terça-feira, 25 de setembro de 2007

BORN IN THE U.S.A.




















about zofia kulik (link)

New Gallery for Modern and Contemporary Photography to be Inaugurated at Metropolitan Museum in September

The Metropolitan Museum will inaugurate the Joyce and Robert Menschel Hall for Modern Photography on September 25, 2007, establishing for the first time a gallery dedicated exclusively to photography created since 1960. With high ceilings, clean detailing, and approximately 2,000 square feet of exhibition space, the Menschel Hall is designed specifically to accommodate the large-scale photographs that are an increasingly important part of contemporary art and the Museum's permanent collection. Photographers represented in the collection include such modern masters as Thomas Struth, Andreas Gursky, Thomas Ruff, Jeff Wall, Richard Prince, Cindy Sherman, Doug Aitken, and Sigmar Polke.

The inaugural installation, entitled Depth of Field: Modern Photography at the Metropolitan, draws from the Museum's permanent collection to trace the varied paths of photography since 1960: its role in conceptual art, earth art, and performance art, as seen in works by Dennis Oppenheim, Felix Gonzalez-Torres, Gordon Matta-Clark, and Douglas Huebler; the "Dusseldorf School," featuring works by Bernd and Hilla Becher and their students Thomas Struth, Thomas Ruff, and Andreas Gursky; the "Pictures Generation," including Cindy Sherman and Laurie Simmons; and other important contemporary artists who use photography, such as Adam Fuss, Rodney Graham, and Charles Ray. Depth of Field will be on view in the Menschel Hall from September 25, 2007 through March 23, 2008.
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domingo, 23 de setembro de 2007

- campestre

- didático

- lúdico

- irónico


AS PALAVRAS DOS OUTROS

Por que não nos esquecemos
Fio, de terra, David, Pontes, Director adjunto

Por muito que o Governo a tenha arrumado para o canto das promessas para a próxima legislatura, por muito que a sociedade civil se mantenha abúlica , a regionalização é um desafio que muitos dos que acreditam que perdemos por viver num país exageradamente centralizado terão dificuldade em esquecer. Até porque o exemplo galego, mesmo aqui ao lado, está sempre a mostrar-nos o quanto andamos a desperdiçar. A história que se segue é demonstrativa disso.

Na última sexta-feira, a Consellería da Cultura do Governo galego decidiu convidar os grupos de teatro e programadores do Norte de Portugal para uma reunião de trabalho, em Santiago de Compostela. Coisa que, diga-se, nunca o nosso ministério da Cultura fez. A reunião serviu como porta de entrada para uma feira em que os produtores das duas regiões serão convidados a exibir o seu trabalho a potenciais interessados e para explicar as condições que o Governo galego oferece para actuarem na região.

O que mais perturbou a comitiva nacional não foi o facto de perceber que a Galiza paga metade do cachet dos grupos portugueses que actuem lá e faz o mesmo aos galegos que venham actuar a Portugal. Também não foi o facto de perceber que a rede de salas da região está perfeitamente organizada. O que não podia deixar de suscitar discussão, foi a confissão pública dos responsáveis galegos da dificuldade de encontrar do lado de cá da fronteira interlocutores similares para estruturar o intercâmbio entre os grupos das duas regiões.

O ministério da Cultura até tem uma delegação no Norte, sedeada em Vila Real, mas como os portugueses sabem e os galegos descobriram, não passa de um escritório de burocratas, sem autonomia ou orientação própria. Restou-lhes contactar o responsável do Instituto Camões na Galiza, que com alguma boa vontade e um total desconhecimento do tecido cultural do Norte, lá tentou ajudar no que pôde.

