domingo, 18 de fevereiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DOMINGO



about ryan mcginley
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NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

ESTRANHA FORMA DE DEMOCRACIA, ESTA.


O NOSSO COMPROMISSO

"Este blogue pretende ser o nosso contributo para uma discussão séria dos problemas que vão afectando a Câmara Municipal e servirá para transmitir as posições oficiais que os Vereadores do Partido Socialista defendem e apresentam na Câmara Municipal de Lisboa, pelo que esperamos e desejamos estabelecer um profícuo diálogo sobre a cidade que amamos".

" A moderação de comentários foi ativada. Todos os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog".

link

BASTA DE MENTIRAS

NEW EUROPE, OLD MONSTERS

As little or as great emancipation possible, my gay love, my subjectivity - disrespected in Polish law, despised in Polish praxis - is recognized in the EU Constitution. In my view, the Constitution is transnational, socially-oriented, open to women and minorities, secular, and postmodern. Even if it is bureaucratese, bureaucratic and grandiose.

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photo:david lachapelle

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas























about lucas samaras (link)

GLITTER AND DOOM: GERMAN PORTRAITS FROM THE 1920s

Political, economic, and social turmoil shaped Germany’s short-lived Weimar Republic (1919–1933). These pivotal years also witnessed an incredibly creative period in German literature, art, music, film, theater, and architecture. In painting, a trend of matter-of-fact realism took hold. Disillusioned by the cataclysm of World War I, the most vital German artists moved towards what became known as a Neue Sachlichkeit (New Objectivity), in particular, a branch known as Verism. Looking soberly, cynically, and even ferociously at their fellow citizens, these artists found their true métier in portraiture, as seen in the 40 paintings and 60 works on paper featured in “Glitter and Doom.
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THE

VECTOR
SPACE


Almost twenty years ago I had a telling conversation with a retired military officer who had served as an air force pilot during the Vietnam War. When asked about his experiences in and of that country, he replied, "Vietnam didn't exist for me as a place; it was more of a target." Pushed to expand on his statement, he explained that he mostly interacted with Vietnam from above as he traversed the region by plane. He went on to describe his visual memories of the country as framed by the shape of and technologies in the cockpits he inhabited -- as vast, panoramic fields of green and brown punctuated and made meaningful by the overlays of his viewfinder and the contours of his windshield. People, houses, even whole villages were abstracted into a machinic vision that served to sever action from effect. Pilots, he asserted, just "saw things differently" and had an "easier time" during the war, a veiled reference to the devastation left...




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























foto - fernando gonçalves

UM POUCO MAIS DE RIGOR, POR FAVOR - II

No Referendo Nacional de dia 11 de Fevereiro o Sim venceu sobre o Não, mas na maioria das freguesias o Não venceu tanto em 1998 como em 2007.
in: marktest (link)

Os nossos "queridos comentadores" que tão felizes ficaram com a "consciência civica" dos portugueses (56% de abstenções), deveriam ser um pouco mais cautelosos ao escrever os seus artigos de opinião.

O pior que se pode fazer é ignorar a realidade, e pretender fazer acreditar que, afinal, "este quintal mal frequentado" até se assemelha a um qualquer "jardim das delícias".

Se se estiver sempre a escamotear o país real, jamais seremos um esboço de país.

Mas será que o caminho para esse "esboço de país" interessa aos nossos "queridos comentadores"?

Afinal, arriscam-se a que alguém grite: o comentador vaí nú!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about david maisel (link)


(Cervantes, Defoe e Verne)
Eis o segundo, de um conjunto de não sei quantos posts acerca da semelhança entre personagens da nossa literatura. Reconheço, caso isso me imputem, a limitação das mesmas à ficção e ao romance, mas temo ser essa a minha fraqueza ao que à leitura diz respeito: um livro de cada vez, nunca deixar uma leitura a meio, preferência para as biografias, os romances e a História, em detrimento do livro técnico , seja lá o que isso for.

Esta semana quem sobe à cena, ou se preferirem, quem tem a dedicatória na página em branco que antecede a história, são os empregados. Isso mesmo, os empregados das grandes personagens que quase passam despercebidos mas que são em grande parte responsáveis pelo sucesso do mestre – invariavelmente personagem principal de mérito comprovado ou não – ou pelo sucesso de toda a história. Heróis ou vilões anónimos a quem carinhosamente nos referimos pela expressão paradigmática e tumular: “a culpa foi do mordomo”. Os empregados deste post não são os culpados de nenhum crime, mas sem eles os diversos crimes não seriam chamados de tal, pois cabe-lhes a tarefa de servir os mestres e enfatizar a acção. Começamos então por Sancho Pança que é de imediato associado ao Dom Quixote – ou será este último ao primeiro? Estamos perante um par que apenas a literatura, (e onde mais o acaso é tão legítimo quanto o previsível?) poderia ter juntado. Dom Quixote é o velho senil que apenas na sombra tem uma representação daquilo que é. Quando a luz do dia bate nas figuras a uma determinada hora elas ficam despojadas da sua loucura, da sua gordura e da sua pobreza e tudo o que é insanidade adquire, durante os dois minutos em que a sombra se projecta no chão, a nobreza, a solenidade, rectidão e a elegância. Sancho é, em contraponto ao seu amo, o realista que com a sua saloiice, consegue equilibrar a loucura do mestre. Quando D. Quixote vê gigantes em vez de moinhos de vento, a sua hesitação, se alguma existe, é colmatada pela visão contrária de Sancho: nos gigantes vê moinhos de vento. Ele é a ligação de D. Quixote ao mundo a que apenas vai pertencer no único momento de lucidez já no crepúsculo da sua vida. Directamente, D. Quixote inspirou um romance de Henry Fielding, Joseph Andrews, que ficando a dever tudo ao seu mentor, situa também a acção em Espanha, na personagem que dá o nome ao livro e que se faz acompanhar de um criado.

