domingo, 30 de setembro de 2007

Outono - I


Henri Laurens
Autumn
1948
Tate Gallery





Sir John Everett Millais
Autumn Leaves
1856
Manchester Art Gallery


Outono - III

De que lado viste chegar
o outono? Por que janela
o deixaste entrar? És tu quem
canta em surdina, ou a luz
espessa das suas folhas?
Em que rio te despes para sonhar?
É comigo que voltas
a ter quinze anos e corres
contra o vento até te perderes
na curva da estrada?
A quem dás a mão e confias
um segredo? Diz-me,
diz-me, para que possa habitar
um a um os meus dias.

(Sulcos, Eugénio de Andrade)


Outono - IV

URBANISTA ANARQUISTA























el roto (link)

sábado, 29 de setembro de 2007

DAQUI JÁ SE VIU TEJO


I















II















III















IV















V















VI

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA


















about peter bialobrzeski (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

DESCUBRAM AS DIFERENÇAS














A TOWN TRIES TO PROTECT AN ARTIST´S INSPIRATION
Walking the beaches and dunes of South Truro, it is easy to see how the artist Edward Hopper and countless others were captivated by the scenery, a sweeping expanse of sand and sunlight bouncing off Cape Cod Bay.
Now some worry that the view from Hopper’s small whitewashed home is in jeopardy, as well as the home itself. The parcel has become the subject of controversy, with some residents trying to protect what they see as a piece of American artistic history and others defending the right of a property owner to build what he wishes on his land.

link
















O Tejo, visto desde o Jardim das Oliveiras, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com Torre de Belém ao fundo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

IMPORTA-SE DE REPETIR?
















Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, afirma que, apesar de concordar com a localização do equipamento, o projecto é «um muro contínuo que corta completamente as vistas» do rio.
in: semanário sol (link)

NOTA DO FORMIGUEIRO: a fotografia publicada neste texto refere-se a um hotel em construção, junto à doca de pedrouços, da autoria do arquitecto Manuel Salgado.
"Click" na fotografia para ampliar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA















about thomas struth (link)

- "bis" sem "bravo" -


Tentarei não preencher o blog da formiga com imagens de santos e de pintura dos séculos XVI, XVII e XVIII, que apesar de ficarem sempre bem e darem um ar idóneo e filantropo a qualquer blog, não combinam muito bem com o blogger. Mas não posso deixar de assinalar a minha perplexidade (crescente uma vez que estou em leituras que levam a esse estado), perante a multiplicação de imagens de obras de arte. Passo a explicar: “Os Girassóis” de Van Gogh encontram-se na National Gallery em Londres. Porém, outros girassóis do mesmo pintor encontram-se em Munique, na Neue Pinakothek. Ora, não tendo nenhum dos leitores a idade que Van Gogh teria se estivesse vivo (impossíveis só com o Altíssimo), não nos é possível afirmar qual deles é o verdadeiro quadro, conceito este também curioso em si. Assim, para além de não existir “Os Girassóis”, o “verdadeiro quadro”, seja de Van Gogh, ou de Miguel Ângelo, também não existe, uma vez que para nós o verdadeiro é aquele que nos foi mostrado pela primeira vez. Não posso aceitar outros Girassóis que não aqueles, assim como não posso aceitar outras portas do Baptistério de Florença que não aquelas. Para mim as flores que Van Gogh pintou têm aquela tonalidade, figuraram naquele filme, foram referidas naquele outro livro. Para um americano, um asiático ou um africano, a primeira imagem do quadro pode ter sido outra e por isso não reconhecem a National Gallery como local de culto aos amantes d’”Os Girassóis”, mas antes a Neue Pinakothek. Isto envolve a percepção humana e a forma como é condicionada pela vivência e quase os aspectos psicossomáticos da experiência. Não irei enveredar por aí porque não é a minha área. Embora no caso d’”Os Girassóis” esteja a falar de dois quadros que são diferentes mas têm o mesmo título ou representam a mesma ideia, nos exemplos seguintes a situação muda.


O quadro de Chardin figura não só nas paredes do Staatliche Museen em Berlim, como no Museu do Louvre em Paris. As imagens mostram quase um “descubra as diferenças”. Além disso, o modelo usado por Chardin nestas duas pinturas foi também usado na pintura “House of Cards” existente na National Gallery e numa pintura semelhante na colecção Oskar Reinhart collection em Winterthur. Chardin que tal como Vermeer procurava retratar temas do quotidiano, teve grande sucesso com este quadro e por isso pintou a segunda versão que está no Louvre. Uma delas, nunca se soube qual, foi exibida no Salão de Paris de 1940. A questão coloca-se aqui: qual deles estou eu a ver quando vou ao Louvre? O “verdadeiro”? Pode não parecer relevante (e até nem é, não irá curar os males do mundo), mas a obra de arte guarda a sua essência na não reprodução. Era irrepetível até Warhol talvez.


Chardin
The Draughtsman

1737

Staatliche Museen, Berlin


Chardin
Draughtsman

1737

Musée du Louvre, Paris

Outro exemplo é este “Magdalen of Night Light” de Georges de La Tour. Não se conhece, eu não conheço, a razão para uma segunda versão – igual à primeira – de Georges de La Tour, mas adivinho que sendo este tema muito caro para a França, houvesse necessidade de reproduzi-lo. Um no Louvre, outro em Los Angeles. Embora no caso descrito acima a probabilidade de ao visitar o Louvre ficar a saber da existência de uma segunda versão do quadro na Alemanha, ser muito pequena, neste caso de De La Tour é ínfima, uma vez que na América não houve uma Segunda Guerra Mundial que justificasse a passagem destes quadros de um lugar para outro ou a sua reprodução para não se perderem (nem Chardin adivinharia a Segunda Guerra Mundial), não houve exílio de artistas europeus no século XVII, e este não é um tema muito apreciado pelos americanos. O que justifica a sua presença num museu americano é a aquisição do mesmo por parte deste, ou a doação. Não sendo representativa a arte americana desse século no mundo nem no mercado da arte, é natural que a informação ao visitante sobre a Madalena de De La Tour seja escassa. E escrevo-o com conhecimento de causa.E para que não se pense que estes são casos isolados para gerar um post, deixo mais dois: o Apollo Flaying Marsyas de Ribera (1637), presente no Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels e o mesmo, do mesmo autor, com a mesma data e nome, no Museo Nazionale di San Martino, Naples. Ou então Ary Scheffer com dois The Ghosts of Paolo and Francesca Appear to Dante and Virgil, ambos de 1835, um na Wallace Collection em Londres e outro no Louvre em Paris.


