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terça-feira, 24 de abril de 2007

JOÃO PAULO FELICIANO
(director da ExperimentaDesign)

O toca e foge


No passado dia 19 João Paulo Feliciano enviou para este formigueiro o mail abaixo transcrito.
Neste mail, João Paulo Feliciano responde com insultos à denúncia feita por Robin Fior de plagiarismo e "copy & paste" dos trabalhos dos designer portugueses presentes na Experimenta 2005, com selecção de Henrique Cayatte.

Pelo caminho, João Paulo Feliciano insultou o autor do blogue
e os autores de blogues em geral.

No passado dia 20, dia em que aqui foi publicado um texto de resposta a João Paulo Feliciano, e no qual se sugeria a publicitação das contas da ExperimentaDesign (mais de oito milhões de euros, lembram-se?), bem como de uma análise à real importância deste evento, face ao dinheiro investido, foi enviado o seguinte mail a João Paulo Feliciano:

Acabo de publicar no meu blogue um texto de resposta ao seu amável mail.
Cumprimentos
Fernando Gonçalves

Como até agora João Paulo Feliciano não se deu ao trabalho de responder às questões colocadas, por nós o assunto está encerrado.

Agora entra em cena o "inteligente", que fará o favor de "convocar" as chocas para reconduzirem João Paulo Feliciano ao lugar de onde nunca devia ter saido.

Quanto á ExperimentaDesign, a conversa é outra.

Voltaremos ao assunto.

Divirtam-se.





segunda-feira, 23 de abril de 2007

JOÃO PAULO FELICIANO
(director da ExperimentaDesign)
O toca e foge


E ao terceiro dia, o silêncio.
link & link

sábado, 21 de abril de 2007

AVISO À NAVEGAÇÃO

Por "falta de comparência" de João Paulo Feliciano,
ainda não foram obtidas respostas às perguntas
aqui deixadas à consideração do director da ExperimentaDesign.

Quanto a Robin Fior, o tal "enrezinado, enressabiado & etc e tal", aqui
fica um link para que aqueles que não conhecem Robin Fior possam
ficar um pouco mais informados.

Divirtam-se.

LINK

sexta-feira, 20 de abril de 2007

RECEBIDO EM 19.4

Oh choriço
Porque é que não dizes que o artigo da "insuspeita" revista internacional "Eye Magazine" foi escrito pelo mais do que suspeito (enrezinado, enressabiado) Lisboeta Robin Fior?

Os Blogs têm isto: todos os enrezinados, frustrados, mal-dispostos, pequeninos, anónimos, da vida ºpodem dizer as babuzeiras que quizerem.
E não assinarem nem darem a cara.

o que vale é que as pessoas sérias não levam a sério.....

João Paulo Feliciano

Nota Formiga Bargante: João Paulo Feliciano é, desde a edição de 2001, director da ExperimentaDesign.

Meu caro João Paulo Feliciano

Pretende este texto dialogar com “gente séria”, como o meu caro se auto-intitula e eu não tenho qualquer motivo para duvidar.

Por essa razão não vou cair na sua “linha argumentativa”, que essa não é digna de “gente séria".

Passemos então aos factos e aos motivos da nossa preocupação.

1 – O que é a Experimenta?
A Experimenta é uma unidade de produção de conhecimentos e um pólo difusor de conteúdos nas áreas do design, arquitectura e cultura de projecto. A sua matéria-prima prioritária é a criatividade e o seu campo de inserção é a cultura e a sua permanente transformação, numa perspectiva contemporânea, integradora e multidisciplinar”
“Move-se no sentido de uma intervenção incisiva no modo de pensar, produzir e promover cultura em Portugal, repercutindo-se activa e positivamente no panorama transnacional. Este duplo objectivo concretiza-se através da concepção, dinamização e promoção de projectos de criadores e instituições portuguesas, bem como do forjar de uma rede de contactos e parcerias com entidades internacionais".
(restante deste texto neste link)

2 – O que tem feito a Experimenta?
Para além das Bienais, a Experimenta apresenta, como grandes realizações, o “Designwise”, a “Voyager” e “Outros projectos

Sobre as Bienais, falaremos mais à frente.