Recordamos agora Robinson Crusoe, de Daniel Defoe. Daniel Defoe foi provavelmente um dos primeiros bloggers, isto porque era jornalista (hoje me dia, uma condição sine qua non para ser supracitado nos Edit Me e disputar números de visitantes) e o jornal por ele fundado (The Review) publicava, para além de notícias, pasme-se; comentários! A acção que conhecemos de Robinson Crusoe centra-se no naufrágio e consequente aprendizagem e adaptação a um novo mundo constituído por ausências: de bens materiais e pessoas. Ele instrumentaliza as ausências e contorna-as, tentando domesticar outra natureza, da mesma forma que domesticava a que já conhecia. (Thomas Hobbes, Leviatã e a relação entre a domesticação civil por parte do Estado, e a Guerra). Crusoe, tal como Philleas Fogg, cruza-se com portugueses, embora o primeiro tenha ficado com melhor impressão acerca dos lusitanos que o inglês. Mas se Crusoe, por caminhos meritórios e quase edénicos conseguiu conquistar os bens materiais necessários, a ausência de um outro igual a si só foi preenchida com o aparecimento de Sexta-Feira. Nota-se na obra uma tendência para o estudo antropológico com uma certa propensão para a superlativação do homem branco e do seu poder mental sobre o homem pré colonizado. E pré evangelizado. Sexta-Feira é salvo de se tornar alimento de antropófagos e Crusoe encontra no seu servente, a redenção.

Não podia terminar sem deixar aqui um último empregado que me é particularmente caro por ser uma leitura ainda a arrefecer no parapeito da janela: Passepartout. Se hoje em dia é tido por muitos que tudo está inventado, que já nada pode ser agradavelmente surpreendente e ao mesmo tempo, totalmente virgem, podemos dizer que essa máxima se aplica inadvertidamente desde tempos imemoriais. É de desconfiar que Júlio Verne se tenha limitado a ler os clássicos e reinventá-los. Se o fez, fez com o melhor dos dois, sendo que estes não são os únicos livros de aventuras ou romance em que o mordomo/empregado/aio/companheiro de condição social inferior desempenha o papel de personagem secundária. Júlio Verne dá ao empregado de Philleas Fogg um nome enigmático, tal como o era Sancho Pança: são ambas denominações que parecem revelar a boçalidade de quem os porta, mas que ocultam acções que os ultrapassam enquanto delimitadores das mesmas. Passepartout que já fez um pouco de tudo antes de chegar ao seu mestre, não é o chamado “vira-casacas”. O nome poderia levar-nos a pensar isso, mas o fiel servidor emprega todas as suas forças de forma a granjear favores que enobreçam a missão do seu mestre.

Para a semana, se ler qualquer coisa digna de referência, teremos outro post sobre personagens literárias e correspondências entre elas. Se não ler, “a culpa foi do mordomo”.

O NOVO "PÚBLICO"

Como seria de esperar, a "baralhação" no formigueiro relativa ao "novo" jornal Público é muita.

A mudança foi muito brutal, e criar novos hábitos não é fácil.

Mas hoje, este texto é para chamar a atenção para o excelente trabalho da jornalista Filomena Fontes sobre o julgamento do saco azul de Felgueiras.

Bem documentado, bem escrito, e, principalmente, relatando de uma forma atractiva e rigorosa o que está em causa, desde a corrupção às "cumplicidades" políticas (convém não esquecer que por causa desta "senhora" o então deputado pelo PS Barros Moura foi pura e simplesmente silenciado no PS nacional até à sua morte - link)a leitura desta reportagem é obrigatória.

Aqui fica o link.

Quanto ao novo Público, fica para a semana.

UM POUCO MAIS DE RIGOR, POR FAVOR.

"O sim demonstra que a Igreja Católica, que se mobilizou fortemente através da sua hierarquia e dos seus leigos mais influentes, não tem a influência social que já teve.
in:antónio josé teixeira - diária de notícias de 12.2.2007

"O resultado do referendo é um sinal de esperança num Portugal Moderno".
in: rui costa pinto - visão online

"Registou-se uma inequívoca derrota do dogmatismo, da ambiguidade e também do oportunismo político".
in: vicente jorge silva - diário de notícias de 12.2.2007

Pergunta, inocente, da formiga bargante: se 56% dos votantes "portugas" se abstiveram, qualquer uma das afirmações anteriores não carece de uma base de análise um pouco mais rigorosa?

Afinal ninguém sabe o que pensam os tais 56%, verdade?

Em tempo: neste formigueiro votaram todos no sim.
Para que não restem dúvidas...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

HÁ DIAS ASSIM























AMANHÃ SERÁ MELHOR.

ESPERA-SE.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DOMINGO


about matt stuart (link)


Rodin
Pensamento
1886
Musée d'Orsay, Paris
Rosto de Camille Claudel ainda no bloco de mármore.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM SÁBADO



PHOTO:FEI YANG

ARCHITECTUAL CONCEPT

THE 21TH CENTURY MUSEUM OF CONTEMPORARY ART