Georges de la Tour

Magdalen of Night Light

1630-35

Musée du Louvre, Paris





Georges de la Tour

Magdalen with the Smoking Flame

1640

County Museum of Art, Los Angeles

AS PALAVRAS DOS OUTROS
Alexandre Pomar

Réplica e Rebeldia cancelada

Chega a resposta: a exposição organizada pelo Instituto Camões ( ver ) em colaboração com parceiros brasileiros e moçambicanos, com a participação de artistas do universo lusófono e prometida à circulação internacional, não será apresentada em Lisboa, nem em Berlim, Luxemburgo e outros locais anunciados. Sem razão conhecida, nem aceitável, a circulação da exp. Réplica e Rebeldia foi interrompida a meio do seu percurso, quando deveria passar ao hemisfério norte. As obras foram ou estão a ser devolvidas aos respectivoa países (tb Angola e Cabo Verde).
É um escândalo, uma violação de compromissos internacionais, uma quebra de acordos e expectativas de internacionalização de artistas (em especial de Moçambique), que terá consequências no relacionamento cultural e na confiança negocial com os parceiros lusófonos.
Alguém devia apurar e punir (ir)responsabilidades.

link

terça-feira, 25 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about paolo gioli (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

AINDA ESTAMOS EM SETEMBRO E O MINISTRO DA ECONOMIA JÁ "TOMOU POSSE" DA NOVA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA

Em 31 de Agosto escrevemos um texto intitulado "A CULTURA E 2008 - UMA FABULAÇÃO" (link) no qual dávamos conta da possibilidade do Ministério da Cultura passar a Secretaria de Estado sob a tutela do Ministério da Economia.

Na semana passada, e no decorrer de uma cerimónia efectuada para a inauguração oficial do hotel Hilton Cascatas Golf Resort & SPA em Vilamoura, o ministro de economia, Manuel Pinho, e na ausência da ministra da cultura, anunciou a requalificação da fortaleza de Sagres e a construção de um museu interactivo sobre os Descobrimentos portugueses, reafirmando "ser intenção do Governo continuar a apostar em estruturas novas para a região algarvia, nomeadamente um museu em Sagres".
link

Afinal parece que não é necessário esperar por Janeiro/Fevereiro de 2008 para concretizar a "fabulação" referida.

Manuel Pinho já fala em nome da futura Secretaria de Estado da Cultura, bem como das intenções do governo na área da cultura para o Algarve (Allgarve?).

Também, ocupada como anda a viajar de autocarro e metro para "olhar" para uns "pendericalhos" que anunciam a próxima inauguração do polo lisboeta do Hermitage, não lhe deve sobrar tempo para reparar nestes "pequenos detalhes".

Além de que também deve estar ocupada a arrumar a papelada do gabinete.

Daqui até Janeiro é um instante.

Nota do formigueiro: não é por nada, mas alguém já ouviu falar no concurso para directores dos museus tutelados pelo IPC?

LA CHIMIE DE LA BEAUTÉ DANS L´EGYPTE ANCIENNE

Les trés nombreux objets découverts dans les tombes égyptiennes sont une extraordinaire source d’étude des coutumes de la vie quotidienne durant l’Antiquité.
Les fouilles de certaines tombes ont ainsi livré de véritables coffrets de maquillage qui contenaient des miroirs, des épingles à cheveux, des stylets et des récipients encore parfois remplis de produits cosmétiques. Les Egyptiens se maquillaient avec des cosmétiques blanc, vert, gris ou noir, principalement formulés avec des composés de plomb.
Les échantillons de fard ont été prélevés dans des récipients en pierre (albâtre, hématite, marbre), céramique, bois ou roseau, provenant de plusieurs sites datés entre 2000 et 1200 avant J.-C.
Une étude approfondie a été menée par...
link

BORN IN THE U.S.A.




















about zofia kulik (link)

New Gallery for Modern and Contemporary Photography to be Inaugurated at Metropolitan Museum in September

The Metropolitan Museum will inaugurate the Joyce and Robert Menschel Hall for Modern Photography on September 25, 2007, establishing for the first time a gallery dedicated exclusively to photography created since 1960. With high ceilings, clean detailing, and approximately 2,000 square feet of exhibition space, the Menschel Hall is designed specifically to accommodate the large-scale photographs that are an increasingly important part of contemporary art and the Museum's permanent collection. Photographers represented in the collection include such modern masters as Thomas Struth, Andreas Gursky, Thomas Ruff, Jeff Wall, Richard Prince, Cindy Sherman, Doug Aitken, and Sigmar Polke.

The inaugural installation, entitled Depth of Field: Modern Photography at the Metropolitan, draws from the Museum's permanent collection to trace the varied paths of photography since 1960: its role in conceptual art, earth art, and performance art, as seen in works by Dennis Oppenheim, Felix Gonzalez-Torres, Gordon Matta-Clark, and Douglas Huebler; the "Dusseldorf School," featuring works by Bernd and Hilla Becher and their students Thomas Struth, Thomas Ruff, and Andreas Gursky; the "Pictures Generation," including Cindy Sherman and Laurie Simmons; and other important contemporary artists who use photography, such as Adam Fuss, Rodney Graham, and Charles Ray. Depth of Field will be on view in the Menschel Hall from September 25, 2007 through March 23, 2008.
link

domingo, 23 de setembro de 2007

- campestre

- didático

- lúdico

- irónico


AS PALAVRAS DOS OUTROS

Por que não nos esquecemos
Fio, de terra, David, Pontes, Director adjunto

Por muito que o Governo a tenha arrumado para o canto das promessas para a próxima legislatura, por muito que a sociedade civil se mantenha abúlica , a regionalização é um desafio que muitos dos que acreditam que perdemos por viver num país exageradamente centralizado terão dificuldade em esquecer. Até porque o exemplo galego, mesmo aqui ao lado, está sempre a mostrar-nos o quanto andamos a desperdiçar. A história que se segue é demonstrativa disso.

