AS PALAVRAS DOS OUTROS
Por que não nos esquecemos
Fio, de terra, David, Pontes, Director adjunto
Por muito que o Governo a tenha arrumado para o canto das promessas para a próxima legislatura, por muito que a sociedade civil se mantenha abúlica , a regionalização é um desafio que muitos dos que acreditam que perdemos por viver num país exageradamente centralizado terão dificuldade em esquecer. Até porque o exemplo galego, mesmo aqui ao lado, está sempre a mostrar-nos o quanto andamos a desperdiçar. A história que se segue é demonstrativa disso.
Na última sexta-feira, a Consellería da Cultura do Governo galego decidiu convidar os grupos de teatro e programadores do Norte de Portugal para uma reunião de trabalho, em Santiago de Compostela. Coisa que, diga-se, nunca o nosso ministério da Cultura fez. A reunião serviu como porta de entrada para uma feira em que os produtores das duas regiões serão convidados a exibir o seu trabalho a potenciais interessados e para explicar as condições que o Governo galego oferece para actuarem na região.
O que mais perturbou a comitiva nacional não foi o facto de perceber que a Galiza paga metade do cachet dos grupos portugueses que actuem lá e faz o mesmo aos galegos que venham actuar a Portugal. Também não foi o facto de perceber que a rede de salas da região está perfeitamente organizada. O que não podia deixar de suscitar discussão, foi a confissão pública dos responsáveis galegos da dificuldade de encontrar do lado de cá da fronteira interlocutores similares para estruturar o intercâmbio entre os grupos das duas regiões.
O ministério da Cultura até tem uma delegação no Norte, sedeada em Vila Real, mas como os portugueses sabem e os galegos descobriram, não passa de um escritório de burocratas, sem autonomia ou orientação própria. Restou-lhes contactar o responsável do Instituto Camões na Galiza, que com alguma boa vontade e um total desconhecimento do tecido cultural do Norte, lá tentou ajudar no que pôde.
Com histórias destas, fica fácil de perceber por que há quem tenha a a ideia fixa da regionalização.
in: jornal de notícias de 23.9.2007 (link)
domingo, 23 de setembro de 2007
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
LEITURA RECOMENDADA AOS "GUARDAS DO TEMPLO"
(também conhecidos por directores dos museus nacionais)
Lo último en Madrid es ir al museu por la noche
El Arte es la sensación de las noches veraniegas en Madrid. Exposiciones hasta las 11, cóctel a la luz de las velas, visitas guiadas... Madrileños y forasteros alternan en el ático del Thyssen o recorren las maravillosas estancias de la Casa Sorolla, si es jueves. En Julio, el Thyssen programó incluso un ciclo de largometrajes con motivo de la exposición Van Gogh.
Ademas, era grátis.
Por los pasillos del Museu Sorolla se oyen risas todas las noches de los jueves. En la casa que el maestro disenó para su familia en Madrid se exhiben los diseños e correcciones que él mismo hizo para las fachadas, vidrerias y jardines. Además de la colleción permanente. Grátis total. En el Museo Thyssen-Bomemisza, a la misma hora, se pueden ver los últimos paisajes pintados por Van Gogh y la extraordinaria retrospectiva de Richard Estes. Después, algunos se dirigen al ático paea disfrutar de una cena al aire libre con vistas sobre el Paseo del Prado.
Las noches del Madrid más cool se concentran en el triángulo Prado-Thyssen-Reina Sofia y toda su zona de influencia, particularmente en el Barrio de las Letras. Galerias e restaurantes parecen haberse puesto de acordo para hacer más interessante cualquier velada a escasa distancia del Hotel Palace y Ritz.
La cafeteria del Thyssen ha prolongado su horario hasta la una de la madrugada y la libreria sigue abierta a las 11 con todas las cajas registradoras a pleno rendimiento. Incomprensiblemente, las "Noches de Verano" del Thyssen terminan el 1 de septiembre.
link
foto - pablo pérez-mínguez (link)
Publicado por formiga bargante às 23:45 0 comentários
AL MAZEM IPMI, PABLO PÉREZ-MÍNGUEZ