sexta-feira, 31 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA

















about erich salomon (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

A CULTURA E 2008 - UMA FABULAÇÃO

Em Janeiro/Fevereiro do próximo ano, o governo é remodelado, e obedece a uma nova estrutura.

O Ministério da Cultura é extinto.

Em seu lugar surge uma Secretaria de Estado, dependente directamente do Primeiro Ministro.

A ligação sonhada entre a Cultura e o Ministério da Economia começa a concretizar-se.

São extintos o IPC (ex-IPM) e o IPPAR.

Em seu lugar surge uma nova instituição, que agrupa o património daqueles dois Institutos, e que será dirigida por um gestor sem ligações ao mundo da cultura.

Os museus nacionais ficam reduzidos a um máximo de uma dúzia, passando os restantes para as autarquias.

Os monumentos nacionais (Jerónimos, Batalha, etc.) bem como os 12 museus nacionais passam a ser geridos por gestores recrutados fora do aparelho de estado, os quais, devidamente acompanhados por técnicos qualificados, irão imprimir um dinamismo promocial novo, desde sempre sonhado pelo ICEP (Instituto do Comércio Externo Português), e nunca concretizado.

As ligações entre a cultura e o comércio externo irão conhecer um novo desenvolvimento, face à anulação da resistência/incompetência dos actuais directores "vitalícios" de monumentos nacionais e museus, e à promoção de gestores para aqueles cargos.

As grandes campanhas de promoção de Portugal no estrangeiro passam a contar com o trabalho, em parceria, do novo Instituto e do ICEP, fruto das quais alguns monumentos nacionais (Sagres, Mafra, entre outros) são sugeitos a novos esforcos de qualificação/divulgação, algo até agora impossivel dada a resistência do Ministério da Cultura.

E vivemos para sempre felizes!

Nota do formigueiro
Para acompanhar o desenvolvimento desta fábula, devemos estar atentos à realização, ou não realização, do concurso para as chefias dos museus dirigidos pelo IPC.
Quanto mais tempo os actuais directores estiverem em "comissão de serviço", mais esta fábula se aproxima da realidade.

A Dilettante's Guide to Art

1001 Paintings You Should See Before You Die acknowledges the question "What is Painting?"
The answer: "Who cares?"

Sometime in the middle of the 19th century painting started to get a little screwed up. It began to worry. Painters stopped simply doing what they were doing and started spending more and more time trying to figure out what they were doing and why. They got into the "What Is?" question. "What is Painting?", "What is Art?" "What Is…?"It’s hard to blame them for it. The "What Is?" question was in the air. Chalk it up to the vast and traumatic transformations that ushered in modern times. Everybody was trying to figure out what was different and what was still the same. In painting, the biggest change was in the abandonment of representation as the central task. Nobody was interested in problems of perspective anymore, in figuring out how best to make the world of three dimensions look vaguely like itself on the canvas of two dimensions. And yet, for some reason, people still felt the desire to paint. Who knows why?
Maybe...
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about david gibson (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

SEM COMENTÁRIOS

"Há anos (demasiados) que deambulo em 'peregrinação laboral' pelos museus tutelados pelo ex IPM. E faz-me muita confusão que não venha a discussão pública, no meio de todo este bate boca, questões essenciais relacionadas com o funcionamento dos museus e que também têm a ver com a política de gestão que tem vindo a ser aplicada (não apenas por Bairrão Oleiro, mas também pelos que o antecederam) que obriga a habilidades (aquelas que o referido senhor disfarçou de debilidades no discurso que fez ao Expresso há umas semanas) ilegais e muito pouco escrupulosas como a contatação precária de técnicos superiores ao abrigo de programas e programinhas a custo mínimo. Quando digo custo mínimo é mesmo mínimo (que é menos do que uma empregada de limpeza ganha) - ver o Relatório do...
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SEM COMENTÁRIOS

DALILA, CAVACO E MENDES OU A FÁBULA DO
GATO E DO RATO
José Pacheco Pereira colocou-se ao lado dos dois comissários ex-PC que o PS instalou na Ajuda, contra Mendes e Cavaco, por causa de Dalila Rodrigues, a directora corrida do MNAA. Acusou-a de falta de lealdade e de, no fundo, ser pouco institucional e isenta. Os outros dois também, já que não deviam apaparicar uma despeitada e desrespeitadora da hierarquia. Vasco Pulido Valente tinha exibido a mesma opinião, ou seja, que os altos funcionários do Estado são meros servos acéfalos de Napoleão que comem, calam, se demitem ou são demitidos. Não estão lá para ter pensamento próprio ou exigir o que quer que seja. Inserem-se numa respeitosa hierarquia que deve ser preservada a bem do conceito abstracto de nação que, até prova em contrário, se presume representado pelo governo. Muito bem. Dalila tem ar de "tia" e bom aspecto, e isso paga-se no meio da cultura no qual é suposto as mulheres aparentarem, no mínimo, um ar de camionistas envergonhadas, usar calças ou túnicas até aos pés calçados com sabrinas. Dalida foi excessiva nas críticas à académica Pires de Lima e, em Portugal, não se deve criticar os académicos. Aliás...
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SEM COMENTÁRIOS

"O chefe supremo tem sempre as mãos higienicamente desinfectadas, porque ele apenas é mais um desses honestos que, infelizmente, tem que gerir uma plebe de intermediários desonestos, desde a bufaria dos serviçais que esperam ser promovidos, à minoria dos jagunços violentistas, numa rede que só é eficaz se o vértice continuar a parecer o exacto contrário daquilo que o conjunto é, na realidade"
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AVISO À NAVEGAÇÃO

Eu, acima assinado Fernando Gonçalves, venho humildemente reconhecer a minha derrota face à "febre postista" de um corajoso "comentador anónimo", e declarar públicamente que não voltarei a apagar os "comentários" do corajoso "comentador anónimo", que são nem mais nem menos do que a reprodução de um texto de Pacheco Pereira.

Força "comentador anónimo", coloca neste blogue o texto de Pacheco Pereira até que os dedos te sangrem, de tanto "teclar".

Continua, não desistas, que ficas em boa posição para substituir o "fiel serventuário" Oleiro.





A PEDIDO DE VÁRIAS "FAMILIAS"

Para uma mais correcta análise da actuação de Dalila Rodrigues enquanto directora do MNAA, passemos aos números, dado que, quanto aos critérios técnicos, a própria tutela, (Manuel Oleiro director do ex-IPM) reconhece quer o trabalho desenvolvido foi exemplar.