Na última sexta-feira, a Consellería da Cultura do Governo galego decidiu convidar os grupos de teatro e programadores do Norte de Portugal para uma reunião de trabalho, em Santiago de Compostela. Coisa que, diga-se, nunca o nosso ministério da Cultura fez. A reunião serviu como porta de entrada para uma feira em que os produtores das duas regiões serão convidados a exibir o seu trabalho a potenciais interessados e para explicar as condições que o Governo galego oferece para actuarem na região.

O que mais perturbou a comitiva nacional não foi o facto de perceber que a Galiza paga metade do cachet dos grupos portugueses que actuem lá e faz o mesmo aos galegos que venham actuar a Portugal. Também não foi o facto de perceber que a rede de salas da região está perfeitamente organizada. O que não podia deixar de suscitar discussão, foi a confissão pública dos responsáveis galegos da dificuldade de encontrar do lado de cá da fronteira interlocutores similares para estruturar o intercâmbio entre os grupos das duas regiões.

O ministério da Cultura até tem uma delegação no Norte, sedeada em Vila Real, mas como os portugueses sabem e os galegos descobriram, não passa de um escritório de burocratas, sem autonomia ou orientação própria. Restou-lhes contactar o responsável do Instituto Camões na Galiza, que com alguma boa vontade e um total desconhecimento do tecido cultural do Norte, lá tentou ajudar no que pôde.

Com histórias destas, fica fácil de perceber por que há quem tenha a a ideia fixa da regionalização.
in: jornal de notícias de 23.9.2007 (link)

AS PALAVRAS DOS OUTROS - II

A ressurreição dos bobos

1. Não, leitor, não a ressurreição dos palhaços ridículos que julgam trazer o mundo na barriga (desses, temos muitos enchem o carnaval social). Queremos o daqueles que Irene Lisboa definiu "consciência elementar e acessória", num dos livros admiráveis e esquecidos: "Apontamentos". Exactamente, os bobos de quem "um senhor lançava de vez em quando mão", para que denunciassem os reis nus, os sapos inchados. E, olhando a sociedade onde a hipocrisia grassava (1943), dizia: "parece bem que o mister do bobo devia ser ressuscitado. Com as suas duas funções e não uma só... Gente que divirta a outra há muita. De que se carece é das tais consciências elementares, consentidas". Precisamos de ressuscitar o histrião que saltitava nas cortes de antigamente a exercer o ofício da "consciência elementar". Nos nossos dias abundam os farsistas. Abarrotamos de "notáveis", inconscientes da própria figura grotesca e a fazerem-nos rir (riso amarelo) e chorar de raiva. Na tolice, vão dando cabo do país. E (porque nos sugam e afligem) clamamos: renasçam os da espada de fogo!

2. Os burlões mascarados andam por todo o lado. Hoje, por muitos mais lados do que em 1943. Então, matavam-se e esfolavam-se, gritavam aos microfones, sujavam as primeiras páginas de jornais, desfilavam, pançudos ou de bigodinho ou a arrastar o cinismo fininho, as botas do ex-seminarista tirano, em terras de humilhados. Agora, os palcos multiplicaram-se é a época do showbiz. Do mega-circo. Sim, ao pé disto, a Vanity Fair, de Thackeray, não é nada - sendo o mesmo: um desfile de ambiçõezinhas desavergonhadas. Agitam-se em palácios, assembleias, televisões, rádio, jornais - e arrancam aplausos aos que se alimentam da farsa e já tudo aceitam e com tudo gozam, desmiolados. Chuparam-lhes a massa cinzenta pela palhinha da comédia demagógica, da propaganda, diria José Gomes Ferreira.

3. Às vezes, porém, o público agita-se. E o mestre de baile logo tenta acalmá-lo "Não te excites, não estragues a festa." O público resmunga, pergunta: "Será verdade?" Mete-o o agente na ordem: "Aqui, não há verdades nem meias verdades! Se pias, lixas-te! Se queres safar-te, imita!" E o público imita. De facto, não existe outra Cultura. A massificação da imbecilidade impôs-se. Triunfou. Poderá ela triunfar da fome? Da fome de espírito e de justiça? Espero que não. Acredito na força do espírito, da Cultura e da consciência cívica. Acontece abrirem-se olhos - e os títeres tramarem-se.
in: jornal de notícias de 23.9.2007 (link)

sábado, 22 de setembro de 2007




HOJE
EM MADRID
NOITE EM BRANCO
LINK
& LINK

Nota do formigueiro
Não se esqueçam.
Amanhã, na Praça do Comércio,
em Lisboa,
a banda da GNR.

Divirtam-se!




LEITURAS PARA O FIM DE SEMANA

Hoy en día vemos que hay mucha supuesta literatura que sabe a periodismo y muchos periodistas que van de escritores. ¿Qué está pasando?

El periodismo ya había conquistado la literatura desde hace bastante tiempo, al hacerla dependiente de los criterios que los periodistas improvisan y de las ideas que, a todas luces, no tienen. Que además de eso los periodistas asuman la tarea de escribir novelas ya es pura redundacia. Es como si me dicen que la Prensa se ha casado con la Corona: "Ah, pero ¿no estaban casados ya?" Si la prensa es el discurso dominante (en la ideología, en la retórica y en la estética), entonces la única relación digna que la literatura puede mantener con ella es crítica.. En este sentido, creo que las páginas electrónicas que satirizan la prensa, como la ya clásica www.theonion.com, o www.cibercerdo.com, son verdaderos modelos literarios.
Ahora mismo estoy...
link

OUTRA LEITURA PARA O FIM DE SEMANA

E. F. P.- Ésa es una de las actitudes distintivas de nuestra época: en una situación que demanda una implicación subjetiva -y un juicio de valor- uno se refugia en una actitud de «objetividad» impostada. En el mundo cultural esto puede comprobarse viendo cómo algunos escritores, críticos y editores -que son gente subjetiva- hablan como si fueran ministros de Cultura. El discurso del ministro es el más conveniente para la política literaria de los grandes números.
link

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about elena dorfman (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Se não transformamos o museu numa necessidade íntima das pessoas, não vale a pena estarmos a fazer festas para chamar as pessoas cá.
in: entrevista a paulo henriques - jornal público/P2 de 21.9.2007

Paulo Henriques ainda não percebeu que, para além da chamada "necessidade íntima" (o que quer que seja que isso signifique...), os museus podem e devem ser igualmente locais de encontro, de debate e partilha de conhecimentos, seja através das exposições, seja através de um conjunto de outras iniciativas que, hoje em dia se efectuam por todo o lado, a começar pela vizinha Espanha.

