terça-feira, 2 de outubro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA





















about li wei (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

A NÃO PERDER!


















via alexandre pomar (link)

DIVÓRCIO EM NOVA YORK

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

AS PALAVRAS DOS OUTROS

O FÓRUM CULTURAL QUE O MINISTÉRIO SE ESQUECEU DE ANUNCIAR
Comentário
A Europa tem destas coisas, faz-nos parecer relevantes em áreas onde devíamos, por vezes, agir com precaução. O Fórum Cultural para a Europa não sendo uma oportunidade irrelevante, que não é, também não se transformou no evento mobilizador que o Ministério da Cultura (MC) português quis fazer parecer.

Nem a sociedade foi tão civil quanto se alardeava, nem a imprensa se importou muito com a discussão. Um olhar pelos jornais internacionais e agências de informação, já para não falar da imprensa portuguesa, mostra que a importância dada ao tema foi pouca ou nenhuma. E a que houve limitou-se ao relato passivo de alguns acontecimentos, á explanação de alguns desalentos dos primeiros interessados – os agentes culturais que primaram pela ausência –, e ao corrupio de folclore social que preenche qualquer evento relacionado com a cultura.

Não houve reflexão, não houve debate, não houve uma extensão que questionasse o papel que a cultura ocupa em Portugal e na Europa.

Isto não é, diga-se, mais do que o resultado da total desinformação prestada pelo MC que, duas semanas depois do fim das inscrições, andou de pesca à linha a alguns nomes, solicitando-lhes pronta participação. As respostas, quando não vinham cheias de indiferença, alertavam o próprio MC para o facto de já estarem inscritos. E não porque tivessem daqueles recebido informação prévia, ou mesmo de qualquer outra agência governamental, mas porque, naturalmente, foram alertados por parceiros e cúmplices internacionais que começaram a dar conta das datas de chegada a Lisboa. Para quê? Para um Fórum Cultural sob a égide de uma comunicação assinada pelo próprio presidente da Comissão Europeia.

Só esse facto pareceu dar garantias aos participantes de que não se tratava de mais uma operação de charme de Bruxelas. Durão Barroso parece querer, mesmo, colocar a cultura na agenda da Europa. Que Steiner o proteja do MC português, já que se estivermos dependentes da dupla que ocupa o Palácio da Ajuda dificilmente teremos resultados prontos ou sequer esclarecimentos sobre as prioridades, objectivos e intenções desta operação.
A opinião nem é só minha, mas da imprensa internacional presente numa sessão de esclarecimentos à margem do Fórum no qual Patrícia Salvação Barreto, a Directora-geral do MC responsável pela sua coordenação, fez anunciar, a vinte minutos do fim da sessão, de que não teria tempo para explicar de que forma entendia o MC português a importância do encontro.
Hélas!

Por muito elogiosos que tenham sido os agradecimentos de praxe dos vários convidados, não foi possível deixar de sentir na sala um certo incómodo por aquilo que é a imagem internacional do MC e o seu referente interno. Cada um tem o MC que merece e vice-versa.
A deselegância para com a representante do Ministério da Cultura e Assuntos Religiosos da Noruega é um sinal claro da política de fachada que o nosso MC pratica para épater l’Europe.
in: Tiago Bartolomeu Costa - revista obscena (link)

domingo, 30 de setembro de 2007

Outono - I


Henri Laurens
Autumn
1948
Tate Gallery





Sir John Everett Millais
Autumn Leaves
1856
Manchester Art Gallery


Outono - III

De que lado viste chegar
o outono? Por que janela
o deixaste entrar? És tu quem
canta em surdina, ou a luz
espessa das suas folhas?
Em que rio te despes para sonhar?
É comigo que voltas
a ter quinze anos e corres
contra o vento até te perderes
na curva da estrada?
A quem dás a mão e confias
um segredo? Diz-me,
diz-me, para que possa habitar
um a um os meus dias.

(Sulcos, Eugénio de Andrade)


Outono - IV

URBANISTA ANARQUISTA























el roto (link)

sábado, 29 de setembro de 2007

DAQUI JÁ SE VIU TEJO


I















II















III















IV















V















VI

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA


















about peter bialobrzeski (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

DESCUBRAM AS DIFERENÇAS














A TOWN TRIES TO PROTECT AN ARTIST´S INSPIRATION
Walking the beaches and dunes of South Truro, it is easy to see how the artist Edward Hopper and countless others were captivated by the scenery, a sweeping expanse of sand and sunlight bouncing off Cape Cod Bay.
Now some worry that the view from Hopper’s small whitewashed home is in jeopardy, as well as the home itself. The parcel has become the subject of controversy, with some residents trying to protect what they see as a piece of American artistic history and others defending the right of a property owner to build what he wishes on his land.

link
















O Tejo, visto desde o Jardim das Oliveiras, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com Torre de Belém ao fundo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

IMPORTA-SE DE REPETIR?
















Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, afirma que, apesar de concordar com a localização do equipamento, o projecto é «um muro contínuo que corta completamente as vistas» do rio.
in: semanário sol (link)

NOTA DO FORMIGUEIRO: a fotografia publicada neste texto refere-se a um hotel em construção, junto à doca de pedrouços, da autoria do arquitecto Manuel Salgado.
"Click" na fotografia para ampliar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA















about thomas struth (link)

- "bis" sem "bravo" -


Tentarei não preencher o blog da formiga com imagens de santos e de pintura dos séculos XVI, XVII e XVIII, que apesar de ficarem sempre bem e darem um ar idóneo e filantropo a qualquer blog, não combinam muito bem com o blogger. Mas não posso deixar de assinalar a minha perplexidade (crescente uma vez que estou em leituras que levam a esse estado), perante a multiplicação de imagens de obras de arte. Passo a explicar: “Os Girassóis” de Van Gogh encontram-se na National Gallery em Londres. Porém, outros girassóis do mesmo pintor encontram-se em Munique, na Neue Pinakothek. Ora, não tendo nenhum dos leitores a idade que Van Gogh teria se estivesse vivo (impossíveis só com o Altíssimo), não nos é possível afirmar qual deles é o verdadeiro quadro, conceito este também curioso em si. Assim, para além de não existir “Os Girassóis”, o “verdadeiro quadro”, seja de Van Gogh, ou de Miguel Ângelo, também não existe, uma vez que para nós o verdadeiro é aquele que nos foi mostrado pela primeira vez. Não posso aceitar outros Girassóis que não aqueles, assim como não posso aceitar outras portas do Baptistério de Florença que não aquelas. Para mim as flores que Van Gogh pintou têm aquela tonalidade, figuraram naquele filme, foram referidas naquele outro livro. Para um americano, um asiático ou um africano, a primeira imagem do quadro pode ter sido outra e por isso não reconhecem a National Gallery como local de culto aos amantes d’”Os Girassóis”, mas antes a Neue Pinakothek. Isto envolve a percepção humana e a forma como é condicionada pela vivência e quase os aspectos psicossomáticos da experiência. Não irei enveredar por aí porque não é a minha área. Embora no caso d’”Os Girassóis” esteja a falar de dois quadros que são diferentes mas têm o mesmo título ou representam a mesma ideia, nos exemplos seguintes a situação muda.


O quadro de Chardin figura não só nas paredes do Staatliche Museen em Berlim, como no Museu do Louvre em Paris. As imagens mostram quase um “descubra as diferenças”. Além disso, o modelo usado por Chardin nestas duas pinturas foi também usado na pintura “House of Cards” existente na National Gallery e numa pintura semelhante na colecção Oskar Reinhart collection em Winterthur. Chardin que tal como Vermeer procurava retratar temas do quotidiano, teve grande sucesso com este quadro e por isso pintou a segunda versão que está no Louvre. Uma delas, nunca se soube qual, foi exibida no Salão de Paris de 1940. A questão coloca-se aqui: qual deles estou eu a ver quando vou ao Louvre? O “verdadeiro”? Pode não parecer relevante (e até nem é, não irá curar os males do mundo), mas a obra de arte guarda a sua essência na não reprodução. Era irrepetível até Warhol talvez.


Chardin
The Draughtsman

1737

Staatliche Museen, Berlin


Chardin
Draughtsman

1737

Musée du Louvre, Paris

Outro exemplo é este “Magdalen of Night Light” de Georges de La Tour. Não se conhece, eu não conheço, a razão para uma segunda versão – igual à primeira – de Georges de La Tour, mas adivinho que sendo este tema muito caro para a França, houvesse necessidade de reproduzi-lo. Um no Louvre, outro em Los Angeles. Embora no caso descrito acima a probabilidade de ao visitar o Louvre ficar a saber da existência de uma segunda versão do quadro na Alemanha, ser muito pequena, neste caso de De La Tour é ínfima, uma vez que na América não houve uma Segunda Guerra Mundial que justificasse a passagem destes quadros de um lugar para outro ou a sua reprodução para não se perderem (nem Chardin adivinharia a Segunda Guerra Mundial), não houve exílio de artistas europeus no século XVII, e este não é um tema muito apreciado pelos americanos. O que justifica a sua presença num museu americano é a aquisição do mesmo por parte deste, ou a doação. Não sendo representativa a arte americana desse século no mundo nem no mercado da arte, é natural que a informação ao visitante sobre a Madalena de De La Tour seja escassa. E escrevo-o com conhecimento de causa.E para que não se pense que estes são casos isolados para gerar um post, deixo mais dois: o Apollo Flaying Marsyas de Ribera (1637), presente no Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels e o mesmo, do mesmo autor, com a mesma data e nome, no Museo Nazionale di San Martino, Naples. Ou então Ary Scheffer com dois The Ghosts of Paolo and Francesca Appear to Dante and Virgil, ambos de 1835, um na Wallace Collection em Londres e outro no Louvre em Paris.