Visitantes do MNAA antes da direcção de Dalila Rodrigues
2002
Visitantes totais - 72.725
Livres e Outros - 7.973
Visitantes fiáveis* - 64.752

2003
Visitantes totais - 71.793
Livres e Outros - 5.904
Visitantes fiáveis* - 65.889

2004
Visitantes totais - 75.696
Livres e Outros - 7.710
Visitantes fiáveis* - 67.986

Visitantes do MNAA com a direcção de Dalila Rodrigues
2005
Visitantes totais - 104.610
Livres e Outros - 33.930
Visitantes fiáveis* - 70.680

2006
Visitantes totais - 192.452
Livres e Outros - 53.458
Visitantes fiáveis* - 138.994

* - visitantes fiáveis = aqueles que são comprovados pelos movimentos de bilheteira.

E é aqui que a "Brigada do Reumático" reage.

Dalila Rodrigues demonstra, na prática, que pese embora as dificulades sobejamente conhecidas, é possivel fazer mais e fazer melhor.

Contráriamente ao cinzentismo reinante na corporação dos directores de museus, aliado à incompetência e ao desleixo, Dalila Rodrigues bate-se pelo MNAA e pela criação de condições de trabalho que permitam ao MNAA ocupar a posição que por direito lhe compete.

Politicamente, o MNAA já é reconhecido como um museu diferente de todos os outros.

É o único de nomeação ministerial e não por concurso, como acontece com os restantes museus nacionais, e o seu director é equiparado a sub-director geral, enquanto todos os outros directores estão equiparados a chefes de serviço.

Afinal, o grande "pecado" de Dalila Rodrigues foi o de tentar que o reconhecimento político, já existente, fosse aplicado na prática de gestão do MNAA.

Mas Dalila Rodrigues comete um segundo "pecado".

Luta por maior autonomia mas também por mais responsabilização, pretende assumir os riscos e as responsabilidades que o estatuto que pretendia para o MNAA acarretaria.

Nenhum dos outros directores de museu, os tais da brigada do reumático, pretende, para os seus museus, esse acréscimo de responsabilidade, mas também de autonomia.

Um exemplo prático.

Sob a direcção do futuro director do MNAA, o Museu do Azulejo sofreu (ainda sofre?) de graves problemas de infiltrações no edifício, com consequências que já foram sobejamente "ilustradas" neste blogue (consulte-se "arte povera no Museu do Azulejo").

E o que faz o seu director?

Solicita à chefia, IPM, obras para reparar a cobertura do edifício.

E lava daí as mãos.

Outro caso.

Dalila Rodrigues quando chega ao MNAA depara-se com uma situação muito grave de infiltrações no espaço da Capela das Albertas.

Solicita obras urgentes à tutela para reparar a situação.

Como a tutela, IPM, nada faz, alegadamente por falta de verbas, Dalila Rodrigues não descança enquanto não encontra apoio mecenático para efectuar a reparação.

E a obra está feita!

Para além de tudo o mais, e que é muito, aquilo que distingue Dalila Rodrigues dos seus ex-colegas directores de museus, é que ela "sente" a responsabilidade de ser directora de um museu, e mais ainda, a responsabilidade de ser directora do MNAA.

E, no fundo, são estas algumas das razões para o afastamento de Dalila Rodrigues.

Tal como já tinhamos escrito em 2005, Dalila Rodrigues era uma carta fora do baralho, e mais tarde ou mais cedo teria que ser "expulsa" do jogo, dado que este é jogado por jogadores habituados, desde há longos anos, a jogar com cartas sebentas e viciadas.

E, afinal, foi isso que veio a acontecer.

Anónimo disse...

PACHECO PEREIRA DISSE ( IN ABRUPTO)

Em toda a campanha interior do PSD deve estar presente que um candidato a dirigente do PSD é um candidato a Primeiro-ministro. Marques Mendes, no seu "passeio" pelo Museu Nacional de Arte Antiga, esqueceu-se disso porque foi dar caução a um acto que é inadmissível numa funcionária pública no exercício das suas funções. Esta é uma questão de Estado, que já o presidente da República tratou com pouco cuidado.

Ao fazer o que fez (e já antes em várias alturas tinha procedido igualmente mal), Dalila Rodrigues colocou-se numa situação insustentável. Não é suposto uma funcionária pública abandonar o dever de lealdade e isenção e, se queria fazer o que fez, poderia muito bem fazê-lo noutra condição, noutro estatuto, de outra maneira. Tudo aquilo era possível, com Marques Mendes visitando o Museu ao lado de Dalila Rodrigues, ambos como cidadãos e políticos, no pleno exercício dos seus direitos, criticando o Governo como entendessem, mas Dalila Rodrigues não poderia estar ali como directora do Museu, mesmo demissionária, nem poderia colocar-se ao lado do líder da oposição na casa do Estado que gere, para atacar o Governo legítimo do seu país. Insisto: é uma questão de Estado.

"Comentário" sistemáticamente apagado neste blogue, por já ter sido publicado, pelo mesmo "corajoso" anónimo, num texto anterior.

Cábulas não são admitidos neste blogue.

Já agora, ilustre anónimo, para quando um comentário que não seja um simples vómito verde, côr das cartas sebentas e viciadas com que está habituado a jogar?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about lucas samaras (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

LUIS RAPOSO, O MEGAFONO DA BRIGADA DO REUMÁTICO, NÃO É INTELECTUALMENTE DESONESTO, É DESONESTO. PONTO. - IV

"Nem mesmo no mais básico dos indicadores (o número de visitantes) pôde Dalila Rodrigues destacar-se, mau grado a intensa barragem publicitária que fez em sentido contrário. Entre 2005 e 2006, o MNAA foi o terceiro museu do MC com maior crescimento percentual de visitantes; e entre 2006 e o 1º semestre de 2007 foi também o terceiro, mas a contar de baixo, com um decréscimo de visitantes assinalável".
in: Luis Raposo - jornal público de 25.8.2007

Luis Raposo, no texto acima transcrito, assume a sua verdadeira face, a de "a voz do dono", na feliz expressão de Alexandre Pomar.

Vejamos.

A afirmação de que no crescimento de visitantes de 2006 face a 2005 o MNAA foi o terceiro "classificado" é inteiramente correcta, mas vejamos do que falamos.