Afinal, é o "velho" debate sobre o "Museu Templo" e o "Museu Fórum".

Mas estas e outras questões só se podem promover e discutir num museu que consiga atrair visitantes.

Sem visitantes poderá haver museu, só que não será nem "Museu Templo" nem "Museu Fórum", mas sim "Museu Sarcófago".

Então vejamos o que paulo henriques conseguiu, neste capítulo, enquanto director do Museu Nacional do Azulejo, durante 10 anos.

Um director de museu que em cinco anos perde 36% de visitantes nacionais, 1% de visitantes estrangeiros (quando o crescimento do turismo em Lisboa foi brutal), e só consegue aumentar o número de visitantes nas tais festas que tanto condena, com que respeito deve ser encarado?

É que, o que para este formigueiro é o mais divertido, paulo henriques chega a director do Museu Nacional de Arte Antiga sem que ninguém, na comunicação social, faça um balanço mínimo da sua actuação enquanto director de museus nacionais, actividade na qual viveu, profissionalmente, os últimos quinze anos.

Afinal, com paulo henriques, falamos de "Museu Templo", "Museu Fórum" ou "Museu Sarcófago"?



À ATENÇÃO DE PAULO HENRIQUES & Cª

No seguimento do texto anterior, aqui fica mais uma sugestão a Paulo Henriques, no sentido de evitar o ressurgimento do "Museu Sarcófago", que já foi o caso do Museu Nacional de Arte Antiga.

Desta feita trata-se de um "pequeno" museu americano, o Metropolitan Museum of Art, que em conjunto com um "pequeno" diário americano, o New York Times, resolveram contribuir para "a necessidade íntima das pessoas", oferecendo-lhes um roteiro relativo à exposição "The Age of Rembrant" a decorrer naquele museu.

E o nosso receio, relativo ao percurso de paulo henriques, é que ele continue a ignorar a função "Fórum" dos museus, para dar prioridade a uma acção mais virada para o seu prestígio pessoal.

Afinal, não é mais do que o que realizou à frente do Museu Nacional do Azulejo.

link




AVISO À NAVEGAÇÃO

A TODOS AQUELES QUE ENTENDEM QUE EXISTE MUITO MAIS MUNDO PARA ALÉM DESTE QUINTAL MAL FREQUENTADO, ACONSELHAMOS VIVAMENTE ESTA SÉRIE DE ENTREVISTAS .
LINK

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about mimmo jodice (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - III


Em dois textos anteriores (link & link) dávamos conta, primeiro, de um erro detectado nos mapas relativos a 2002, em consequência do qual o número total de visitantas deverá ser corrigido para 1.018.113 e não 1.034.725 como o ex-IPM persiste em publicar, e no segundo do método seguido para comparar realidades realmente possiveis de ser comparadas e não números globais, como o Ministério da Cultura insiste em fazer.

E, como era afirmado no segundo texto, esta insistência não é inocente.

Ao comparar os números brutos de visitantes em 2002 e 2006, a percentagem de aumento é de 27%, mas se for feita a comparação tendo em conta os museus que estavam abertos ao público, simultaneamente em 2002 e 2006, essa percentagem desce para 20%.

De qualquer das formas palmas para a ministra e para o seu fiel serventuário.

Mas, passemos das palmas aos factos.

Em primeiro lugar, um quadro no qual é dividida, por grandes categorias, a distribuição dos visitantes em 2002 e 2006
Como é fácil de constatar, os grandes aumentos de visitantes dão-se nas tais categorias "Livres & Outros" que, conforme tem sido aqui repetidamente afirmado, não oferecem nenhuma base credivel de sustenção, dado que estes números não são possiveis de confirmação .

Além disso, convém referir que nestes números, dos "Livres & Outros" estão incluidas visitas a parques, jardins, cafetarias ou restaurantes dos museus, de pessoas que nem sequer passam pelas instalações dos museus, indo directamente para aqueles locais.

E com Manuel Oleiro, director do ex-IPM, a fazer declarações públicas concordantes com tais critérios!

Mas, e consta do quadro acima publicado, assiste-se a um crescimento de cerca de 25% no número de visitantes nacionais aos museus tutelados pelo ex-IPM, o que não deixa de ser notável.

Mas (há sempre um "mas" nestas coisas...) vamos olhar para aqueles números de outro angulo, ou seja, retirando deles os números relativos ao Museu Nacional de Arte Antiga, quer em 2002 quer em 2006.
E esta é que é a verdade que espelha a actuação da globalidade dos museus tutelados por Manuel Bairrão Oleiro e a sua equipe.

As únicas rúbricas em que a totalidade dos museus analisados crescem é naquilo que tanto condenam a Dalila Rodrigues: as festas!

Em todos os outros items o comportamento é mediocre ou negativo.

Já dá para perceber da reacção corporativa da "Brigada do Reumático" e do seu entusiástico apoio à tutela.

É que os "Guardas do Templo" num qualquer país decente já tinham perdido o emprego à muito, mas mesmo muito tempo.

Mas, entre nós, e desde que "não façam ondas", até são dados como exemplos de bom desempenho nas suas funções, como é público relativamente à nomeação de Paulo Henriques para director do MNAA, por exemplo.

BORN IN THE U.S.A.























about jean-baptiste mondino (link & link)

WHAT I HATE ABOUT POLITICAL COVERAGE

One of my pet peeves about political reporting is the fact that some of my journalistic colleagues seem to want to be in another business – namely, theater criticism. Instead of telling us what candidates are actually saying – and whether it’s true or false, sensible or silly – they tell us how it went over, and how they think it affects the horse race. During the 2004 campaign I went through two months’ worth of TV news from the major broadcast and cable networks to see what voters had been told about the Bush and Kerry health care plans; what I found, and wrote about, were several stories on how the plans were playing, but not one story about what was actually in the plans. There are two big problems with this kind of reporting. The important problem is that it fails to inform the public about what matters. In 2004, very few people had any idea about...
link



AVISO À NAVEGAÇÃO

Desde o início desta semana que o New York Times retomou a prática
de acesso grátis a todo o conteúdo do jornal.

De salientar, e em consequência desta decisão, o retomar do acesso grátis
aos artigos de opinião de Paul Krugman.