1.DESIGNWISE – Sem notícias desde 17 de Julho de 2004, resta interrogar as lojas referidas no site desta iniciativa, como pontos de venda dos produtos apoiados.
Uma consulta realizada há já alguns meses junto de algumas delas, em Lisboa, demonstrou uma total ignorância/alheamento sobre a Designwise.

2.VOYAGER – A última colocação “em órbita” deste projecto remonta a 2005.
Desde então, silêncio absoluto.

3. PROJECTOS PONTUAIS
3.1 - Projectos pontuais – Sem actividade desde 2005.
3.2 - Projectos editoriais – Sem actividade desde 2005. De referir que entre 2000 e 2005 produziram 3 livros e 5 catálogos.

Para uma entidade que contabiliza apoios públicos e privados superiores a 8 milhões de euros, (um milhão e seiscentos mil contos segundo a moeda antiga), e exceptuando as Bienais, é este o balanço que a Experimenta apresenta.
Que cada um retire as suas conclusões.

AS BIENAIS
Para uma entidade que capitaliza mais de 8 milhões de euros de apoios, cerca de metade dos quais de dinheiros públicos, é legitimo perguntar da utilidade destas bienais.

E é aqui que deveria ser feito um trabalho honesto e profundo sobre o impacto que as Bienais tiveram quer junto de um público mais especializado (os designers e afins) e um público mais generalizado.

E a primeira entidade interessada nesse estudo deveria ser a própria Experimenta.

Passos dados nesse sentido? Nenhuns.

As informações disponiveis são meros comunicados de imprensa, em que se faz um auto elogio do trabalho realizado, com particular destaque para a sua mentora.

E a avaliar pelas reacções dos supostamente mais directamente interessados na manutenção da Experimenta, os designers, parece que nenhum drama se aproxima pela não realização da Experimenta 2007.

Afinal, meu caro João Paulo Feliciano, “gente séria” está interessada numa correcta aplicação dos dinheiros públicos (o dos privados é lá com eles...), e, acima de tudo, numa política de transparência na actuação das várias entidades que beneficiam dos apoios desses dinheiros públicos.

Por isso, meu caro João Paulo Feliciano, e dado que tal informação não é possivel obter através do Ministério da Cultura, que tal a Experimenta apresentar públicamente as suas contas?

Uma última nota: o que escreveu sobre os blogues, não vou comentar. É uma opinião suficientemente clara para dispensar os meus comentários. Gostaria somente de lhe chamar a atenção para o facto de este não ser um blogue anónimo. No cabeçalho consta o meu nome.
Fernando Gonçalves.

Mas mesmo que fosse anónimo, penso que as questões formuladas não perderiam razão de ser.

Cumprimentos.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

DRUMEDÁRIO DISSE...

Experimenta foi das coisas mais vergonhosas, a todos os títulos, que se passaram na cultura portuguesa dos últimos anos. As carradas de dinheiro que principalmente a Câmara despejou no fogo de vista da salouice portuguesa. E a responsabilidade não é só da Guta, a grande sedutora, pois outros felinos mais hábeis e esquívos fingem que não é nada com eles. E os Jornais sempre tão prontos a ampliarem qualquer hipotese de escandaleira, no campo cultural parece que entram em terreno sagrado e só vemos jogos de panelinha. Já o ano passado a Câmara de Lisboa financiou vindo do nada um festival de cinema de uns amigos do Amaral Lopes, o que não lembra o diabo. Não existe política cultural. Nem na câmara de Lisboa e muito menos no Ministério da cultura. Não existe um pensamento estratégico. O Instituto das Artes é para rir e chorar por mais. Grassa a desorientação total. E é estranho que este governo tendo um pensamento estratégico, mal ou bom não interessa para aqui, para a Saúde, a Educação, etc, na cultura não exista nada. Poderíamos perguntar o que anda a fazer o conselheiro do 1º Ministro nestas matérias, refiro-me ao pensador pós-moderno Alexandre Melo. Menos dinheiro nunca foi entrave a um pensamento estratégico, exíge-o até. E o que temos senão a deriva. De que serviu andar a gastar milhões de euros com as Bienais de Veneza e outros eventos internacionais tão do agrado dos nossos estrategos da internacionalização? Gastaram, gastaram para niente. Nenhum desses artistas-plásticos ou arquitectos construiu uma carreira internacional, e só serviu para deslumbre caseiro. Tudo mal pensado. Infinitamente burros e infinitamente provincianos. Poderiamos falar da paralesia do CCB. De como uma instituição gasta milhões em ordenados de funcionários que não têm nada para fazer. Ou melhor o seu orçamento é engolido pelo funcionamento de uma máquina parada. Seria interminável. Neste sentido a cultura é talvez o único sector fora de qualquer ideia estratégica da parte do governo. E nesse sentido Sócrates é responsável.
LINK

