quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Anónimo disse...

DA FORMIGA BARGANTE E DO BLOGUE AUTISTA
Quando foram criados os blogues, a filosofia ou o espirito que lhes estava inerente era serem zonas de debate aberto sobre este ou aquele tema. A ideia, toda a gente (sobretudo os bloguers)o sabe, era criar forums (olha os forums, ó formiga...)de discussão, daí a existência das caixas de comentários que são, afinal, a sua reazão de ser e quem dá vida a estes sites.
Percorrendo diversos blogues, que nem sequer é necessário enumerar, verifica-se isso mesmo: a opinião do ou dos autores é, sempre, enriquecida ou objecto de debate por muitos cibernautas (anónimos ou não) que nele participam. Sempre ouvi dizer que vozes unívocas (e de burro) não chegam ao céu.
Ora, é absolutamente confragedor e mete dó verificar este extraordinário blogue, desde que dois ou três anónimos que o animavam decidiram retirar-se: desde então NÃO HÁ UM ÚNICO (E MISERÁVEL QUE SEJA) COMENTÁRIO à conversa fiada da formiga e do seu acólito Fernando Gonçalves, às vezes também anónimo para dar um pouco (muito pouco) a ideia que algúem, para além dele, nele participa.
Desde uma espécie de tendência que oscila entre o que julga ser pós moderno, o absoluto mau gosto e o foleiro (através do qual formiga se auto convence, assim, de também participar no debate da arte contemporânea...), e os inenarráveis textos insultuosos e baseados em coisa nenhuma, a não ser na obsessão doentiamente obsessiva desta obsessão obsessiva em relação aos museus nacionais (ou a outra coisa qualquer, a conversa é sempre a mesma), Formiga Bargante consegue, com todo o mérito, uma coisa única em 43 blogues que visitei: EM SETEMBRO NÃO TEM UM ÚNICO, MESMO ÚNICO DE ÚNICO, COMENTÁRIO aos seus notáveis textos e às suas contemporâneas imagens.
Por ser raro e extraordinário, aqui vão os meus sinceros parabéns!!

Nota do formigueiro: sendo este blogue, que é, um blogue nada visitado e menos comentado, qual a razão da persistência do "nosso querido anónimo" em visitar e comentar o que por aqui se publica?


AS PALAVRAS DOS OUTROS

Portugal no seu pior
À letra, José Leite, Pereira, Director

Ouve-se e não se acredita a Judiciária não conhece o novo Código de Processo Penal; não recebeu nenhuma formação para lidar com as novas situações; não tem texto a que se agarrar, pois não há nenhum livro com o novo articulado, restando-lhe o recurso à Internet. Os funcionários judiciais enfrentam o mesmo tipo de problema. Magistrados, juízes e juristas em geral saltaram para a Comunicação Social (porquê só agora?) com dúvidas e protestos. As portas das cadeias têm-se aberto para gente que lá dentro tinha ainda penas graves para cumprir e que sai quase sempre por excesso de prisão preventiva, dando a ideia de que ninguém testou nada e que a surpresa de quem detém a chave da cadeia é tão grande e sincera como a nossa. A cereja em cima do bolo põe-na o procurador-geral da República, dizendo que a maioria que aprovou o Código só não o altera se não quiser.

Aí temos o pior de Portugal incompetente, incapaz de estudar a fundo uma questão , reformando pela rama e sem fundamento sério, vogando ao sabor de alguém que conseguiu impor a sua vontade perante uns quantos que não foram capazes de apontar-lhe as falhas. E bem à portuguesa também, ouvem-se críticas das corporações, que poderiam ter falado antes - e iam a tempo - e agora ajudam à desgraça. Bem à portuguesa, a situação há-de remediar-se. Bem à portuguesa , o ministro António Costa vem pôr água na fervura, porque bem à portuguesa ele entende que não há nada pior do que reconhecer um erro; é por isso que quando ouve o procurador alertar para a escassez dos prazos na investigação, Costa responde com "boutades " como estas: os prazos são sempre curtos quando as investigações se revelem complexas; ou o exercício da acção penal também se quer rápido. Enfim, os governos são feitos de gente e há ministros mais competentes do que outros. Mas que diabo, logo na Justiça, que é uma área vital, haveria de calhar tão grande fragilidade!
PS - Insisto na recomendação não percam "A Portuguesa" da selecção da râguebi. Logo, às sete da tarde.
in: jornal de notícias (link)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















about lalla essaydi (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - I

Antes de tudo o mais, os números do ex-Instituto Português de Museus relativos a 2002 estão "gatados"