Mas, para além dos artigos de opinião, Paul Kruguer
mantém no NYT um blogue.

Aqui fica o LINK do blogue.

NÃO PERCAM E DIVIRTAM-SE


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

- original soundtrack -


Cenicamente perfeitos, vocalmente irrepreensíveis, com a capacidade de fazer o público tomar partido nas músicas, os Massive Attack estiveram imaculadamente bem nos concertos que deram em Portugal. O que granjeia os aplausos e a a emoção do público são os velhos e conhecidos temas (“Teardrop” muito vaiado, mas “Safe from harm”, na minha opinião um dos momentos mais altos da noite), deixa-nos a pensar como será o novo disco dos Massive Attack. Porque os seus êxitos antigos são perfeitos. Será possível melhorar o que é perfeito?

De qualquer forma, Horace Andy e Deborah Miller fizeram a festa com um dueto para celebrar o fim do Verão. A interpretação de Deborah Miller de Unfinished Sympathy foi de ficar de queixo caído e levar o público ao rubro, a de Horace Andy de Angel impecável, e menos bem, ou pelo menos com intrepretações mais apagadas, a actuação de Liz Fraiser.
Fica aqui Unfinished Sympathy.


I know that i've been mad in love before
And how it could be with you
Really hurt me baby, really hurt me baby
How can have a day without a night
You're the book that I have opened
And now i've got to know much more


The curiousness of your potential kiss
Has got my mind and body aching
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more

Like a soul without a mind
In a body without a heart
I'm missing every part

(Unfinished Sympathy, Massive Attack)

Anónimo disse...

DA FORMIGA BARGANTE E DO BLOGUE AUTISTA
Quando foram criados os blogues, a filosofia ou o espirito que lhes estava inerente era serem zonas de debate aberto sobre este ou aquele tema. A ideia, toda a gente (sobretudo os bloguers)o sabe, era criar forums (olha os forums, ó formiga...)de discussão, daí a existência das caixas de comentários que são, afinal, a sua reazão de ser e quem dá vida a estes sites.
Percorrendo diversos blogues, que nem sequer é necessário enumerar, verifica-se isso mesmo: a opinião do ou dos autores é, sempre, enriquecida ou objecto de debate por muitos cibernautas (anónimos ou não) que nele participam. Sempre ouvi dizer que vozes unívocas (e de burro) não chegam ao céu.
Ora, é absolutamente confragedor e mete dó verificar este extraordinário blogue, desde que dois ou três anónimos que o animavam decidiram retirar-se: desde então NÃO HÁ UM ÚNICO (E MISERÁVEL QUE SEJA) COMENTÁRIO à conversa fiada da formiga e do seu acólito Fernando Gonçalves, às vezes também anónimo para dar um pouco (muito pouco) a ideia que algúem, para além dele, nele participa.
Desde uma espécie de tendência que oscila entre o que julga ser pós moderno, o absoluto mau gosto e o foleiro (através do qual formiga se auto convence, assim, de também participar no debate da arte contemporânea...), e os inenarráveis textos insultuosos e baseados em coisa nenhuma, a não ser na obsessão doentiamente obsessiva desta obsessão obsessiva em relação aos museus nacionais (ou a outra coisa qualquer, a conversa é sempre a mesma), Formiga Bargante consegue, com todo o mérito, uma coisa única em 43 blogues que visitei: EM SETEMBRO NÃO TEM UM ÚNICO, MESMO ÚNICO DE ÚNICO, COMENTÁRIO aos seus notáveis textos e às suas contemporâneas imagens.
Por ser raro e extraordinário, aqui vão os meus sinceros parabéns!!

Nota do formigueiro: sendo este blogue, que é, um blogue nada visitado e menos comentado, qual a razão da persistência do "nosso querido anónimo" em visitar e comentar o que por aqui se publica?


AS PALAVRAS DOS OUTROS

Portugal no seu pior
À letra, José Leite, Pereira, Director

Ouve-se e não se acredita a Judiciária não conhece o novo Código de Processo Penal; não recebeu nenhuma formação para lidar com as novas situações; não tem texto a que se agarrar, pois não há nenhum livro com o novo articulado, restando-lhe o recurso à Internet. Os funcionários judiciais enfrentam o mesmo tipo de problema. Magistrados, juízes e juristas em geral saltaram para a Comunicação Social (porquê só agora?) com dúvidas e protestos. As portas das cadeias têm-se aberto para gente que lá dentro tinha ainda penas graves para cumprir e que sai quase sempre por excesso de prisão preventiva, dando a ideia de que ninguém testou nada e que a surpresa de quem detém a chave da cadeia é tão grande e sincera como a nossa. A cereja em cima do bolo põe-na o procurador-geral da República, dizendo que a maioria que aprovou o Código só não o altera se não quiser.

Aí temos o pior de Portugal incompetente, incapaz de estudar a fundo uma questão , reformando pela rama e sem fundamento sério, vogando ao sabor de alguém que conseguiu impor a sua vontade perante uns quantos que não foram capazes de apontar-lhe as falhas. E bem à portuguesa também, ouvem-se críticas das corporações, que poderiam ter falado antes - e iam a tempo - e agora ajudam à desgraça. Bem à portuguesa, a situação há-de remediar-se. Bem à portuguesa , o ministro António Costa vem pôr água na fervura, porque bem à portuguesa ele entende que não há nada pior do que reconhecer um erro; é por isso que quando ouve o procurador alertar para a escassez dos prazos na investigação, Costa responde com "boutades " como estas: os prazos são sempre curtos quando as investigações se revelem complexas; ou o exercício da acção penal também se quer rápido. Enfim, os governos são feitos de gente e há ministros mais competentes do que outros. Mas que diabo, logo na Justiça, que é uma área vital, haveria de calhar tão grande fragilidade!
PS - Insisto na recomendação não percam "A Portuguesa" da selecção da râguebi. Logo, às sete da tarde.
in: jornal de notícias (link)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















about lalla essaydi (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - I

Antes de tudo o mais, os números do ex-Instituto Português de Museus relativos a 2002 estão "gatados"

Assim, no mapa geral dos visitantes dos museus, aparecem os seguintes dados:
Museu de Évora - 35.537 visitantes
Museu dos Coches - 226.465 visitantes

No mapa individual destes museus os números são os seguintes:
Museu de Évora - 38.961
Museu dos Coches - 206.429

Partindo do princípio de que os dados mais credíveis estão contidos nos mapas individuais, o número total de visitantes, em 2002, dos museus nacionais sob tutela do ex-IPM foi de 1.018.113 e não de 1.034.725, como erradamente vem mencionado no mapa geral.