1º - Museu do Teatro
Visitantes em 2005 - 24.943
Visitantes em 2006 - 51.279
Visitantes ganhos - 26.336
Percentagem de crescimento - 106%

2º - Museu da Guarda
Visitantes em 2005 - 4.509
Visitantes em 2006 - 8.792
Visitantes ganhos - 4.283
Percentagem de crescimento - 95%

3º - Museu Nacional de Arte Antiga
Visitantes em 2005 - 104.610
Visitantes em 2006 - 192.452
Visitantes ganhos - 87.842
Percentagem de crescimento - 84%

Como se pode verificar, o megafono Raposo escolhe percentagens para ilustrar o seu raciocínio, "esquecendo", deliberadamente, o facto de antes de percentagens existirem números.

Já agora, e para clarificar ideias, em 2006 face a 2005 a totalidade dos museus sob tutela do fiel serventuário Oleiro registaram um ganho líquido de 242.092 visitantes, tendo o MNAA contribuido com 36% para esse aumento.

E neste periodo, o que aconteceu ao museu "capitaneado" pelo megafono Raposo?

Em 2005 teve 70.266 visitantes e em 2006 conseguiu 61.756 visitantes, ou seja, uma diminuição de 8.570 "clientes", ou cerca de 13%, se preferirem.

Mas estes números, bem como os de 2007 a que o megafono Raposo se refere, exigem análise mais apurada, análise essa a ser feita em textos a publicar ainda hoje e nos próximos dias.

Ai ficarão a saber como o Museu do Teatro conseguiu obter aqueles resultados à custa dos visitantes do Parque do Monteiro-Mór e outras actividades da chamada "contabilidade criativa", e com o total "apadrinhamento" do fiel serventuário Oleiro, que quando questionado pelo Diário de Notícias confirmou estar de acordo com o critério de os visitantes do Parque do Monteiro-Mór serem contados como visitantes do Museu do Teatro (e do Traje, já agora) sem que no entanto tivessem sequer atravessado o espaço do Museu.

Critérios...

OS VISITANTES DOS MUSEUS DO INSTITUTO PORTUGUÊS DE MUSEUS - I


MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA
2002 - 72.725
2003 - 71.793
2004 - 75.696
2005 - 104.610
2006 - 192.452
Nota:Dalila Rodrigues tomou posse como directora do MNAA
em Novembro de 2004

MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA
2002 - 72.404
2003 - 75.129
2004 - 70.266
2005 - 61.756
2006 -102.028
NOTA: Iremos demonstrar, mais tarde, como a "contabilidade criativa" explica os números de 2006.
O director deste museu é o megafono Raposo.

A GESTÃO DE LUIS RAPOSO

E aqui é que elas lhes mordem.

Vejamos os números da gestão de Luis Raposo enquanto director do Museu Nacional de Arqueologia.

Visitantes nacionais totais
2002 - 25.181
2006 - 21245
Diferença = -16%

Visitantes estrangeiros totais
2002 - 37.687
2006 - 55.442
Diferença = + 47%

Escolas (nacionais)
2002 - 5.862
2006 - 9.818
Diferença = +67%

Escolas (estrangeiros)
2002 - 45
2006 - 276 = +513%

Livres e Outros (nacionais)
2002 - 3.164
2006 - 11.161
Diferença = + 253%

Livres e Outros (estrangeiros)
2002 - 465
2006 - 4.081
Diferença = + 778%

Como os números demonstram, a gestão de Luis Raposo foi tudo menos brilhante, excepto nas festas.

Relativamente aos visitantes nacionais, o MNA perde 16% de visitantes face a 2002.
Quanto aos visitantes estrangeiros, Luis Raposo limita-se a "parasitar" os visitantes dos Jerónimos, e mesmo isso mal.
Como se pode constatar pelas fotografias publicadas no passado domingo neste blogue, no exterior do Museu e junto à porta de entrada principal, existem cartazes a anunciar as exposições no interior do Museu.
Nem uma palavra noutro idioma que não o português!
Mais comentários?
É um Director português!

Quanto às escolas, aparentemente verifica-se um enorme progresso neste sector.
Pura ilusão.

Visitantes das escolas (nacionais)
2002 - 5.862
2003 - 9.049
2004 - 8.731
2005 - 7.350
2006 - 9.818

A partir de 2003 Luis Raposo "entra de férias", e em 2004 e 2005 só perde alunos das escolas.
Em 2006 tem um sobressalto (efeito Dalila?) e recupera os números que tinha alcançado em 2003!
Brilhante.

Onde a gestão de Luis Raposo se destingue é nas festas, ele que, conforme afirma no seu texto do passado sábado, até é "avesso" a este tipo de actuação para chamar visitantes aos museus.

Entre 2002 e 2006 cresce de 253% o número de visitantes nacionais "contabilizados" sob a rúbrica "Livres & Outros" e os visitantes estrangeiros crescem de 778%!

Convém recordar que esta rúbrica "Livres e Outros" não tem qualquer tipo de controlo "monetário", e que a atribuição do valor desta rúbrica é da responsabilidade da direcção de cada Museu, que "constroi" os números de uma forma "muito criativa".

Só como apontamento final, no mês de Maio de 2006, o tal mês da festa dos museus, o MNA contabilizou 9.657 visitantes nesta rúbrica (nacionais e estrangeiros) o que, para um total anual de 15.242, representa cerca de 65% destes visitantes.

É uma festa!

Só que esta "festa" contamina, desde 2005 essencialmente, os números de visitantes dos museus tutelados por Manuel Oleiro.

Esta análise fica para um próximo texto.

NÃO PODEMOS ESTAR MAIS DE ACORDO

Anónimo disse...

Estava à espera de encontrar números mas nada. De qualquer modo relembro que os que forem apresentados não é necessário ir a 2001 ou 2002. Importa comparar a evolução durante o tempo que esta directora esteve, ou seja, de 2005/2006. Mesmo descendo no ranking acho que os números não são tudo. ou teríamos espectáculos de música "pimba" nos museus para ter visitantes.

Já esteve mais longe...

Meu caro anónimo: não posso estar mais de acordo consigo.

Legenda da fotografia:
Festa dos Museus no MNA (2007)
Actuação do grupo TOCA A RUFAR, no espaço interior do Museu Nacional de Arqueologia (link)



terça-feira, 28 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about edward weston (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

Anónimo disse...