Assim, no mapa geral dos visitantes dos museus, aparecem os seguintes dados:
Museu de Évora - 35.537 visitantes
Museu dos Coches - 226.465 visitantes

No mapa individual destes museus os números são os seguintes:
Museu de Évora - 38.961
Museu dos Coches - 206.429

Partindo do princípio de que os dados mais credíveis estão contidos nos mapas individuais, o número total de visitantes, em 2002, dos museus nacionais sob tutela do ex-IPM foi de 1.018.113 e não de 1.034.725, como erradamente vem mencionado no mapa geral.

Este erro, nunca detectado, demonstra bem do cuidado que estas matérias merecem para as bandas do Ministério da Cultura.

Afinal, estes são "temas menores", indignos da mais pequena atenção dos "cérebros" que comandam o "departamento" dos museus na estrutura do Ministério da Cultura.

Mas será mesmo assim?

Não, não é.

"Eles" estão atentos aos números e fazem uma manipulação descarada dos mesmos, confiantes na sua dificuldade de análise.

Sabemos, por experiência própria, das horas e horas necessárias para entrar "na selva" dos números dos museus.

E, confiantes nessa aparente impunidade, vão-se dedicando ao "Templo", descurando o "Fórum".

É que eles também sabem que quanto mais "Fórum" e menos "Templo", mais as insuficiências da "camarilha" se torna pública, colocando os seus "augustus" lugares em perigo.

Daí as cumplicidades e os silêncios.

É que no reino dos incompetentes, é no silêncio que "eles" se sentem protegidos.

A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - II

Entre 2002 e 2006 os visitantes dos museus tutelados pelo ex-IPM foram os seguintes:

2002 - 1.018.113
2003 - 961.241
2004 - 918.208
2005 - 927.389
2006 - 1.179.694

Afinal a ministra, bem como o seu "fiel serventuário", estão de parabéns.

Conseguiu, finalmente, reconciliar os portugueses com os seus museus e consegue um aumento espectacular, de cerca de 27% , face a 2005.

Só pessoas mal intencionadas, despeitadas e "ao serviço" de interesses "obscuros" (como o que se passa aquí no formigueiro) não reconhecem estes factos.

Palmas para a ministra e o seu "fiel serventuário".

Mas, depois das palmas, vamos aos factos.

Os números referidos para o total de visitantes em 2002 e 2006 (os outros anos não foram analisados), não permitem uma comparação directa entre eles.

Em 2002 os museus de Almeida Moreira, Machado de Castro, Arte Popular e Abade de Baçal contribuiram com 42.326 visitantes para o total geral e em 2006 não constam daqueles números.

Em 2006 o museu Diogo de Sousa contribuiu com 10.213 visitantes para o total geral, e em 2002 não consta daqueles números.

Para além disto, excluimos também, nos dois anos em análise, o núcleo de Vila Viçosa do Museu dos Coches, que no mapa individual não permite a ventilação efectuada a todos os outros museus.

Feitas as devidas correcções, e para podermos comparar "alhos com alhos e batatas com batatas e não alhos com batatas" low culture, eu sei...) os números correctos são

Visitantes totais
2002 - 961.781
2006 - 1.155.288

Assim sendo, os tais 27% de crescimento ficam reduzidos a 20% mas, de qualquer das formas, palmas para a ministra e o seu fiel serventuário.

Para amanhã fica a continuação desta análise.

Mas desde já uma garantia: vão ter muitas e grandes surpresas, olá se vão!

AS PALAVRAS DOS OUTROS

Pour détourner Mac Luhan ("le message, c'est le medium"), je pourrais dire: le message, c'est le tempo.

Le tempo n'est pas seulement le rythme du message. Il EST le message. Le message du pouvoir, c'est l'agenda. Dans Le Monde de ce week-end, l'embedded de l'Elysée, Philippe Ridet, racontait de quels soins constants était l'objet l'agenda présidentiel, sans cesse modifié, remanié, trituré dans tous les sens, pour y intégrer les derniers développements de l'actualité.