Com histórias destas, fica fácil de perceber por que há quem tenha a a ideia fixa da regionalização.
in: jornal de notícias de 23.9.2007 (link)

AS PALAVRAS DOS OUTROS - II

A ressurreição dos bobos

1. Não, leitor, não a ressurreição dos palhaços ridículos que julgam trazer o mundo na barriga (desses, temos muitos enchem o carnaval social). Queremos o daqueles que Irene Lisboa definiu "consciência elementar e acessória", num dos livros admiráveis e esquecidos: "Apontamentos". Exactamente, os bobos de quem "um senhor lançava de vez em quando mão", para que denunciassem os reis nus, os sapos inchados. E, olhando a sociedade onde a hipocrisia grassava (1943), dizia: "parece bem que o mister do bobo devia ser ressuscitado. Com as suas duas funções e não uma só... Gente que divirta a outra há muita. De que se carece é das tais consciências elementares, consentidas". Precisamos de ressuscitar o histrião que saltitava nas cortes de antigamente a exercer o ofício da "consciência elementar". Nos nossos dias abundam os farsistas. Abarrotamos de "notáveis", inconscientes da própria figura grotesca e a fazerem-nos rir (riso amarelo) e chorar de raiva. Na tolice, vão dando cabo do país. E (porque nos sugam e afligem) clamamos: renasçam os da espada de fogo!

2. Os burlões mascarados andam por todo o lado. Hoje, por muitos mais lados do que em 1943. Então, matavam-se e esfolavam-se, gritavam aos microfones, sujavam as primeiras páginas de jornais, desfilavam, pançudos ou de bigodinho ou a arrastar o cinismo fininho, as botas do ex-seminarista tirano, em terras de humilhados. Agora, os palcos multiplicaram-se é a época do showbiz. Do mega-circo. Sim, ao pé disto, a Vanity Fair, de Thackeray, não é nada - sendo o mesmo: um desfile de ambiçõezinhas desavergonhadas. Agitam-se em palácios, assembleias, televisões, rádio, jornais - e arrancam aplausos aos que se alimentam da farsa e já tudo aceitam e com tudo gozam, desmiolados. Chuparam-lhes a massa cinzenta pela palhinha da comédia demagógica, da propaganda, diria José Gomes Ferreira.

3. Às vezes, porém, o público agita-se. E o mestre de baile logo tenta acalmá-lo "Não te excites, não estragues a festa." O público resmunga, pergunta: "Será verdade?" Mete-o o agente na ordem: "Aqui, não há verdades nem meias verdades! Se pias, lixas-te! Se queres safar-te, imita!" E o público imita. De facto, não existe outra Cultura. A massificação da imbecilidade impôs-se. Triunfou. Poderá ela triunfar da fome? Da fome de espírito e de justiça? Espero que não. Acredito na força do espírito, da Cultura e da consciência cívica. Acontece abrirem-se olhos - e os títeres tramarem-se.
in: jornal de notícias de 23.9.2007 (link)

sábado, 22 de setembro de 2007




HOJE
EM MADRID
NOITE EM BRANCO
LINK
& LINK

Nota do formigueiro
Não se esqueçam.
Amanhã, na Praça do Comércio,
em Lisboa,
a banda da GNR.

Divirtam-se!




LEITURAS PARA O FIM DE SEMANA

Hoy en día vemos que hay mucha supuesta literatura que sabe a periodismo y muchos periodistas que van de escritores. ¿Qué está pasando?

El periodismo ya había conquistado la literatura desde hace bastante tiempo, al hacerla dependiente de los criterios que los periodistas improvisan y de las ideas que, a todas luces, no tienen. Que además de eso los periodistas asuman la tarea de escribir novelas ya es pura redundacia. Es como si me dicen que la Prensa se ha casado con la Corona: "Ah, pero ¿no estaban casados ya?" Si la prensa es el discurso dominante (en la ideología, en la retórica y en la estética), entonces la única relación digna que la literatura puede mantener con ella es crítica.. En este sentido, creo que las páginas electrónicas que satirizan la prensa, como la ya clásica www.theonion.com, o www.cibercerdo.com, son verdaderos modelos literarios.
Ahora mismo estoy...
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OUTRA LEITURA PARA O FIM DE SEMANA

E. F. P.- Ésa es una de las actitudes distintivas de nuestra época: en una situación que demanda una implicación subjetiva -y un juicio de valor- uno se refugia en una actitud de «objetividad» impostada. En el mundo cultural esto puede comprobarse viendo cómo algunos escritores, críticos y editores -que son gente subjetiva- hablan como si fueran ministros de Cultura. El discurso del ministro es el más conveniente para la política literaria de los grandes números.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about elena dorfman (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Se não transformamos o museu numa necessidade íntima das pessoas, não vale a pena estarmos a fazer festas para chamar as pessoas cá.
in: entrevista a paulo henriques - jornal público/P2 de 21.9.2007

Paulo Henriques ainda não percebeu que, para além da chamada "necessidade íntima" (o que quer que seja que isso signifique...), os museus podem e devem ser igualmente locais de encontro, de debate e partilha de conhecimentos, seja através das exposições, seja através de um conjunto de outras iniciativas que, hoje em dia se efectuam por todo o lado, a começar pela vizinha Espanha.

