quarta-feira, 17 de janeiro de 2007



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

Pequena contribuição para o dia 11 de Fevereiro

Atena
Zeus, o deus dos deuses na mitologia grega andava a “arrastar a asa” a Métis (Prudência). Esta, para fugir às investidas do grande deus metamorfoseava-se em várias espécies da nossa fauna e flora e da fauna e flora da época. Um dia cansada acabou por se deixar seduzir por Zeus. Ora como os oráculos tinham preconizado a vinda de uma filha em vez de um filho e que este, caso nascesse seria para destronar o seu pai, Zeus não teve meias medidas. Vai daí e engoliu Métis. Grávida e tudo, sim senhor. Zeus ficou portanto grávido. Por alturas do fim do tempo e como estava a padecer de fortes dores de cabeça, pediu a Efesto um conselho. Efesto que era deus de acção e não de palavra, tomou uma cunha e um maço e fez-lhe uma fenda no crânio. Dessa fenda nasceu Atena, bela, adulta e já vestida. Tal feito foi um grande alívio para Zeus que com a pensão de miséria que recebia não podia andar a pagar a vida de uma pessoa até à idade adulta. Se a mulher não nasceu da costela do homem, nasceu pelo menos do cérebro.
Dionísio
Zeus apaixonou-se por Seméle, uma princesa de Tebas que já se encontrava em estado de graça quando o pai dos deuses por ela se embeiçou. Obviamente que para conquistar uma mulher já conquistada por outro mortal, nada melhor que um terceiro mortal (um pouco na senda da velha frase – porém não muito sábia – que diz que “pêlo de cão se cura com pelo de outro cão” ou que “sarna de cão se cura com pêlo de outro cão”). Zeus disfarçou-se de mortal. Ela, um pouco tontinha e deslumbrada pediu-lhe que ele se revelasse como deus do relâmpago e do trovão. Mas os dois excederam-se (às vezes acontece) e ela acabou por morrer, ainda grávida, fulminada pela luz de Zeus. No entanto, num volte-face - sempre útil para contar determinadas histórias - Hermes, mensageiro dos deuses, ainda teve tempo de retirar o filho do ventre de Sémele e entregá-lo a Zeus. Zeus que era casado teve de arranjar forma de esconder o embrião e para isso fez um buraco na perna e meteu lá o menino Dionísio (ou Baco, na mitologia romana), fechando em seguida a abertura. A criança ficou lá como no aviário a ganhar tempo para sair, durante três meses. Por isso se diz que Dionísio é aquele que “nasceu duas vezes”.

Hércules

J. J. F. le Barbier, the elder
Birth of Heracles
1788-1826

Também devem conhecê-lo por Hércules. Se conhecem a história de “O Anfitrião”, conhecem a de Hércules. Pois bem, Zeus mais uma vez andava à caça de mais uma anquinha procriadora quando deu de caras com Alcmena. Após muitas tentativas frustradas, e aproveitando a ausência do seu marido, apresentou-se perante a mulher com o aspecto de Anfitrião, seu marido. Como Zeus tinha em mente que este novo filho teria de ser um verdadeiro representante do mundo dos deuses, ele e Alcmena procriaram durante três dias. A mulher de Zeus, Hera, com ciúmes tentou impedir o nascimento. Para isso socorreu-se de uma prática que esperemos não seja levada a cabo por muita gente ou a desilusão vai ser total. Sentou-se à porta de Alcmena, cruzou os dedos, os braços e as pernas, amarrou as vestes e fez a pobre parturiente sofrer ao longo de sete dias. No sétimo, e por descuido, Hera descruzou-se toda e Hércules nasceu. Tenho cá para mim que isto era o mais semelhante a um método anti concepcional que existia na época.

Afrodite

Botticelli
The birth of Venus
1485
Uffizi, Florença

Ou Vénus, para os amigos. Segundo o nome Afrodite nasceu da espuma do mar (em grego diz-se aphros) após os órgãos genitais de Urano terem sido cortados e deitados ao mar por Saturno. Um crime passional ainda por apurar. Na versão de Hesíodo na sua Teogonia foi isto que aconteceu. Há porém quem diga que Vénus nasceu simplesmente da vontade ejaculatória de Zeus. Neste caso, era necessário mostrar a Zeus o sketch dos Monty Piton em que se diz que todo o esperma é sagrado. Com Zeus, mais sagrado não podia ser.