Le message du pouvoir, c'est la réactivité. Le message du pouvoir, c'est le zapping permanent. Le message du pouvoir, c'est l'amnésie.

Et ne nous le cachons pas: si ce message "passe", si le pouvoir...
link

BORN IN THE U.S.A.


















about robert dawson (link)

MAIS UMA LEITURA "RECOMENDADA" PARA OS "GUARDAS DO TEMPLO"

BERGEN, NORWAY.-Five different museums can now be experienced from one and the same website. Art Museums of Bergen now launches the website kunstmuseeneibergen.no, which is derived from the Norwegian name of the new foundation for art museums in the Bergen region. Here you can find news and information about current and upcoming events for pictorial art, design and music.

‘We are excited to finally see the consolidation on the Internet. Since the five museums are not physically connected, the website is where we can present ourselves jointly’, says Anniken Thue, director of Art Museums of Bergen.

Joint newsletter - The five museums allow the public to subscribe to a free, joint e-mail newsletter where they can be kept up to date on the latest exhibition news and be informed about art and musical events.

‘We know that those who are interested in music are often also interested in design and visual and decorative art, and vica versa. Now we are launching an e-newsletter that will enable the public can gain an overview of all five institutions and what they are up to’, says Unni Irmelin Kvam, web editor for Art Museums of Bergen.

‘We use colour codes for the five museums, so they are easy to distinguish from each other’, says Kvam.

‘Although excerpts from the five museums are published on Internet, remember that ‘a museum is best experienced at the museum!’ interjects Anniken Thue.

The museums included in Art Museums of Bergen are Edvard Grieg Museum Troldhaugen, Siljustøl Museum, Lysøen Museum, Permanenten: The West Norway Museum of Decorative Art, and Bergen Art Museum.
link & link

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about jo spence (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

LEITURA RECOMENDADA AOS "GUARDAS DO TEMPLO"
(também conhecidos por directores dos museus nacionais)















Lo último en Madrid es ir al museu por la noche
El Arte es la sensación de las noches veraniegas en Madrid. Exposiciones hasta las 11, cóctel a la luz de las velas, visitas guiadas... Madrileños y forasteros alternan en el ático del Thyssen o recorren las maravillosas estancias de la Casa Sorolla, si es jueves. En Julio, el Thyssen programó incluso un ciclo de largometrajes con motivo de la exposición Van Gogh.
Ademas, era grátis.

Por los pasillos del Museu Sorolla se oyen risas todas las noches de los jueves. En la casa que el maestro disenó para su familia en Madrid se exhiben los diseños e correcciones que él mismo hizo para las fachadas, vidrerias y jardines. Además de la colleción permanente. Grátis total. En el Museo Thyssen-Bomemisza, a la misma hora, se pueden ver los últimos paisajes pintados por Van Gogh y la extraordinaria retrospectiva de Richard Estes. Después, algunos se dirigen al ático paea disfrutar de una cena al aire libre con vistas sobre el Paseo del Prado.

Las noches del Madrid más cool se concentran en el triángulo Prado-Thyssen-Reina Sofia y toda su zona de influencia, particularmente en el Barrio de las Letras. Galerias e restaurantes parecen haberse puesto de acordo para hacer más interessante cualquier velada a escasa distancia del Hotel Palace y Ritz.

La cafeteria del Thyssen ha prolongado su horario hasta la una de la madrugada y la libreria sigue abierta a las 11 con todas las cajas registradoras a pleno rendimiento. Incomprensiblemente, las "Noches de Verano" del Thyssen terminan el 1 de septiembre.
link
foto - pablo pérez-mínguez (link)


MAIS LEITURA RECOMENDADA
AOS "GUARDAS DO TEMPLO"



















LA NOCHE EN BLANCO MOVERÁ A UN MILLÓN DE MADRILEÑOS
Madrid celebrará el sábado 22 de septiembre una nueva "Noche en Blanco" para acercar el mundo de la cultura a los ciudadanos entre las 21,oo horas y las 7,00 de la mañana de domingo.
Por segundo año consecutivo, más de un million de personas deambularán por los museos, teatros e galerias de Arte que permanecerán abiertos toda la madrugada y ofrecerán actividades extraordinarias.
- Continuar a lêr a notícia aqui
foto: pablo pérez-mínguez (link)

BORN IN THE U.S.A.























about simen johan (link)

TERRE ROUGE

In Cambodia, where nearly everything is for sale, land is bought and sold with little regard for the people who live on it. The number of evictions and land grabs in the countryside has dramatically increased over the last five years, leaving thousands of people without means of subsistence.