Georges de la Tour

Magdalen of Night Light

1630-35

Musée du Louvre, Paris





Georges de la Tour

Magdalen with the Smoking Flame

1640

County Museum of Art, Los Angeles

AS PALAVRAS DOS OUTROS
Alexandre Pomar

Réplica e Rebeldia cancelada

Chega a resposta: a exposição organizada pelo Instituto Camões ( ver ) em colaboração com parceiros brasileiros e moçambicanos, com a participação de artistas do universo lusófono e prometida à circulação internacional, não será apresentada em Lisboa, nem em Berlim, Luxemburgo e outros locais anunciados. Sem razão conhecida, nem aceitável, a circulação da exp. Réplica e Rebeldia foi interrompida a meio do seu percurso, quando deveria passar ao hemisfério norte. As obras foram ou estão a ser devolvidas aos respectivoa países (tb Angola e Cabo Verde).
É um escândalo, uma violação de compromissos internacionais, uma quebra de acordos e expectativas de internacionalização de artistas (em especial de Moçambique), que terá consequências no relacionamento cultural e na confiança negocial com os parceiros lusófonos.
Alguém devia apurar e punir (ir)responsabilidades.

link

terça-feira, 25 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about paolo gioli (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

AINDA ESTAMOS EM SETEMBRO E O MINISTRO DA ECONOMIA JÁ "TOMOU POSSE" DA NOVA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA

Em 31 de Agosto escrevemos um texto intitulado "A CULTURA E 2008 - UMA FABULAÇÃO" (link) no qual dávamos conta da possibilidade do Ministério da Cultura passar a Secretaria de Estado sob a tutela do Ministério da Economia.

Na semana passada, e no decorrer de uma cerimónia efectuada para a inauguração oficial do hotel Hilton Cascatas Golf Resort & SPA em Vilamoura, o ministro de economia, Manuel Pinho, e na ausência da ministra da cultura, anunciou a requalificação da fortaleza de Sagres e a construção de um museu interactivo sobre os Descobrimentos portugueses, reafirmando "ser intenção do Governo continuar a apostar em estruturas novas para a região algarvia, nomeadamente um museu em Sagres".
link

Afinal parece que não é necessário esperar por Janeiro/Fevereiro de 2008 para concretizar a "fabulação" referida.

Manuel Pinho já fala em nome da futura Secretaria de Estado da Cultura, bem como das intenções do governo na área da cultura para o Algarve (Allgarve?).

Também, ocupada como anda a viajar de autocarro e metro para "olhar" para uns "pendericalhos" que anunciam a próxima inauguração do polo lisboeta do Hermitage, não lhe deve sobrar tempo para reparar nestes "pequenos detalhes".

Além de que também deve estar ocupada a arrumar a papelada do gabinete.

Daqui até Janeiro é um instante.

Nota do formigueiro: não é por nada, mas alguém já ouviu falar no concurso para directores dos museus tutelados pelo IPC?

LA CHIMIE DE LA BEAUTÉ DANS L´EGYPTE ANCIENNE

Les trés nombreux objets découverts dans les tombes égyptiennes sont une extraordinaire source d’étude des coutumes de la vie quotidienne durant l’Antiquité.
Les fouilles de certaines tombes ont ainsi livré de véritables coffrets de maquillage qui contenaient des miroirs, des épingles à cheveux, des stylets et des récipients encore parfois remplis de produits cosmétiques. Les Egyptiens se maquillaient avec des cosmétiques blanc, vert, gris ou noir, principalement formulés avec des composés de plomb.
Les échantillons de fard ont été prélevés dans des récipients en pierre (albâtre, hématite, marbre), céramique, bois ou roseau, provenant de plusieurs sites datés entre 2000 et 1200 avant J.-C.
Une étude approfondie a été menée par...
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