TUDO O QUE VOCÊS QUERIAM VÊR
SOBRE O MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS,
MAS NUNCA NINGUÉM VOS MOSTROU.

DUAS IMAGENS VALEM DUAS MIL PALAVRAS

UMA IMAGEM VALE MIL PALAVRAS

TRÊS IMAGENS ENTÃO...

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas



















about virginia beahan and laura mcphee (link)

AHMADINEJAD, IRAN AND AMERICA

The humiliating defeat of Mahmoud Ahmadinejad's allies at the hands of moderate conservatives in Iran's municipal and Assembly of Experts elections on 15 December 2006 might in principle have been expected to constrain the rhetoric and behaviour of the hardline president. Instead, it seems to have had the opposite effect. Ahmadinejad's current visits to putative allies in Venezuela, Nicaragua and Ecuador indicate that his strategy is to turn the temperature of confrontation with the United States up rather than down. But is this a sign of his strength or his weakness?The president's belligerent political reaction is a sign of how far domestic and foreign-policy concerns are now...
link

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA




















dev nayak (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

PARA MEMÓRIA FUTURA
MUSEU NACIONAL DO AZULEJO


Em 2006 o Museu Nacional do Azulejo recebeu 75.031 visitantes.

Destes, 61.912 eram estrangeiros, ou seja, 82,5% do total de visitantes.

Para além das condições degradantes em que é exposta a criação nacional na azulejaria (link), atente-se na programação das exposições temporárias para 2006:

"A realização de exposições internacionais em Portugal inclui a continuação da exposição de cerâmica “Teatros. Betty Woodman” patente no Museu Nacional do Azulejo até 2 de Abril e no mesmo Museu, a partir de Outubro, o acolhimento da exposição O modernismo na Cerâmica em Roma, 1910-1930 organizada pelo Archivi Arti Applicate Italiane del XX secolo".
in:relatório de actividades do IPM para 2006

Ou seja, um museu nacional cujos visitantes estrangeiros representam cerca de 83% do total, promove em 2006 duas exposições temporárias, dedicadas uma a uma criadora americana e a outra a um ciclo de criação italiano.

Da criação nacional, nada!

Mas será que ninguém responsável atenta nestas situações?

CONTA-ME HISTÓRIAS

19.6.2005
Reforços de pessoal garantidos até ao fim de Julho, diz Instituto de Museus

"Em declarações à Agência Lusa sobre o impacto das dificuldades financeiras nos 29 museus tutelados pelo Instituto Português de Museus (IPM), o director, Manuel Bairrão Oleiro, revelou que, na área dos recursos humanos, os organismos da região Norte já receberam pessoas do mercado social de emprego.

Quanto aos museus da região centro, decorrem acções de formação e em Lisboa e Vale do Tejo estão a ser seleccionadas as pessoas para as acções de formação em vigilância e guardaria, pelo que a lacuna nesta área "estará resolvida até ao final de Julho".

"A ministra da Cultura afirmou no parlamento que a situação dos museus do IPM encabeça as suas prioridades, e que pretende incluir um reforço financeiro para o instituto no Orçamento Rectificativo que o governo vai apresentar em breve".

LINK

13.1.2007
A SEMANA CORREU MAL

MANUEL BAIRRÃO OLEIRO

A informação divulgada pelo Instituto Português dos Museus, dirigido por Manuel Bairrão Oleiro, do recorde de visitantes em 2006, contrasta com a extrema escassez de recursos destas instituições. Bem demonstrativo dessa situação é a notícia, publicada pelo «Diário de Notícias», de o Museu do Azulejo (o quarto mais visitado em Lisboa) chegar a ter de fechar à hora de almoço por falta de pessoal.
in: revista actual do jornal expresso de 13.1.2007

LINK

COMENTÁRIOS? SÃO DOIS "ARTISTAS" PORTUGUESES

CARLO ZANNI OU LE PAYSAGE DU NOVO MILLENNIO


L'expression « paysage virtuel » a-t-elle un sens ? Du moins on peut imaginer que de nommer ainsi ces « nouveaux paysages » issus du « nouveau monde » de l'informatique et du web peut être commode (car le terme « virtuel », bien qu'utilisé souvent dans un sens assez vague et abusif (non philosophiquement kascher !) s'est généralisé dans l'usage courant pour parler du monde du réseau et aussi de la simulation numérique) et aussi utile, en nous forçant à préciser davantage en quoi ces œuvres innovent (dans le cas du moins où elles le font vraiment !), c'est-à-dire en nous amenant à essayer de voir en quoi leur apparition vient élargir ou modifier, enrichir ou bien mettre en péril le genre du paysage « traditionnel ».