In the capital companies buy land from the government to build shopping malls, hotels and upscale housing. Removing thousands of impoverished residents who survive by living near the city center is considered a minor obstacle.


PLAY

sexta-feira, 14 de setembro de 2007




FAÇAM UM FAVOR A VÓS MESMOS.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about carlos aires (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

Anónimo disse...

Acho que tem alguma razão quando diz que os directores dos museus estão demasiado calados muitas vezes. Mas, para sermos mesmo justos, deveríamos acrescentar que não são só eles, e sim quase toda a gente que trabalha em museus. Eu penso que a razão não é tanto por medo das tutelas, mas porque ainda reina nos museus um certo pudor pelo Carnaval que é normalmente a imprensa e a televisão, que só faz notícia com aquilo que é escândalo. Eu acho isto mal, porque vivemos numa sociedade mediática. Lembra um bocado o anacronismo do segredo de justiça. Acho que só vai passar com o tempo, com a entrada de novos profissionais (incluindo novos directores) no mercado de trabalho.
Mas continuo a achar que a imagem que você dá é demasiado extremista. Talvez não conheça bem (em profundidade e em amplitude) o mundo dos profissionais dos museus, mesmo só dos museus de Lisboa.
Há dias numa rede de contactos da Internet (MUSEUM) havia quem lembrasse um “Manifesto pelos Museus” feito há anos (acho que há cinco anos). Esse Manifesto pode ser consultado no site do Minom (http://www.minom-icom.org / textos2.htm # MANIFESTO%20PELOS%20MUSEUS). Fui vê-lo e recomendo que o veja também. Entre os assinantes até havia directores de museus. Há-de verificar que coisas como a exigência da não criação de novos museus enquanto não se derem condições aos que já existem estão lá (e ainda agora as notícias sobre os gastos com o Hermitage em Lisboa mostram bem como essas reclamações continuam a ter actualidade, parece-me até que cada vez mais).
Depois procurei na Net e encontrei também uma notícia do DN de há dois anos (pode encontrá-la em http://dn.sapo.pt/2005/05/18 / artes/esquecimento.html) onde se fala de um documento apresentado à ministra actual, logo quando ela tomou posse, pelos directores (não sei se todos) dos museus do IPM, onde se traça também um quadro negro da situação vivida nesses museus. Ouvi até dizer que essa tomada de posição pareceu muito mal à dita ministra.
Hoje mesmo, acabo de comprar o JL e ler vários depoimentos de museólogos (incluindo mais uma vez directores de museus) com críticas, algumas semelhantes às suas.
Para si até parece que nada disto existe. Será que não o vê aí do seu computador ? Ou que, por espírito de cruzada, simplesmente se recusa a ver ?
Quanto a números de visitantes, não tenho conhecimentos para lhe poder responder. Concordo com Dalila Rodrigues quando diz que isso pode ser muito enganador porque existem muitos factores a considerar (acho que as campanhas de publicidade são um deles). Acho também que esses dados têm de ser vistos em sequencias temporais maiores e comparando o que se passa cá com o que se passa noutros países comparáveis e isto em números absolutos e em percentagens ou dinâmicas de crescimento ou de diminuição. Escolher três ou quatro anos, em período de recessão global, e concluir que as cosias estão piores, é fácil, mas talvez não seja válido. Lembro-me de ter visto numa revista que entre 1980 e 2000 os museus foram dos equipamentos culturais que tiveram maior aumento de frequência em Portugal, sobretudo na variável de visitas de grupo nacionais (excursões e escolas, acho eu). Teatros, cinemas, tiragens de publicações periódicas, etc. (menos as bibliotecas) tudo diminuiu ou estagnou. Se assim foi, acho que mais uma vez a sua visão é apocalíptica e pergunto-me porquê.
Cumprimentos,
Anónimo das 22,27 (mesmo que hoje seja a outra hora)