Este erro, nunca detectado, demonstra bem do cuidado que estas matérias merecem para as bandas do Ministério da Cultura.

Afinal, estes são "temas menores", indignos da mais pequena atenção dos "cérebros" que comandam o "departamento" dos museus na estrutura do Ministério da Cultura.

Mas será mesmo assim?

Não, não é.

"Eles" estão atentos aos números e fazem uma manipulação descarada dos mesmos, confiantes na sua dificuldade de análise.

Sabemos, por experiência própria, das horas e horas necessárias para entrar "na selva" dos números dos museus.

E, confiantes nessa aparente impunidade, vão-se dedicando ao "Templo", descurando o "Fórum".

É que eles também sabem que quanto mais "Fórum" e menos "Templo", mais as insuficiências da "camarilha" se torna pública, colocando os seus "augustus" lugares em perigo.

Daí as cumplicidades e os silêncios.

É que no reino dos incompetentes, é no silêncio que "eles" se sentem protegidos.

A MINISTRA, O "FIEL SERVENTUÁRIO" OLEIRO E A MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS - II

Entre 2002 e 2006 os visitantes dos museus tutelados pelo ex-IPM foram os seguintes:

2002 - 1.018.113
2003 - 961.241
2004 - 918.208
2005 - 927.389
2006 - 1.179.694

Afinal a ministra, bem como o seu "fiel serventuário", estão de parabéns.

Conseguiu, finalmente, reconciliar os portugueses com os seus museus e consegue um aumento espectacular, de cerca de 27% , face a 2005.

Só pessoas mal intencionadas, despeitadas e "ao serviço" de interesses "obscuros" (como o que se passa aquí no formigueiro) não reconhecem estes factos.

Palmas para a ministra e o seu "fiel serventuário".

Mas, depois das palmas, vamos aos factos.

Os números referidos para o total de visitantes em 2002 e 2006 (os outros anos não foram analisados), não permitem uma comparação directa entre eles.

Em 2002 os museus de Almeida Moreira, Machado de Castro, Arte Popular e Abade de Baçal contribuiram com 42.326 visitantes para o total geral e em 2006 não constam daqueles números.

Em 2006 o museu Diogo de Sousa contribuiu com 10.213 visitantes para o total geral, e em 2002 não consta daqueles números.

Para além disto, excluimos também, nos dois anos em análise, o núcleo de Vila Viçosa do Museu dos Coches, que no mapa individual não permite a ventilação efectuada a todos os outros museus.

Feitas as devidas correcções, e para podermos comparar "alhos com alhos e batatas com batatas e não alhos com batatas" low culture, eu sei...) os números correctos são

Visitantes totais
2002 - 961.781
2006 - 1.155.288

Assim sendo, os tais 27% de crescimento ficam reduzidos a 20% mas, de qualquer das formas, palmas para a ministra e o seu fiel serventuário.

Para amanhã fica a continuação desta análise.

Mas desde já uma garantia: vão ter muitas e grandes surpresas, olá se vão!

AS PALAVRAS DOS OUTROS

Pour détourner Mac Luhan ("le message, c'est le medium"), je pourrais dire: le message, c'est le tempo.

Le tempo n'est pas seulement le rythme du message. Il EST le message. Le message du pouvoir, c'est l'agenda. Dans Le Monde de ce week-end, l'embedded de l'Elysée, Philippe Ridet, racontait de quels soins constants était l'objet l'agenda présidentiel, sans cesse modifié, remanié, trituré dans tous les sens, pour y intégrer les derniers développements de l'actualité.

Le message du pouvoir, c'est la réactivité. Le message du pouvoir, c'est le zapping permanent. Le message du pouvoir, c'est l'amnésie.

Et ne nous le cachons pas: si ce message "passe", si le pouvoir...
link

BORN IN THE U.S.A.


















about robert dawson (link)

MAIS UMA LEITURA "RECOMENDADA" PARA OS "GUARDAS DO TEMPLO"

BERGEN, NORWAY.-Five different museums can now be experienced from one and the same website. Art Museums of Bergen now launches the website kunstmuseeneibergen.no, which is derived from the Norwegian name of the new foundation for art museums in the Bergen region. Here you can find news and information about current and upcoming events for pictorial art, design and music.

‘We are excited to finally see the consolidation on the Internet. Since the five museums are not physically connected, the website is where we can present ourselves jointly’, says Anniken Thue, director of Art Museums of Bergen.

Joint newsletter - The five museums allow the public to subscribe to a free, joint e-mail newsletter where they can be kept up to date on the latest exhibition news and be informed about art and musical events.

‘We know that those who are interested in music are often also interested in design and visual and decorative art, and vica versa. Now we are launching an e-newsletter that will enable the public can gain an overview of all five institutions and what they are up to’, says Unni Irmelin Kvam, web editor for Art Museums of Bergen.

‘We use colour codes for the five museums, so they are easy to distinguish from each other’, says Kvam.

‘Although excerpts from the five museums are published on Internet, remember that ‘a museum is best experienced at the museum!’ interjects Anniken Thue.

The museums included in Art Museums of Bergen are Edvard Grieg Museum Troldhaugen, Siljustøl Museum, Lysøen Museum, Permanenten: The West Norway Museum of Decorative Art, and Bergen Art Museum.
link & link

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about jo spence (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

LEITURA RECOMENDADA AOS "GUARDAS DO TEMPLO"
(também conhecidos por directores dos museus nacionais)















Lo último en Madrid es ir al museu por la noche
El Arte es la sensación de las noches veraniegas en Madrid. Exposiciones hasta las 11, cóctel a la luz de las velas, visitas guiadas... Madrileños y forasteros alternan en el ático del Thyssen o recorren las maravillosas estancias de la Casa Sorolla, si es jueves. En Julio, el Thyssen programó incluso un ciclo de largometrajes con motivo de la exposición Van Gogh.
Ademas, era grátis.