Afinal, é o "velho" debate sobre o "Museu Templo" e o "Museu Fórum".

Mas estas e outras questões só se podem promover e discutir num museu que consiga atrair visitantes.

Sem visitantes poderá haver museu, só que não será nem "Museu Templo" nem "Museu Fórum", mas sim "Museu Sarcófago".

Então vejamos o que paulo henriques conseguiu, neste capítulo, enquanto director do Museu Nacional do Azulejo, durante 10 anos.

Um director de museu que em cinco anos perde 36% de visitantes nacionais, 1% de visitantes estrangeiros (quando o crescimento do turismo em Lisboa foi brutal), e só consegue aumentar o número de visitantes nas tais festas que tanto condena, com que respeito deve ser encarado?

É que, o que para este formigueiro é o mais divertido, paulo henriques chega a director do Museu Nacional de Arte Antiga sem que ninguém, na comunicação social, faça um balanço mínimo da sua actuação enquanto director de museus nacionais, actividade na qual viveu, profissionalmente, os últimos quinze anos.

Afinal, com paulo henriques, falamos de "Museu Templo", "Museu Fórum" ou "Museu Sarcófago"?



À ATENÇÃO DE PAULO HENRIQUES & Cª

No seguimento do texto anterior, aqui fica mais uma sugestão a Paulo Henriques, no sentido de evitar o ressurgimento do "Museu Sarcófago", que já foi o caso do Museu Nacional de Arte Antiga.

Desta feita trata-se de um "pequeno" museu americano, o Metropolitan Museum of Art, que em conjunto com um "pequeno" diário americano, o New York Times, resolveram contribuir para "a necessidade íntima das pessoas", oferecendo-lhes um roteiro relativo à exposição "The Age of Rembrant" a decorrer naquele museu.

E o nosso receio, relativo ao percurso de paulo henriques, é que ele continue a ignorar a função "Fórum" dos museus, para dar prioridade a uma acção mais virada para o seu prestígio pessoal.

Afinal, não é mais do que o que realizou à frente do Museu Nacional do Azulejo.

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AVISO À NAVEGAÇÃO

A TODOS AQUELES QUE ENTENDEM QUE EXISTE MUITO MAIS MUNDO PARA ALÉM DESTE QUINTAL MAL FREQUENTADO, ACONSELHAMOS VIVAMENTE ESTA SÉRIE DE ENTREVISTAS .
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about mimmo jodice (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - III


Em dois textos anteriores (link & link) dávamos conta, primeiro, de um erro detectado nos mapas relativos a 2002, em consequência do qual o número total de visitantas deverá ser corrigido para 1.018.113 e não 1.034.725 como o ex-IPM persiste em publicar, e no segundo do método seguido para comparar realidades realmente possiveis de ser comparadas e não números globais, como o Ministério da Cultura insiste em fazer.

E, como era afirmado no segundo texto, esta insistência não é inocente.

Ao comparar os números brutos de visitantes em 2002 e 2006, a percentagem de aumento é de 27%, mas se for feita a comparação tendo em conta os museus que estavam abertos ao público, simultaneamente em 2002 e 2006, essa percentagem desce para 20%.

De qualquer das formas palmas para a ministra e para o seu fiel serventuário.

Mas, passemos das palmas aos factos.

Em primeiro lugar, um quadro no qual é dividida, por grandes categorias, a distribuição dos visitantes em 2002 e 2006
Como é fácil de constatar, os grandes aumentos de visitantes dão-se nas tais categorias "Livres & Outros" que, conforme tem sido aqui repetidamente afirmado, não oferecem nenhuma base credivel de sustenção, dado que estes números não são possiveis de confirmação .

