Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

IMPORTA-SE DE REPETIR?























..."É por isso que há muitos políticos e opinadores que, no meio da confusão, esperam que ninguém se pergunte: afinal de contas, quem eram os amigos dos Loureiros e grandes defensores dos Rendeiros?"
in: artigo de opinião da autoria de Rui Tavares, publicado hoje no jornal Público.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

AMIZADES PERIGOSAS (MAIS UMA...)
















foto - Helmut Newton

BANCO PRIVADO PORTUGUÊS, VULGO BPP
"José Socrates, primeiro ministro de Portugal está a analisar o processo BPP, e, em último caso, será sua a decisão relativa à viabilização ou falência deste banco".
notícia da comunicação social, em 6.5.2009

ALEXANDRE MELO
- Assessor do primeiro ministro José Sócrates para a Cultura.
- "Curator" da Ellipse Foundation.
- Ellipse Foundation - "Coutada" privada de João Rendeiro.
- João Rendeiro - Ex-Presidente do Banco Privado Português
- "O caso BPP tem muitas semelhanças com o caso Madoff" - Carlos Tavares, Presidente do Comissão do Mercado de Valores de Lisboa.
- Caso Madoff - A maior fraude bancária da história bancária mundial.
- e etc. etc. etc. etc.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

INSIDE THE MEXICAN SUITCASE























Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour (link)

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















brent stirton (link)

Os mitos das indústrias criativas
Texto de António Pinto Ribeiro, publicado recentemente no jornal Público.

As indústrias criativas têm vindo a ocupar o centro do debate no ano europeu dedicado à criatividade, a maioria das vezes tendo por referente algo muito vago. Em Portugal, a sua evocação é feita como se as mesmas fossem as salvadoras da economia das cidades e aparecem no discurso político como uma tentativa de configurar os seus elocutores como agentes de políticas modernas. O facto é que as indústrias criativas, promovidas na Europa no quadro da ’terceira vaga’ decorrem de um conjunto de mitos que é oportuno desconstruir:
Apesar de aparecerem como usurpadoras do género, a criatividade não se esgota nas indústrias criativas; muito menos nas actividades artísticas, em particular no design, nas telecomunicações, na moda ou nas artes tecnológicas por via, sobretudo, do seu carácter de artes reprodutivas, em especial graças ao baixo custo da produção do digital. A criatividade é, antes de tudo, uma faculdade humana que pode ou não ser motivada e activada conforme haja, ou não, a capacidade da sua detecção e as condições favoráveis à sua manifestação, não sendo previsíveis a maioria dos seus impactos. A criatividade é um talento que muito ultrapassa o marketing político. A este propósito, seria oportuno ler cuidadosamente a obra de Ken Robinson.
A criatividade não acontece por mera vontade política nem basta que seja enunciada para que a sua performance seja actuante - se houvesse dúvidas sobre a ineficácia do discurso político nesta matéria, o fiasco retratado no ambiente decadente da tão publicitada Feira das Indústrias Criativas, realizada recentemente na Expo Norte, era disso exemplo -. O exercício da criatividade exige disciplina, métodos adequados, informação actualizada, crítica, debate, trabalho colaborativo e condições profissionais e de produção para que se possa materializar em objectos ou ideias. A sua passagem a um sistema de produção industrial decorre mais das capacidades distributivas e da marca cosmopolita da cidade do que de “estratégias de incubação, ninhos de produção” e outras ilusões provindas geralmente do aparelho educativo e produtivo mais conservador.
Não basta apontar exemplos de relativo sucesso temporário de algumas zonas de cidades internacionais, onde o ambiente criativo, proporcionado pelo talento, tecnologia e tolerância, produziu uma cena artística nova e gerou algum emprego para que o mesmo possa acontecer em qualquer outra cidade. A criatividade e a sua manifestação materializada exigem massa crítica substantiva, cidades de escala média ou grande, excelentes escolas de formação artística, científica e tecnológica, que são a base de recrutamento dos criadores, mobilidade e diversidade da população envolvida. Ao pensarmos nas cidades portuguesas a partir destes itens, tomamos com certeza consciência da dificuldade destas transferências de ’receitas’.
As indústrias criativas não são a solução milagrosa para a economia das cidades e os números que habitualmente são avançados em termos de percentagem de PIB (entre os 4% e os 7%) escamoteiam que a parte substancial desta economia provêm das telecomunicações, da indústria do audiovisual e das televisões que, a bem verdade, nem são indústrias recentes, nem se pode afirmar que traduzam sempre o melhor da criatividade.
Do ponto de vista de análise cultural, as indústrias criativas e o seu suposto sucesso fundamentam-se não na criatividade nem nas artes mas sim na ideia de consumo. Para os defensores mais fundamentalistas das indústrias criativas, o importante é que estas vendam e giram receitas. O envelope da criatividade com que as vendem vai buscá-lo ao domínio das artes e à aura de que estas são proprietárias mas com o espírito de que já não existem nem receptores, nem públicos e, muito menos, utilizadores críticos mas apenas uma massa anónima de consumidores globais passivos. É com certeza muito importante ler Richard Florida mas é também fundamental ler Aristóteles, Jean-Luc Nancy, Bernard Stigler, Jacques Rancière, entre outros.
Nenhum obstáculo aqui se coloca face ao desenvolvimento da criatividade e à sua possível materialização que se pode, eventualmente, configurar nessa ideia de indústrias criativas, desde que se considere que a desideologização radical da cultura tenha, como consequência, o fim da ética da economia e da criatividade científica ou artística. Impõe-se, pois, quando se falar de criatividade, de indústrias criativas e de desenvolvimento, que se seja intelectual e politicamente honesto.
No caso concreto de Portugal, a criatividade deve e pode ser estimulada e actualizada em termos concretos, desde que se tenha consciência que o processo criativo é lento, que não se coaduna com calendários legislativos, que implica reconhecer a possibilidade do erro, da falha e do sucesso adiado; que exige investimento nas retaguardas de formação elementar, que se precisa de muito tempo; que exige um forte investimento na investigação científica e na produção artística (e que, neste último caso, está muito longe dos patamares mínimos de eficiência); que há áreas potencialmente mais capazes de fornecerem a médio prazo resultados muito positivos, como sejam a arquitectura, a fotografia, a música urbana, o documentário, e que há outras que vão exigir mais tempo e podem haver casos em que os próximos tempos sejam de falhanço. É preciso, de facto, tempo, muito tempo.
A nossa relação primária com a tecnologia - para a qual contribui a história do país, a económica, a tecnológica e a cultural - é muitas vezes traduzida numa relação de deslumbramento improdutivo (há sempre ilhas, claro) não ajuda e, por isso, exige não mais tecnologia mas um melhor uso epistemológico da tecnologia.
Em conclusão, para as nossas cidades precisamos que elas sejam orientadas num sentido mais cosmopolita, que se constituam em cenas artísticas e científicas, que se internacionalizem e dêem tempo, o tempo e as condições necessárias à formação que actualize a criatividade.