O que eu gosto mais neste "debate" é a categoria dominante "anónimo" ou "formiga bargante", que vai dar ao mesmo...
Dremonstra a elevação de tudo isto e, sobretudo, a grande coragem dos seus intervenientes (se nem coragem têm para uma merda destas, então o que será para coisas sérias). Aliás, anónimo e formiga bargante fazem, tristemente, parte da nossa História recente mais sinistra (a PIDE, a STASI, etc. ).
Ao mesmo nível, ou ainda mais baixo, está o saloio abaixo assinado, cuja credibilidade e grande "honestidade intelectual" (do tipo formiga bargante) é notório: desde Picasso a um tal Jerónimo Broche, passando por Nossa Senhora de Fátima ou mais de 20 assinaturas dum inefável José Alberto Seabra, não falando na própria Prof. Dra. Dalila, vale tudo! Puta que os pariu!
Nota: para não destoar, até parecia mal, anónimo sou.
Obviamente que este comentário não passará no crivo "honesto" do proprietário intelectual deste blog.

CHAMADA DE ATENÇÃO, AOS ANÓNIMOS DESATENTOS

No cabeçalho deste blogue consta o meu nome: Fernando Gonçalves.
Se já estão tão "desesperados" com os primeiros números aqui publicados, então esperem pelos próximos...

LUIS RAPOSO, O MEGAFONO DA BRIGADA DO REUMÁTICO - III

"Antes de tudo, o essencial: existe de facto uma crise de crescimento dos museus nacionais, conhecida do grande público pelo menos desde que, há cerca de dois anos e meio, os tais directores timoratos resolveram tomar posição, com eco tal que até Marcelo Reblo de Sousa disse então "não lembrar ao careca" ter de fechar salas, por falta de pessoal. Acontece, porém, que as situações reais de crise constituem também terreno fértil para todo o tipo de oportunismos. Bastaria surgir alguém com suficiente ânsia de vedetismo, sempre à espera de ser bafejado pela sorte no virar de qualquer esquina da sinuasa estrada política em que vivemos, e cuja relação com os museus fosse meramente instrumental, para que a cartada clássica da vitimização fosse lançada. E é isto o que, de toda a evidência, se passou com a actuação e subsequente afastamento de Dalila Rodrigues do MNAA"
in:Luis Raposo - jornal público de 25.8.2007

Afinal, parece que as férias de Luis Raposo começaram, pelo menos, desde que tomou posse como director do Museu Nacional de Arquelogia.
Afirma Luis Raposo que, citamos "existe de facto uma crise de crescimento dos museus nacionais, conhecida do grande público pelo menos desde que, há cerca de dois anos e meio, os tais directores timoratos resolveram tomar posição, com eco tal que até Marcelo Reblo de Sousa disse então "não lembrar ao careca" ter de fechar salas, por falta de pessoal".

Sucede que a crise dos museus portugueses é muito mais antiga, vem, pelo menos, do início dos anos 90, e essa crise não reside só na falta de vigilantes para os museus.

Essa crise, de responsabilidade de vários governos mas sempre com a cumplicidade dos directores de museus, que se arrastam no cargo de forma escandalosa, tem raizes muito mais profundas, que se traduzem na falta de investimento no enriquecimento das colecções ou na conservação dos edifícios, na falta de investimento na formação e valorização dos quadros dos museus e, não menos importante, no total desprezo/impunidade como os directores de museus encaram as suas responsabilidades para com os visitantes dos seus/nossos museus.

Como se estes aspectos não fossem, só por si, suficientemente graves, instalou-se, nos últimos anos, uma política de manipulação de dados no antigo IPM e actual IPC, de forma a fazer crêr que, apesar das dificuldades, os portugueses se estavam a reconciliar com os seus Museus.

Pura mentira e, repetimos, com a total conivência da corporação dos directores de museus.

Antes de entrar na análise dos números que sustentam a nossa afirmação anterior, um aviso prévio indispensável.

Nos elementos tornados públicos pelo IPM (actual IPC) relativos aos visitantes dos museus nacionais, existem duas categorias de números que é fundamental separar.

Por um lado, existem números relativos às entradas nos museus que correspondem a bilhetes efectivamente vendidos, o que torna esses números perfeitamente crediveis, dado que ninguém está a vêr um director de museu colocar dinheiro do seu bolso para aumentar o número de visitantes.

Por outro lado existem outros números, nas categorias "Livres e outros" e "Outros", que não representam qualquer tipo de ingresso monetário, e nos quais se incluem as visitas aos jardins, às cafetarias e outro tipo de anexos dos museus, sem que os visitantes tenham que passar pelas instalações dos museus e sem que ninguém tenha controlo sobre os mesmos, a não ser a direcção de cada museu. Mas sobre este tema falaremos noutro dia, agora vamos aos números.

Visitantes totais dos museus nacionais, por anos:

2002 - 1.031.323
2003 - 958.953
2004 - 918.208
2005 - 927.389
2006 - 1.169.481

Como se pode verificar, entre 2002 e 2005, existe uma acentuada perca de visitantes que, por artes milagrosas, são recuperados, e por larga margem, em 2006.

Verdade? Não, mentira.

Os números são aqueles, mas esses mesmos números escondem outra realidade, realidade essa alimentada e silenciada pelos directores dos museus que agora se mostram tão ofendidos com Dalila Rodrigues

Vejamos os mesmos números, retirando-lhes os famosos "Livres e Outros" e "Outros", comparando 2002 e 2006

2002
Visitantes totais - 1.031.323
Livres e Outros - 136.905
Resultado - 894.418

2006
Visitantes totais - 1.169.481
Livres e Outros - 259.209
Resultado - 910.272

Ou seja, e isto sem uma análise mais fina, o aumento de visitantes "PAGANTES" cifrou-se em 15.854, ou seja, menos de 2%.

Em contrapartida os ingressos não pagos, os tais "Livres e Outros" e "Outros", passaram de 136.905 em 2002 para 259.209 em 2006, ou seja, um aumento de cerca de 90%

E no meio deste verdadeiro festival de "contabilidade criativa" levada a efeito pelo IPM, como se comportou o museu dirigido por Luis Raposo, o tal que afirma ser contra aquilo que escreve, transcrevemos "... as festanças do tipo olé-olé"

Em 2002 as entradas correpondentes a "Livres e outras" e "Outras" foram de 3.629, e de 15.242 em 2006, ou seja, um aumento de 320%!

Mas para podermos apreciar devidamente "a falta de apetite" de Luis Raposo por festas, vejamos os mesmos números relativos ao mês de Maio de 2002 e 2006, mês em que se realiza a Festa dos Museus.