Além disso, convém referir que nestes números, dos "Livres & Outros" estão incluidas visitas a parques, jardins, cafetarias ou restaurantes dos museus, de pessoas que nem sequer passam pelas instalações dos museus, indo directamente para aqueles locais.

E com Manuel Oleiro, director do ex-IPM, a fazer declarações públicas concordantes com tais critérios!

Mas, e consta do quadro acima publicado, assiste-se a um crescimento de cerca de 25% no número de visitantes nacionais aos museus tutelados pelo ex-IPM, o que não deixa de ser notável.

Mas (há sempre um "mas" nestas coisas...) vamos olhar para aqueles números de outro angulo, ou seja, retirando deles os números relativos ao Museu Nacional de Arte Antiga, quer em 2002 quer em 2006.
E esta é que é a verdade que espelha a actuação da globalidade dos museus tutelados por Manuel Bairrão Oleiro e a sua equipe.

As únicas rúbricas em que a totalidade dos museus analisados crescem é naquilo que tanto condenam a Dalila Rodrigues: as festas!

Em todos os outros items o comportamento é mediocre ou negativo.

Já dá para perceber da reacção corporativa da "Brigada do Reumático" e do seu entusiástico apoio à tutela.

É que os "Guardas do Templo" num qualquer país decente já tinham perdido o emprego à muito, mas mesmo muito tempo.

Mas, entre nós, e desde que "não façam ondas", até são dados como exemplos de bom desempenho nas suas funções, como é público relativamente à nomeação de Paulo Henriques para director do MNAA, por exemplo.

BORN IN THE U.S.A.























about jean-baptiste mondino (link & link)

WHAT I HATE ABOUT POLITICAL COVERAGE

One of my pet peeves about political reporting is the fact that some of my journalistic colleagues seem to want to be in another business – namely, theater criticism. Instead of telling us what candidates are actually saying – and whether it’s true or false, sensible or silly – they tell us how it went over, and how they think it affects the horse race. During the 2004 campaign I went through two months’ worth of TV news from the major broadcast and cable networks to see what voters had been told about the Bush and Kerry health care plans; what I found, and wrote about, were several stories on how the plans were playing, but not one story about what was actually in the plans. There are two big problems with this kind of reporting. The important problem is that it fails to inform the public about what matters. In 2004, very few people had any idea about...
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AVISO À NAVEGAÇÃO

Desde o início desta semana que o New York Times retomou a prática
de acesso grátis a todo o conteúdo do jornal.

De salientar, e em consequência desta decisão, o retomar do acesso grátis
aos artigos de opinião de Paul Krugman.

Mas, para além dos artigos de opinião, Paul Kruguer
mantém no NYT um blogue.

Aqui fica o LINK do blogue.

NÃO PERCAM E DIVIRTAM-SE


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

- original soundtrack -


Cenicamente perfeitos, vocalmente irrepreensíveis, com a capacidade de fazer o público tomar partido nas músicas, os Massive Attack estiveram imaculadamente bem nos concertos que deram em Portugal. O que granjeia os aplausos e a a emoção do público são os velhos e conhecidos temas (“Teardrop” muito vaiado, mas “Safe from harm”, na minha opinião um dos momentos mais altos da noite), deixa-nos a pensar como será o novo disco dos Massive Attack. Porque os seus êxitos antigos são perfeitos. Será possível melhorar o que é perfeito?

De qualquer forma, Horace Andy e Deborah Miller fizeram a festa com um dueto para celebrar o fim do Verão. A interpretação de Deborah Miller de Unfinished Sympathy foi de ficar de queixo caído e levar o público ao rubro, a de Horace Andy de Angel impecável, e menos bem, ou pelo menos com intrepretações mais apagadas, a actuação de Liz Fraiser.
Fica aqui Unfinished Sympathy.


I know that i've been mad in love before
And how it could be with you
Really hurt me baby, really hurt me baby
How can have a day without a night
You're the book that I have opened
And now i've got to know much more


The curiousness of your potential kiss
Has got my mind and body aching
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more

Like a soul without a mind
In a body without a heart
I'm missing every part

(Unfinished Sympathy, Massive Attack)