capa (a cena alternativa do Porto) são também relevantes, mas a escrita está preguiçosa.O que será a "berardização" da cultura"? 2ª aproximação, tentando ir direito ao assunto.
Não sei o que o Óscar Faria quer dizer com a sua frase (Ípsilon/Público, 17 de Agosto, pág. 52)
"Num momento em que se assiste a uma "berardização" da cultura, com todas as consequências que daí advêm - nomeadamente a hipervalorização de um acervo que tem sido constituído em função do mercado, sempre especulativo, e sustentado por questões de oportunidade; por oposição a uma planificação exigível a um museu -, o descontrole parece total. Daqui a dez anos, quando terminar o contrato com o comendador, que tem uma verba pública disponibilizada para aquisições, quais serão as alternativas entretanto criadas pelo Estado?"
mas entende-se que lhe atribui um sentodo negativo.
Ora para mim a "berardização" da cultura tem um conteúdo ou sentido essencialmente positivo, e é mesmo o que de melhor tem ocorrido nesta área, para além da aplicação do chamado PRACE que veio inverter a ambição megalómana da anterior reforma da administração do sector, há dez anos, reduzindo o seu aparato burocrático e os seus custos (pelo menos é o que se espera).
Eso es lo que parecen pensar cantidad de gestores culturales, comisarios, artistas y todo tipo de personajes que se dedican a llenar nuestras calles, parques, montes y rotondas de objetos más o menos artísticos, más o menos interesantes, y de llenar nuestros calendarios de encuentros, simposios, congresos, etc., sobre arte público. Realmente es una situación curiosa, es como si no supiéramos qué hacer con unas ciudades en las que, tal vez, el urbanismo y la arquitectura no han sabido completar su círculo de habitabilidad. Algo falta, al parecer. O tal vez sea la añoranza del monumento, de esos héroes que ya no pueden existir pues no hay más tierras que conquistar, ni más países que liberar, ni más guerras que ganar. Después de miles de esculturas al soldado desconocido, pasamos a ver otras tantas en homenaje a la democracia, a la constitución, y más recientemente, a las víctimas. Testimonios que la sociedad no reclama más allá de un círculo relativamente pequeño de afectados o interesados. Por qué las ciudades se empeñan en decorar las rotondas de entrada con esculturas inapropiadas que a nadie interesan y que nadie puede ver mientras conduce preocupado por otras cosas, sigue siendo un misterio solamente aclarado parcialmente por los espléndidos presupuestos que se destinan a...
A 17 de Agosto tem lugar um dia de acção contra os transgénicos, sob o lema NÃO À COEXISTÊNCIA, SIM À RESISTÊNCIA!, no âmbito do Ecotopia, um dos maiores encontros de activismo pelo ambiente da Europa. Esse dia de acção sera preparado no dia anterior, 16 de Agosto, quando terão lugar workshops de formação sobre o tema dos transgénicos. Este dia de acção contará com acções descentralizadas, directas e criativas, pelo que desde já são convidad@s a pensar a vossa própria acção ou a juntar-se com outr@s activistas durante o Ecotopia para formar grupos de afinidade.O GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) e a EYFA (European Youth For Action), organizações coordenadoras do ECOTOPIA 2007 em Aljezur, desmentem qualquer envolvimento na acção promovida pelo Movimento VERDE EUFÉMIA no passado dia 17 em Silves.
A Organização do evento desconhecia a ocorrência da acção, sendo por isso desresponsabilizados pela sua ocorrência nem pela mobilização d@s manifestantes.(link)
Coloque as suas "ideias criativas"* na caixa de comentários e, diáriamente, as mesmas serão acrescentadas à lista encabeçada pelas propostas de Sá Fernandes.
PACHECO PEREIRA DISSE ( IN ABRUPTO)
Em toda a campanha interior do PSD deve estar presente que um candidato a dirigente do PSD é um candidato a Primeiro-ministro. Marques Mendes, no seu "passeio" pelo Museu Nacional de Arte Antiga, esqueceu-se disso porque foi dar caução a um acto que é inadmissível numa funcionária pública no exercício das suas funções. Esta é uma questão de Estado, que já o presidente da República tratou com pouco cuidado.
Ao fazer o que fez (e já antes em várias alturas tinha procedido igualmente mal), Dalila Rodrigues colocou-se numa situação insustentável. Não é suposto uma funcionária pública abandonar o dever de lealdade e isenção e, se queria fazer o que fez, poderia muito bem fazê-lo noutra condição, noutro estatuto, de outra maneira. Tudo aquilo era possível, com Marques Mendes visitando o Museu ao lado de Dalila Rodrigues, ambos como cidadãos e políticos, no pleno exercício dos seus direitos, criticando o Governo como entendessem, mas Dalila Rodrigues não poderia estar ali como directora do Museu, mesmo demissionária, nem poderia colocar-se ao lado do líder da oposição na casa do Estado que gere, para atacar o Governo legítimo do seu país. Insisto: é uma questão de Estado.