Por los pasillos del Museu Sorolla se oyen risas todas las noches de los jueves. En la casa que el maestro disenó para su familia en Madrid se exhiben los diseños e correcciones que él mismo hizo para las fachadas, vidrerias y jardines. Además de la colleción permanente. Grátis total. En el Museo Thyssen-Bomemisza, a la misma hora, se pueden ver los últimos paisajes pintados por Van Gogh y la extraordinaria retrospectiva de Richard Estes. Después, algunos se dirigen al ático paea disfrutar de una cena al aire libre con vistas sobre el Paseo del Prado.

Las noches del Madrid más cool se concentran en el triángulo Prado-Thyssen-Reina Sofia y toda su zona de influencia, particularmente en el Barrio de las Letras. Galerias e restaurantes parecen haberse puesto de acordo para hacer más interessante cualquier velada a escasa distancia del Hotel Palace y Ritz.

La cafeteria del Thyssen ha prolongado su horario hasta la una de la madrugada y la libreria sigue abierta a las 11 con todas las cajas registradoras a pleno rendimiento. Incomprensiblemente, las "Noches de Verano" del Thyssen terminan el 1 de septiembre.
link
foto - pablo pérez-mínguez (link)


MAIS LEITURA RECOMENDADA
AOS "GUARDAS DO TEMPLO"



















LA NOCHE EN BLANCO MOVERÁ A UN MILLÓN DE MADRILEÑOS
Madrid celebrará el sábado 22 de septiembre una nueva "Noche en Blanco" para acercar el mundo de la cultura a los ciudadanos entre las 21,oo horas y las 7,00 de la mañana de domingo.
Por segundo año consecutivo, más de un million de personas deambularán por los museos, teatros e galerias de Arte que permanecerán abiertos toda la madrugada y ofrecerán actividades extraordinarias.
- Continuar a lêr a notícia aqui
foto: pablo pérez-mínguez (link)

BORN IN THE U.S.A.























about simen johan (link)

TERRE ROUGE

In Cambodia, where nearly everything is for sale, land is bought and sold with little regard for the people who live on it. The number of evictions and land grabs in the countryside has dramatically increased over the last five years, leaving thousands of people without means of subsistence.

In the capital companies buy land from the government to build shopping malls, hotels and upscale housing. Removing thousands of impoverished residents who survive by living near the city center is considered a minor obstacle.


PLAY

sexta-feira, 14 de setembro de 2007




FAÇAM UM FAVOR A VÓS MESMOS.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about carlos aires (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

Anónimo disse...

Acho que tem alguma razão quando diz que os directores dos museus estão demasiado calados muitas vezes. Mas, para sermos mesmo justos, deveríamos acrescentar que não são só eles, e sim quase toda a gente que trabalha em museus. Eu penso que a razão não é tanto por medo das tutelas, mas porque ainda reina nos museus um certo pudor pelo Carnaval que é normalmente a imprensa e a televisão, que só faz notícia com aquilo que é escândalo. Eu acho isto mal, porque vivemos numa sociedade mediática. Lembra um bocado o anacronismo do segredo de justiça. Acho que só vai passar com o tempo, com a entrada de novos profissionais (incluindo novos directores) no mercado de trabalho.
Mas continuo a achar que a imagem que você dá é demasiado extremista. Talvez não conheça bem (em profundidade e em amplitude) o mundo dos profissionais dos museus, mesmo só dos museus de Lisboa.
Há dias numa rede de contactos da Internet (MUSEUM) havia quem lembrasse um “Manifesto pelos Museus” feito há anos (acho que há cinco anos). Esse Manifesto pode ser consultado no site do Minom (http://www.minom-icom.org / textos2.htm # MANIFESTO%20PELOS%20MUSEUS). Fui vê-lo e recomendo que o veja também. Entre os assinantes até havia directores de museus. Há-de verificar que coisas como a exigência da não criação de novos museus enquanto não se derem condições aos que já existem estão lá (e ainda agora as notícias sobre os gastos com o Hermitage em Lisboa mostram bem como essas reclamações continuam a ter actualidade, parece-me até que cada vez mais).
Depois procurei na Net e encontrei também uma notícia do DN de há dois anos (pode encontrá-la em http://dn.sapo.pt/2005/05/18 / artes/esquecimento.html) onde se fala de um documento apresentado à ministra actual, logo quando ela tomou posse, pelos directores (não sei se todos) dos museus do IPM, onde se traça também um quadro negro da situação vivida nesses museus. Ouvi até dizer que essa tomada de posição pareceu muito mal à dita ministra.
Hoje mesmo, acabo de comprar o JL e ler vários depoimentos de museólogos (incluindo mais uma vez directores de museus) com críticas, algumas semelhantes às suas.
Para si até parece que nada disto existe. Será que não o vê aí do seu computador ? Ou que, por espírito de cruzada, simplesmente se recusa a ver ?
Quanto a números de visitantes, não tenho conhecimentos para lhe poder responder. Concordo com Dalila Rodrigues quando diz que isso pode ser muito enganador porque existem muitos factores a considerar (acho que as campanhas de publicidade são um deles). Acho também que esses dados têm de ser vistos em sequencias temporais maiores e comparando o que se passa cá com o que se passa noutros países comparáveis e isto em números absolutos e em percentagens ou dinâmicas de crescimento ou de diminuição. Escolher três ou quatro anos, em período de recessão global, e concluir que as cosias estão piores, é fácil, mas talvez não seja válido. Lembro-me de ter visto numa revista que entre 1980 e 2000 os museus foram dos equipamentos culturais que tiveram maior aumento de frequência em Portugal, sobretudo na variável de visitas de grupo nacionais (excursões e escolas, acho eu). Teatros, cinemas, tiragens de publicações periódicas, etc. (menos as bibliotecas) tudo diminuiu ou estagnou. Se assim foi, acho que mais uma vez a sua visão é apocalíptica e pergunto-me porquê.
Cumprimentos,
Anónimo das 22,27 (mesmo que hoje seja a outra hora)



AVISO À NAVEGAÇÃO

Como o nosso "querido anónimo" parece estar mais calmo no que aos comentários insultuosos diz respeito, suspendemos a "filtragem" dos comentários.

Sirvam-se!

RESPOSTA AO CARO ANÓNIMO DAS 22.27 - II

"Em relação aos lugares vitalícios dos directores de museus, acho que está enganado. Segundo creio não existe carreira de director de museu. Todos os directores têm os seus lugares de origem noutro sítio e mantêm-no".
link

Meu caro anónimo:

Sob o ponto de vista legal, é evidente que estou enganado, relativamente ao que eu chamei de "lugares vitalícios".