On doit apporter tout de suite une précision : il semble bien qu'il existe, à considérer la pratique de plusieurs artistes, plusieurs types d'œuvres qu'il est possible de désigner par...
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GLENLANDIA

From September 2005, a webcam will be transmitting images of Loch Faskally, Perthshire, Scotland from the FRS Research laboratory, Faskally.

This webcam will be harvesting images pixel by pixel, second by second and day by day over the course of the year. Each image is collected from top to bottom and left to right in horizontal bands continuously, marking visible fluctuations in light and movement throughout the day and being archived at two hour intervals. A selection of these images will be displayed and updated regularly in the archive section of this website.
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BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas



















about kevin cooley (link)

Bodies in Biotechnology:
Embodied Models for Understanding
Biotechnology in Contemporary Art


Abstract

This paper serves as an introduction to an evolving series of texts exploring the intersection between computation, biology, art, science, and education.

Contemporary biotechnologies are often portrayed as if all forms of biological manipulation are genetic and equivalent in protocol to data entry command key-strokes , , and . This blanket application of computational models to instances of biotechnology provides a sterilizing affect, removing all that is wet, bloody, unruly, and animal, from mass imaginations of the biotech future. “Bodies in Biotechnology” focuses on moving away from computational models and reuniting notions of embodiment with the language and representation of biotechnology with a social and political mandate towards informed discourse and public consent. Methodologically, the author proposes artistic means for non-specialists to engage in biotechnology as an embodied practice. Thus, the essay argues for a more holistic understanding of evolving biotechnologies through practical means, an approach that results in a complex text that neither supports nor denounces the advancement of biotechnology.
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HÉLIO OITICICA
THE BODY OF COLOR

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA


















about hong lei (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

VICENTE TODOLÍ, LEMBRAM-SE?

Claro que se lembram, o de Serralves e agora da Tate Modern.

Numa entrevista concedida ao jornal espanhol ABC, "envia" recados à classe política espanhola sobre os museus e a intervenção dos políticos nos mesmos, entre muitas, e interessantes, afirmações.

Só para vos "abrir o apetite":

-En los últimos meses se está hablando mucho con seriedad sobre cambiar el modelo de gobierno de los nuevos Centros-Museos de Arte Contemporáneo en España. En base a su experiencia ¿Cómo ve la situación?
-Me parece que hay que responsabilizarlos y profesionalizarlos. Es decir, que funcionen de un modo autónomo, pero que rinda cuentas al sector público y eso sin convertirse en simples correas de transmisión de quien ocupe el poder en ese momento. Supongo que es cuestión de tradición, más allá del arte. Los políticos debieran darse cuenta de que son administradores, no dueños. El dueño es el público, somos todos. Eso se llama buen gobierno y no pude ser nunca el resultado del ordeno y mando.
-Sin embargo, aquí se tiene la impresión de que «quien paga manda», llámese ministerio, consejería o ayuntamiento.
-Lo único que consiguen esas actitudes es devaluar la institución. Y eso es grave, porque la institución, como decía antes, pertenece al público. Quizás sirva para agradar algunos egos a nivel local, pero es realmente una mala utilización de un instrumento cultural y educativo que además puede servir para proyectar una buena imagen internacional del país o la ciudad de que se trate. Algo que responda a programas a largo plazo y no sólo a plazos marcados por las elecciones.
-¿Qué le parece el uso de museos y otras instituciones culturales como lugar para colocar a políticos desplazados de otros quehaceres?
-A mí me parece que es dilapidar el dinero publico. Si alguien hiciera eso con una empresa, seguramente iría a la ruina. Sólo que como en mundo de la cultura se piensa que «bueno, esto lo hace cualquiera, total, son dos cuadros y una escultura», sucede lo que sucede. Me parece algo sobre a lo que a la gente que ha hecho eso se les debiera pedir cuentas por haber dilapidado unos recursos que son de todos.
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