Em 2002, e em Maio, entraram no MNA contabilizados por aquelas duas categorias 129 visitantes.

Em 2006, e também em Maio, entraram 9.657 visitantes, ou seja, um acréscimo de 7.386% face a 2002!

E para finalizar por hoje, mais um pequeno detalhe:

Só as entradas em Maio de 2006 no MNA naquelas duas categorias de visitantes correspondem a cerca de 65% do total do ano.

Isto para quem, como Luis Raposo, não aprecias festas, não está mal.

Esta é só uma pequena introdução sobre a forma como Luis Raposo manipula os factos, seguindo as pisadas do seu chefe, o Fiel Serventuário Oleiro.

Portanto, estamos perfeitamente seguros quando afirmamos que Luis Raposo é, no mínimo, intelectualmente desonesto.
Continua

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about peter gasser (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

AVISO À NAVEGAÇÃO

Desde há já duas semanas que Paulo Moura, (repórter, como ele gosta de se intitular) tem vindo a publicar no caderno P2 do jornal Público, crónicas da sua viagem pela
Estrada Nacional 2
,
relatando, de forma admirável, um outro Portugal que teimamos em ignorar.

Só para vos aguçar o apetite
(que no Público não se publicam sómente as merdas dos Luises Raposos de serviço),
aqui fica o final da crónica de hoje.

"O juiz disse que eu era atrasado mental. Eu? Atrasado mental?
Deus me livre. Sei muito bem orientar a minha vida.
Fui fazer testes em Santarém. Mas foi só conversa.
Façam estudos à minha cabeça. Então digam que sou maluco.
Agora só palavras, e concluem que sou atrasado mental?
Meus ricos filhos"


NÃO PERCAM!

LUIS RAPOSO, O MEGAFONO DA BRIGADA DO REUMÁTICO - II

"No regresso de férias, verifico que as primeiras semanas de Agosto foram férteis em tomadas de posição recriminatórias da não renovação do mandato directivo de Dalila Rodrigues à frente do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). Neste afã laudatório, houve quem se atrevesse a dizer que a posição comum tomada pela maior parte dos directores dos museus do Ministério da Cultura (MC), entre os quais me conto, há muito conhecida no mundo dos museus e maduramente reflectida, resultaria simplesmente de terem os seus lugares em risco, lembrando os tampos da ditadura. Claro que "não ofende quem quer, mas apenas quem pode". E, pelo menos no que me diz respeito, não reconheço a nenhum dos tais esforçados plumitivos, uns do tipo "tenho opinião para tudo", outros simplesmente mundanos, nem o estatuto intelectual, nem a vivência cívica capazes de sequer me incomodar. Mas porque a insídia pode causar impacte juntos dos menos avisados, julgo que é chegado o momento de, por esta via, colocar alguns pontos nos is."
in: Luis Raposo - jornal público de 25.8.2007

Esta primeira transcrição do texto de Luis Raposo (outras se seguirão), tem o condão de elucidar dos caminhos que este ilustre director de Museu Nacional decide percorrer no seu texto, relativo ao afastamento de Dalila Rodrigues do MNAA: o insulto fácil, o deslumbramento com a sua pessoa e a desonestidade intelectual manifesta na forma como distorce a realidade para tornar crediveis os seus pseudo-argumentos.

Vejamos algumas das afirmações de Luis Raposo contidas nesta transcrição.

"E, pelo menos no que me diz respeito, não reconheço a nenhum dos tais esforçados plumitivos, uns do tipo "tenho opinião para tudo", outros simplesmente mundanos, nem o estatuto intelectual, nem a vivência cívica capazes de sequer me incomodar".

Decerto que Luis Raposo já estaria de férias quando um pequeno grupo de pessoas de várias formações e quadrantes políticos compareceu à porta do MNAA, para manifestar a Dalila Rodrigues a sua solidariedade.

Caso não estivesse de férias, certamente que veria entre os presentes pessoas como Nuno Júdice ou Jorge Molder, Augusto M.Seabra ou João Marques Pinto, ou ainda Manuel Graça Dias ou Manuel Costa Cabral, entre outros.

Mas Luis Raposo já estaria de férias, certamente, dado que nem sequer deve ter tomado conhecimento de um movimento de apoio a Dalila Rodrigues na net, que reuniu nomes como Eduardo Souto Moura ou Natcho Checa, Manuel Luis Cochofel ou Maria Nobre Franco, Daniel Blaufuks ou Fernanda Lapa, Julião Sarmento ou Aquilino Ribeiro Machado, ou, ainda, Vicente Todoli (actual director da Tate Modern, depois da sua passagem por Serralves) ou Gearoid Conchubhair (do National College of Art and Design-Dublin), entre muitas e muitas centenas de outros nomes.

Mas, a todas estas pessoas Luis Raposo não reconhece "nem o estatuto intelectual, nem a vivência cívica capazes de sequer me incomodar".

Valeria a pena perguntar a Luis Raposo quem teria "estatuto intelectual ou vivência cívica" para o incomodar, mas não vale a pena.

Luis Raposo despreza e insulta as pessoas referidas e muitas, mas mesmo muitas outras, para se sentir bem integrado e acompanhado pela "Brigada do Reumático".

Clarificados, assim, os caminhos que Luis Raposo decide percorrer neste seu longo artigo de opinião, continuamos amanhã.




AS PALAVRAS DOS OUTROS
Alexandre Pomar

O CASO DALILA RODRIGUES E A VOZ DO DONO

Nem sempre apreciei o estilo, as afirmações e orientações de Dalila Rodrigues, mas sei que se bateu pela conquista de alguma dignidade para o Museu Nacional de Arte Antiga, quando eram indignas as condições de funcionamento consentidas pela tutela a este e a todos os museus centrais. A projecção pessoal por que se bateu e que alcançou era a sua arma principal na afirmação do Museu quando os outros meios falhavam e num contexto em que a imprensa só se mobiliza em torno de causas ou de figuras "mediáticas". A coragem que demonstrou publicamente durante a crise da falta de vigilantes, trazendo o escândalo para os telejornais, não tem paralelo fácil no panorama cinzento e timorato da administração.

Depois do infame abaixo-assinado corporativo em que a maioria dos seus colegas directores de museus do IPM-IMC veio demasiado rapidamente dar cobertura ao erro político do Ministério, e excluir um director vindo da Universidade, o seu mentor apareceu a terreiro no Público (25-08) a tentar justificar o inadmissível. Não veio pôr os pontos nos ii, só o acento no i de Luís (Raposo).