sábado, 7 de abril de 2007

GUTA MOURA GUEDES
A querida da cultura


Na revista NS (notícias sábado) distribuida hoje com o Diário de Notícias, vem publicada uma entrevista a Guta Moura Guedes (“a querida da cultura” segundo o artigo) assinada pelo jornalista Torcato Sepúlveda.

Torcato Sepúlveda não é um nome qualquer no nosso jornalismo.

Ainda temos presentes muitos dos seus trabalhos publicados no Público, jornal onde trabalhou antes de se mudar para o Diário de Notícias.

E é confrangedor lêr a entrevista referida acima.

Mais uma vez é de Guta Moura Guedes que se fala, do seu percurso enquanto mulher, estudante e figura emblemática da Experimenta Design.

Mais uma vez ficamos a saber que Guta Moura Guedes é muito considerada no mundo internacional do design (até é um dos 4 membros do “International Advisory Committee de Torino 2008 World Design Capital...), entre outras importantes nomeações que o artigo insinua mas não identifica.

Ultrapassada a fase Guta Moura Guedes “a querida da cultura” seria de esperar que Torcato Sepulveda se interrogasse (a interrogasse) sobre os benefícios para o design português após mais de 8.000.000 de euros (leram bem, mais de oito milhões de euros ...) de investimento na Experimenta Design.

Afinal, passados estes anos, deveria ser fácil apresentar resultados, para além do número de visitantes às exposições e festas das Experimentas passadas.

Quantos projectos e designers portuguêses foram beneficiados pela Experimenta?

E o que aconteceu ao projecto “Discovery”, de responsabilidade da Experimenta?

E o que aconteceu ao projecto “Designwise” da responsabilidade da Experimenta?

Já agora, e para se avaliar da falta de sensibilidade do entrevistador para o tema, refira-se que Guta Moura Guedes aponta como bom exemplo da sociedade civil a iniciativa “Santos Design District” afirmando: Mais uma iniciativa da sociedade civil, que as autoridades desprezam. Lisboa tem tudo para projectos destes, para se mostrar ao mundo”, e que Torcato Sepulveda nem se deu ao trabalho de saber que este projecto nada mais é que um projecto comercial das lojas de design da zona de Santos, em Lisboa, para promover a venda dos seus stocks, nomeadamanete de design italiano e inglês.

Já agora, e para que Torcato Sepulveda saiba que “lá por fora” também se fala da Experimenta, mas em moldes que não convém a Guta Moura Guedes divulgar, aqui fica um pequeno excerto de um artigo publicado na insuspeita Eye Magazine sobre a última Experimenta:

As it happened, another exhibition at Experimenta, of recent Portuguese work, carelessly curated by Henrique Cayatte, contained at least two examples of plagiarism and ‘passing off’, and much, though not all of the work, was in no way experimental, but offered only mediocre ‘default options’”.

link

É uma pena, mas são estas Gutas e estes Sepulvedas que nos calharam em sorte.

Parafraseando os "Gatos": venham os estrangeiros, que com estes portugueses não vamos lá!