António Pinto Ribeiro
Ensaísta

Nota do formigueiro - Estes são os verdadeiros temas que deveriam ser discutidos, relativamente às chamadas "cidades criativas".
Mas, infelizmente, assistimos ao mais despurado provincianismo dos "nossos" actores/decisores políticos, hábilmente explorado pelas experimentas, trienais de arquitectura e outros malabaristas de serviço.
Muito embora hoje esteja muito em moda a expressão "custo/benefício", ainda ninguém inquiriu de forma séria de qual terá sido o benefício dos milhões de euros de dinheiros públicos já investidos na ExperimentaDesign.
Afinal, o que mais importa é "aparecer na fotografia" e mostrar ao Zé Pagante/Zé Votante que até temos políticos "cosmopolitas".
O único problema é que tudo isso é obtido à custa do dinheiro dos contribuintes!

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

A EXPERIMENTA ESTÁ DE VOLTA.
E NÓS TAMBÉM.

















"O estímulo que a bienal traz, no sentido de tornar Lisboa numa cidade criativa, é importantíssimo"
Guta Moura Guedes na apresentação da ExperimentaDesign 2009 (Lisboa)

Já em 2003, e certamente no intuito de "tornar Lisboa numa cidade criativa", a ExperimentaDesign lançou o projecto Voyager-03 o qual, segundo as palavras dos organizadores "é uma exposição/instalação de criatividade portuguesa - mais de 50 criadores nacionais - arquitectura, artes plásticas, fotografia, design gráfico, design industrial, design de moda, design de produto, video, música" e ainda "3 países, 4 cidades, 4.293 kilómetros, 72 dias, 35.244 visitantes, 490 visitantes/dia".

Perante tão "ambicioso" projecto, e perante números tão "esmagadores", já alguém se lembrou de perguntar aos tais 50 criadores portugueses quais foram os resultados práticos desta acção?

Voltaremos a "embarcar" na Voyager e noutras "viagens" da ExperimentaDesign

NÓS BEM AVISÁMOS















Damon Winter, vencedor do prémio Pulitzer de 2009, pela cobertura fotográfica da campanha presidencial de Barack Obama (link)

Sábado, 11 de Abril de 2009


Sábado, 8 de Novembro de 2008

DAMON WINTER
Um grande, grande fotógrafo.
















Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

TU PRIMERA CASA



















link

Domingo, 12 de Outubro de 2008

À CONVERSA COM GEORGE SOROS


















Não leiam, não ...

link

Domingo, 5 de Outubro de 2008

NO MUSEU
























Maison Témoin Maison d´Elvis 2005
alexandre perigot - museu colecção berardo

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

THE BAD CREDIT HOTEL

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

LEITURA OBRIGATÓRIA


Domingo, 28 de Setembro de 2008


LINK

Provávelmente a melhor informação relativa à crise financeira nos EUA.

BEAUTIFUL PEOPLE

..."In the case of A.I.G., the virus exploded from a freewheeling little 377-person unit in London, and flourished in a climate of opulent pay, lax oversight and blind faith in financial risk models. It nearly decimated one of the world’s most admired companies, a seemingly sturdy insurer with a trillion-dollar balance sheet, 116,000 employees and operations in 130 countries.

“It is beyond shocking that this small operation could blow up the holding company,” said Robert Arvanitis, chief executive of Risk Finance Advisors in Westport, Conn. “They found a quick way to make a fast buck on derivatives based on A.I.G.’s solid credit rating and strong balance sheet. But it all got out of control.”...

link

Sábado, 27 de Setembro de 2008

CBS NEWS/KNOWLEDGE NETWORKS POLL
For Immediate Release: September 26, 2008

The first presidential debate helped uncommitted voters learn about the candidates - and it appears that Democrat Barack Obama benefited the most, according to a CBS News/Knowledge Networks poll taken immediately following the debate.

Uncommitted voters said Obama won the debate against Republican John McCain, and more of those voters improved their opinion of the Democrat. But while 66 percent think Obama would make the right decisions about the economy, 56 percent think McCain would do so about Iraq.

Immediately after the debate, CBS News interviewed a nationally representative sample of nearly 500 debate watchers assembled by Knowledge Networks who were "uncommitted voters" - voters who are either undecided about who to vote for or who say they could still change their minds. Thirty-nine percent of these uncommitted debate watchers said Obama won the debate. Twenty-four percent said McCain won, and another 37 percent thought it was a tie.

Nearly half of those uncommitted voters who watched the debate said that their image of Obama changed for..

link - mais informação, a não perder!

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

A-PROPÓSITO DESTE POST

Guta Moura Guedes
ou
Da arte de bem cavalgar toda a sela


Briefing Confidêncial

Objectivo
Lançamento, em 4 anos, de um produto de sucesso

Orçamento
€ 5.000.000 (cinco milhões de euros de dinheiros/apoios públicos e privados)

Algumas entidades envolvidas
- Fundos Estruturais Europeus (Feder e Plano Operacional da Cultura)
- Ministério da Cultura (apoios directos em euros e outros)
- Câmara Municipal de Lisboa (apoios não quantificados)
- Várias entidades privadas (apoios não quantificados)

Estratégia promocional

Através de um "produto cultural" a criar (ExperimentaDesign), concretizar a afirmação de Emídio Rangel de que com uma boa campanha e com objectivos bem definidos, tudo se cria/tudo se vende, de sabonetes a Presidentes da República, passando pela "promoção/venda" de gestoras hoteleiras/cantoras para vogais do conselho de administação do Centro Cultural de Belém ou assessoras da direcção da Casa da Música para o marketing, design e o desenvolvimento .

Meios a utilizar
Os necessários e relacionados com a arte de bem cavalgar toda a sela.

Frase chave para a campanha
«Talvez não tenha currículo suficiente, além do charme. Mas, se a cultura em Portugal funciona assim (...)».
Palavras de Natxo Checa*, reproduzidas no blog designer X, e relativas à nomeação de Guta Moura Guedes para o CCB, como vogal do Conselho de Administração.
* - responsável pela Zé dos Bois-Lisboa (ZDB)
link




Comentário Anónimo
Anónimo disse...

copiando o Eça eu diria que esta senhora não cairá pq não é um edificio, sairá com benzina pq é uma nódoa.
fala-se que mudou varias vezes o seu percurso academico...hei?qual percurso academico?
AUSENCIA DE PERCURSO ACADEMICO.
não estudou. o seu quarto ano de piano do conservatorio nao pode ser pau para toda a obra. a não ser que todos os cargos que ocupou tivessem como obrigação bater umas teclas.
que a senhora "dá música dá".
para alguem que é tao autodidacta é estranho que não se tenha atrevido a tirar umas cadeirinhas de design (ahah, a piada ficou profunda : cadeiras/design!)
pq é que ela n se casa com o socrates?
faziam o casal perfeito com os seus canudos invisiveis.
que grande deturpação do conceito "self-made woman"!!!
e agora é "curadora".
que tal por um penso rapido no cerebro?
eu não a quero a representar Portugal em área alguma.
tem charme? também o Fabuloso de lavanda com que lavo o chao.

Rita Rocha