Em alguns momentos anteriores (há mais de dez anos) foi...
link

IMAGENS DE UM DOMINGO, EM BELÉM.
(pressione as imagens, para ampliar)
















Entrada para o Mosteiro dos Jerónimos, cerca das 12 horas


















Entrada para o Museu Nacional de Arqueologia, à mesma hora.
As entradas distam cerca de 100 metros uma da outra.
Existe outro acesso para o MNA, junto à porta dos Jerónimos
mostrada na foto anterior


















Interior do Museu Nacional de Arquelogia, dez minutos mais tarde.

domingo, 26 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA


















about qiu zhijie (link)

SoSo - Revista de Arte e Assim (Agosto de 2007)

- notícias do mundo da arte -


Esgrima Cultural provoca dois feridos graves
Duas pessoas ficaram gravemente feridas e outras duas tiveram de receber tratamento hospitalar, quando na Rua dos Condores de Cima na aldeia de Lavares de Baixo, dois homens de cerca de 60 anos travaram uma batalha corpo a corpo frente ao café onde todas as tardes viam os carros passar. Segundo uma testemunha os dois homens começaram a discutir por causa de uma visita ao Museu Berardo, incluída nas visitas que a Junta de Freguesia organizou para a terceira idade, tendo em vista as próximas autárquicas e que contemplava entre outros um ciclo de cinema sueco na Culturgest e um concerto de Shostakovich na Gulbenkian.

A mesma testemunha adiantou que os dois idosos terão começado por esgrimar argumentos acerca de um Mark Rothko presente na colecção Berardo e acabaram a agredir-se fisicamente. “Um deles dizia ser impossível que a pintura gestual tivesse abandonado Rothko ou que este a tivesse abandonado. Negou-se também a admitir a possibilidade da pintura gestual não ser agressiva. O outro referia-se a Rothko como o domesticador da pintura gestual e daí a não agressividade da mesma na sua própria obra”, referiu a mesma fonte que preferiu manter-se anónima com medo de represálias por parte dos outros idosos que foram no passeio. Os dois feridos ligeiros, um rapaz e uma rapariga que naquele momento passavam depois de destruírem uma plantação de milho transgénico, provocaram os dois idosos dizendo “depois do cubismo, toda a arte é menor o que, como é óbvio, causou grande exaltação”, contaram-nos. Um dos idosos trazia consigo um florete e o outro um sabre.



Mark Rothko
Terra e Verde
Galeria Beyeler, Basileia


Nietzsche, Pollock, Mark Twain e Deus
Amanhã à noite, no Sheraton Verbo Divino na terceira nuvem à direita a contar do trono de S. Pedro, no elegante “Bairro dos Artistas Mortos”, irá realizar-se um jantar de apoio a Jackson Pollock que esta semana foi vítima de infâmia e perjúrio. O reputado pintor que esteve quase a não entrar no Céu por causa do seu problema com o álcool, recebeu a notícia de que na Terra havia ainda quem duvidasse que estava morto e por isso iriam sujeitá-lo a posts intermináveis em blogs sem interesse e caixas de comentários quase vazias. Para além disso Pollock teria de voltar a pagar impostos, fazer talvez um programa de reabilitação e colocar as mãos no Passeio da Fama, vá-se lá saber porquê.

Entre os apoiantes de Pollock estarão outras personalidades do mundo das artes plásticas como Sol LeWitt (ainda a ambientar-se), Nam June Paik e o sempre presente Warhol. Marylin Monroe e Elvis Presley não quiseram deixar de se associar a esta iniciativa, bem como a Princesa Diana acusando os blogs de os terem ressuscitado por várias vezes levando as pessoas a afirmar que os viram.


Hans Namuth
Jackson Pollock
1951


Morrer de tédio
Os museus portugueses não estão a ser assaltados, mas as obras de arte que se encontram lá dentro são cada vez em menor número. Este fenómeno deve-se às últimas medidas da Ministra da Cultura que não tem dado descanso aos meios de comunicação social, ao público, à classe crítica, mas tem no entanto ajudado à propagação do vírus. As obras de Tomás da Anunciação na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, de Grão Vasco no Museu de Lamego e duas estátuas de Leopoldo de Almeida no Museu José Malhoa estão a morrer de tédio. O número de visitantes é diminuto e apesar dos esforços do pessoal responsável pela Conservação e Restauro destes museus e de um grupo muito competente de psiquiatras que tem ouvido as obras moribundas, continua a ser impossível explicar qual a origem do vírus. “Não conseguem fazer amizade com o bicho da madeira, com o cheiro a bafio nem com as teias de aranha”, contou Armando Celrfield, especialista neste tipo de casos. “Já não via obras de arte a morrer de tédio desde, desde... o Concílio de Trento. Eu estive lá. Não sei o que pretende fazer a Srª. Ministra, mas estas obras são como modelos, precisam de ser apreciadas todos os dias e os visitantes destes e de outros museus são cada vez em menor número. A continuar assim teremos de lhes passar um atestado médico para se irem tratar num SPA cultural em Marselha”.
José Malhoa
Conversa com o vizinho
1932
Museu José Malhoa

AS PALAVRAS DOS OUTROS

O CACHIMBO DE MAGRITTE - BLOGUE
Uma baixeza

O artigo de Luís Raposo, Director do Museu Nacional de Arqueologia, no Público de hoje, é simplesmente vergonhoso. Não porque tenta justificar o injustificável, a demissão da ex-directora do MNAA Dalila Rodrigues, mas porque insulta todos os que têm outra opinião, pressupõe a própria superioridade moral e intelectual, auto-elogia-se, insinua erros que não aponta, fala de números sem números e, sobretudo, faz ataques pessoais do princípio ao fim ("oportunismo", "ânsia de vedetismo", "vitimização", "relação meramente instrumental com os museus", "projectos de ambição pessoal", "parasitagem dos acervos", "obsessão por cair nas boas graças da movida nocturna e dos media": eis alguns dos mimos que dedica à sua ex-colega).
Em suma, uma baixeza vomitada pelo puro ressentimento.
E, como se não bastasse,...
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DEFENDER O QUADRADO - BLOGUE
Direito à indignação
No Público de ontem saiu um artigo assinado por Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e signatário de um abaixo-assinado que se demarcou das afirmações de Dalila Rodrigues, posto a correr por altura do episódio da não renovação da comissão de serviço, como directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).
O artigo é duro e demolidor, arrasando muito do que foi dito sobre a performance de Dalila Rodrigues nesse cargo, sobre as suas posições no que respeita a lei de financiamento dos museus, a sua pretensão relativamente à autonomia financeira do MNAA e sobre as suas posições anteriores, noutros aspectos da política cultural deste governo. É, sem dúvida, um ataque pessoal, que responde passo por passo ao que tinha sido divulgado nos media, fundamentado e concretizado.