Aquilo para que pretendi chamar a atenção, sem êxito, foi para o facto de que a grande maioria dos directores de museus do ex-IPM estão nestes lugares desde tempos tão remotos que, provávelmente, até já nem se recordam de quais são os seus lugares de origem.

Como sabe, e para além dos concursos periódicos, uma boa maneira de avaliar o desempenho dos directores de museus, seria o IMC publicar as propostas anuais que, obrigatóriamente, têm que apresentar, e, no ano seguinte, comparar o proposto com o realizado.

Curiosamente em todas, repito, todas as intervenções públicas sobre o tema dos museus a que últimamente temos assitido, nem uma única voz veio sugerir este tipo de transparência.

Para finalizar esta minha resposta ao seu primeiro texto, (amanhã darei resposta ao segundo), na minha opinião o "maior pecado" cometido por Dalila Rodrigues, foi o de trazer para a opinião pública o tema dos museus.

Até então, e salvo as posições assumidas por Alexandre Pomar e Augusto M.Seabra a propósito do escândalo da ligação do director do Museu do Chiado à Ellipse Foundation (e sobre isto os tais 16 directores de museus e os restantes nada disseram...), a vida dos directores de museus corria lenta e tranquila, sem ondas ou contestações, limitando-se a quase totalidade "a pastorear" as suas pequenas quintas sem que a tutela ou a opinião pública incomodasse o seu prolongado e tranquilo sono.

E, no fundo, toda a polémica se reduz a isto: com os mesmos meios que já foram proporcionados a outros, Dalila Rodrigues veio demostrar, na prática e longe das "amáveis" trocas de opinião com a tutela, que é possivel fazer mais e melhor.

Afinal, ninguém gosta de ser acordado em sobressalto, não é, meu caro anónimo?

PAULO HENRIQUES E "A RECONHECIDA COMPETÊNCIA"

Ao lêr aquilo que tem sido escrito sobre Paulo Henriques, o actual director do Museu Nacional de Arte Antiga, existe uma linha comum a esses testemunhos, que é a da "reconhecida competência".

Quando se trata de um personagem que já leva 15 anos de director de museus nacionais (Museu das Caldas da Rainha e Museu Nacional do Azulejo), pensamos que uma das facetas a analisar seria a do seu desempenho enquanto director daqueles dois museus.

Vejamos o que foi afirmado.

Helena de Freitas
Curadora do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Candidata à vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa pelo PS
Depois de acompanhar de perto a sua participação na direcção da galeria Loja do Desenho - "um lugar de culto nos anos 80 e 90, onde se expôs o que de melhor se produziu em Portugal na área do desenho no século XX" e "com uma contribuição decisiva para a autonomização desta disciplina", diz - Helena de Freitas acompanhou ainda a sua passagem pela direcção do Museu Malhoa, nas Caldas da Rainha (1992-1998), assim como pela do Museu do Azulejo (1998-2007).
"Hábil na gestão do cruzamento de várias linguagens e tempos históricos", Paulo Henriques "é um historiador versátil, ousado na sua transversalidade e capaz de aliar competência e o rigor científicos a um irrepreensível sentido de ética profissional", diz.
in: jornal público de 3.9.2007

RAQUEL HENRIQUES DA SILVA
Professora de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa
Antiga Directora do Instituto Português de Museus
(atenção a este nome - chamada de atenção do formigueiro)
...põe a sua competência "ao nível da de Dalila" (esta é mesmo assassina...), embora tratando-se de pessoas muito diferentes".
Curiosa sobre que opções tomará este profissional "com traquejo na direcção de museus" hábil a gerir recursos humanos e conhecedor, por dentro, "do grande abismo que há entre o que se quer e o que se pode fazer"...
in: jornal público de 3.9.2007

PAULO HENRIQUES
Sócio, com João Castel-Branco Pereira, da Loja do Desenho
Director do Museu das Caldas da Rainha
Director do Museu Nacional do Azulejo
Director do Museu Nacional de Arte Antiga
"Da sua "lavra" foi o restauro e remontagem do presépio daquela igreja ( igreja da Madre de Deus), exposto ao público, tal como a nova montagem do panorama de Lisboa, que ocupa uma sala própria do museu, a requalificação da exposição permanente e um reforço do núcleo contemporâneo da colecção"
in: jornal de letras de 12-25.9.2007

Em conclusão:
Concretamente, Helena de Freitas elogia o seu trabalho à frente da Loja do Desenho.
Raquel Henriques da Silva coloca "a sua competência ao nível de Dalila Rodrigues" e afirma têr "traquejo na direcção de museus".
Finalmente o próprio assume como seu legado enquanto director durante 10 anos do Museu Nacional do Azulejo um presépio, a remontagem de um painel e a requalificação da exposição permanente.

E é com este "balanço" que é reconhecida a "competência" de Paulo Henriques enquanto director de museus nacionais?

Desculpem, mas não percebo!

A "RECONHECIDA COMPETÊNCIA" DE PAULO HENRIQUES
















Requalificação da exposição permanente
Paulo Henriques - jornal de artes e letras de 12-25.9.2007

Este é o espaço consagrado no Museu Nacional do Azulejo à azulejaria contemporânea.
Um vão de claustro.
E sem qualquer tipo de informação relevante.
É "isto" que Paulo Henriques "reclama" de requalificação da exposição permanente?
É "isto" a "reconhecida competência"?
Desculpem, mas não percebo!

A "RECONHECIDA COMPETÊNCIA" DE PAULO HENRIQUES
















A nova montagem do panorama de Lisboa, que ocupa uma sala própria do museu.
Paulo Henriques - jornal de letras 12-25.9.2007

Esta é a tal "sala própria do museu".
Informação?
"Vista panorâmica de Lisboa anterior ao terramoto de 1755"
Em português e inglês, numa placa manhosa colocada junto ao painel, conforme se pode observar no canto inferior direito da fotografia.
Existiu, em tempos idos, um conjunto de folhas sebentas (não estamos a exagerar...) juntas por uma encadernação plástica inanarrável, que se limitava a assinalar, relativamente ao painel, a localização dos edifícios mais importantes.
E é "isto" um dos (poucos) frutos da "lavra" de Paulo Henriques?
É "isto" a "reconhecida competência"?
Desculpem, mas não percebo!