Numa pesquisa pela Internet, dei apenas por...
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INDUSTRIAS CULTURAIS - BLOGUE
A exposição de sapatos não é uma exposição
Li nos jornais que o Museu Nacional do Traje e da Moda tinha uma exposição temporária sobre sapatos. Estando a preparar material de estudo sobre o assunto, dirigi-me lá, com a forte expectativa de obter informações valiosas.
A exposição resume-se a cinco vitrinas numa sala acanhada e sem ventilação (a manhã de hoje estava fresca mas no interior não se podia ficar muito tempo), entre a sala da recepção e a entrada para o corpo central do museu.
Nem uma só etiqueta inventariando os escassos pares de sapatos, alguns em mau estado de conservação. Uma empregada veio ter comigo dizendo que...
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Nota formiga bargante: Madalena Bráz Teixeira, directora deste museu, é uma das subscritoras do "manifesto" da Brigada do Reumático.

O TEJO, COM A TORRE DE BELÉM AO FUNDO, VISTO DO JARDIM DAS OLIVEIRAS, DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM.
















E É AO AUTOR DESTE PROJECTO, ARQ. MANUEL SALGADO, QUE O PELOURO DO URBANISMO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA ESTÁ ENTREGUE...
(ckique na imagem, para ampliar)

sábado, 25 de agosto de 2007

LUIS RAPOSO, O MEGAFONO
DA BRIGADA DO REUMÁTICO - I


Luis Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, em artigo de opinião publicado hoje no jornal Público, desfere um violento ataque pessoal a Dalila Rodrigues, ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga.

Signatário do abaixo-assinado de 16 directores de museus que tornaram público o seu apoio à actual política desenvolvida para o sector pelo Ministério da Cultura, através do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), Luis Raposo assume "as dores" de um conjunto de profissionais que, desde há já muitos anos, nada têm feito pelos Museus Nacionais e cujo trabalho não é publicamente avaliado, o que tem conduzido à permanência no lugar de directores de museus que a prática tem vindo a demonstrar que, em lugar de servirem as instituições que dirigem, se têm servido delas para os mais variados tipos de proveito pessoal.

Luis Raposo, na argumentação utilizada, demonstra o cinzentismo salazarento que campeia na instituição capitaneada pelo fiel serventuário Oleiro, o IMC.

Mas Luis Raposo não se fica pelo cinzentismo salazarento, e é intelectualmente desonesto em grande parte da pouca argumentação utilizada para atacar Dalila Rodrigues.

Finalmente, e dado que este texto já vai longo (e hoje é sábado...) não queremos deixar de realçar a "repulsa" que Luis Raposo sente pela forma como Dalila Rodrigues conseguiu, em tão pouco tempo, transformar uma instituição moribunda, o Museu Nacional de Arte Antiga, num Museu vivo, ao qual as pessoas sentiam prazer em se deslocar, fosse para visitar a exposição permanente, as exposições temporárias, os encontros ao fim da tarde, ou, suprema heresia, as duas festas que Dalila Rodrigues promoveu nos dias das chamadas "Festas dos Museus".

E é esta "repulsa" um dos traços mais distintivos da "prosa" de Luis Raposo, dado que, para ele, os museus são lugares destinados aos iniciados/conhecedores e aos amigos (sejam dos museus ou não...) e sempre que se esboça uma aproximação mais "terrena" no mundo dos museus, Luis Raposo estremece de pavor.

E a razão é muito simples.

Quantas mais pessoas se interessarem e visitarem os museus, quantas mais pessoas se preocuparem com a gestão da coisa pública, e no caso particular os museus, mais depressa as redes de favorecimento mútuo e incompetência se tornam notadas, e mais depressa os "notáveis" 16 directores de museus mais conhecidos como a Brigada do Reumático verão o seu trabalho escrutinado e devidamente avaliado.

E é disto que Luis Raposo e os seus colegas têm medo: que a "populaça" faça perguntas!
(continua)


..."Todos juntinhos, solidários e pobrezinhos, não é? Pensam que os museus são
uma espécie de associação de bairro para fazer excursões mais baratinhas?
Um debate público sobre missões, objectivos e modelos de gestão
nos museus públicos portugueses já!"...
Comentário anónimo (é pena!) das 18.51

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















Loyal Versace patrons, at a private event at the Versace Store in Beverly Hills, California.
about lauren greenfield (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

Oh! el cristal de los ojos
que se rompe y nos mira
estupefacto
de haber vivido como un hombre
y ser ahora un artefacto
para olvidar que fuimos hombres
para olvidar la fecha de nacimiento
y el rito sepulcral de mi muerte
a las seis, siempre a las 6
que es la hora de olvidar que hemos nascido
y que invitamos a almorzar a un desconocido.
Leopoldo Maria Panero
Poemas de la locura

link & link

BORN IN THE U.S.A.





















about shirin neshat (link)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















about richard kalvar (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

"BERARDIZAÇÃO?"
Textos, polémicos, de Alexandre Pomar

O que será a "berardização" da cultura"? Foi o Óscar Faria, regressado do seu "grand tour", que usou ou propôs o conceito (de facto, não sei se é a proposta é inédita,mas partamos do princípio que sim). Foi no Público de dia 17 de Agosto, na pág. 52 do Ípsilon - aliás, as questões levantadas pelo tema de capa (a cena alternativa do Porto) são também relevantes, mas a escrita está preguiçosa.
A ideia tem algum sentido ou é uma facilidade que cobre enganos de apreciação ou erros de alcance teórico, cultural ou político? Pode valer a pena examinar isso (sem querer ter ou parecer ter qualquer intenção polémica, ou sem esperar resposta do próprio Óscar, que terá mais que fazer).
Continuar a lêr AQUI

O que será a "berardização" da cultura"? 2ª aproximação, tentando ir direito ao assunto.

Não sei o que o Óscar Faria quer dizer com a sua frase (Ípsilon/Público, 17 de Agosto, pág. 52)

"Num momento em que se assiste a uma "berardização" da cultura, com todas as consequências que daí advêm - nomeadamente a hipervalorização de um acervo que tem sido constituído em função do mercado, sempre especulativo, e sustentado por questões de oportunidade; por oposição a uma planificação exigível a um museu -, o descontrole parece total. Daqui a dez anos, quando terminar o contrato com o comendador, que tem uma verba pública disponibilizada para aquisições, quais serão as alternativas entretanto criadas pelo Estado?"

mas entende-se que lhe atribui um sentodo negativo.
Ora para mim a "berardização" da cultura tem um conteúdo ou sentido essencialmente positivo, e é mesmo o que de melhor tem ocorrido nesta área, para além da aplicação do chamado PRACE que veio inverter a ambição megalómana da anterior reforma da administração do sector, há dez anos, reduzindo o seu aparato burocrático e os seus custos (pelo menos é o que se espera).

Em termos gerais, a "berardização" da cultura significa a intervenção directa da vontade e dos meios de acção de um particular afortunado (é a iniciativa privada, se se quiser), com a intenção de suprir carências do país e as incapacidades dos poderes públicos, estabelecendo com estes as parcerias necessárias à prossecução daqueles objectivos.
Continuar a lêr AQUI

LA CALLE ES MIA
Rosa Olivares

Eso es lo que parecen pensar cantidad de gestores culturales, comisarios, artistas y todo tipo de personajes que se dedican a llenar nuestras calles, parques, montes y rotondas de objetos más o menos artísticos, más o menos interesantes, y de llenar nuestros calendarios de encuentros, simposios, congresos, etc., sobre arte público. Realmente es una situación curiosa, es como si no supiéramos qué hacer con unas ciudades en las que, tal vez, el urbanismo y la arquitectura no han sabido completar su círculo de habitabilidad. Algo falta, al parecer. O tal vez sea la añoranza del monumento, de esos héroes que ya no pueden existir pues no hay más tierras que conquistar, ni más países que liberar, ni más guerras que ganar. Después de miles de esculturas al soldado desconocido, pasamos a ver otras tantas en homenaje a la democracia, a la constitución, y más recientemente, a las víctimas. Testimonios que la sociedad no reclama más allá de un círculo relativamente pequeño de afectados o interesados. Por qué las ciudades se empeñan en decorar las rotondas de entrada con esculturas inapropiadas que a nadie interesan y que nadie puede ver mientras conduce preocupado por otras cosas, sigue siendo un misterio solamente aclarado parcialmente por los espléndidos presupuestos que se destinan a...
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















urban fiction - xing danwen (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006


MAIS DEPRESSA SE APANHA UM MENTIROSO
DO QUE UM COXO


A 17 de Agosto tem lugar um dia de acção contra os transgénicos, sob o lema NÃO À COEXISTÊNCIA, SIM À RESISTÊNCIA!, no âmbito do Ecotopia, um dos maiores encontros de activismo pelo ambiente da Europa. Esse dia de acção sera preparado no dia anterior, 16 de Agosto, quando terão lugar workshops de formação sobre o tema dos transgénicos. Este dia de acção contará com acções descentralizadas, directas e criativas, pelo que desde já são convidad@s a pensar a vossa própria acção ou a juntar-se com outr@s activistas durante o Ecotopia para formar grupos de afinidade.
Iniciativa organizada por:Gaia (link)


O GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) e a EYFA (European Youth For Action), organizações coordenadoras do ECOTOPIA 2007 em Aljezur, desmentem qualquer envolvimento na acção promovida pelo Movimento VERDE EUFÉMIA no passado dia 17 em Silves.

A Organização do evento desconhecia a ocorrência da acção, sendo por isso desresponsabilizados pela sua ocorrência nem pela mobilização d@s manifestantes.(link)



back to business:

- Um livro ("Meetings" com fotografias de Paul Shambroom)
link

- Um fotógrafo
link

- Um disco
link

- uma música (Somewhere in space, Sun Ra)


- Um grande artigo sobre Sarkozy
link

- Um filme
link

PEDITÓRIO NACIONAL
"IDEIAS CRIATIVAS"* PARA AJUDAR AS FINANÇAS
DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA


Coloque as suas "ideias criativas"* na caixa de comentários e, diáriamente, as mesmas serão acrescentadas à lista encabeçada pelas propostas de Sá Fernandes.

Vá lá, não sejam timidos, trata-se de uma emergência nacional!

LISTAGEM DE "IDEIAS CRIATIVAS"*


1º - Vinhos de mesa com a marca LISBOA, produzidos na Tapada da Ajuda.
(autor: Sá Fernandes)
2º - Azeites com a marca LISBOA, produzidos na Tapada da Ajuda.
(autor: Sá Fernandes)
3º - Comecialização de ameijoas capturadas no Rio Tejo.
(autor: Sá Fernandes)
4º - Corvinas pescadas no rio Tejo.
(autor: Sá Fernandes)
5º - "Brigadas Radicais" com a marca LISBOA, capitaneadas por Miguel Portas, para acções de "agitação social" e constituidas por pessoal excedentário da CML.
(autor: Formiga Bargante)
6º - Que tal aplicar uma taxa sobre as moedas recebidas pelos arrumadores, digamos 50%, recolhida pelos EMELGAS, em todos os locais onde a gestão do espaço de parqueamento urbano é feita pelos profissionais liberais em detrimento da EMEL.
(autor: joão tiago tavares)

* - Segundo o conceito Sá Fernandes

A NÃO PERDER
Sexta-feira 24 de Agosto às 23h
ZÉDOSBOIS

Mikado Lab é o mais recente projecto do experimentalista Marco Franco, onde a improvisação é componente fundamental. Segundo Franco, épico, delicado, sónico, frenético, poético, diurno e nocturno são algumas das coordenadas que, apesar de aparentemente contraditórias, caracterizam a música do trio. Para breve está prevista a edição do primeiro álbum, que contará com as participações de Mário Laginha e Chris Speed.
LINK

"TERREIRO DO PAÇO SEM CARROS AO DOMINGO"
OU, MAIS DO MESMO.


"No local passarão a estar ao dispor dos lisboetas, aos domingos, actividades como exposições, ciclos de cinema, jogos tradicionais, palestras e passeios de divulgação científica. Além disso haverá feiras do livro, uma biblioteca itinerante, postos de aluguer de bicicletas, skates, patins e passeios a cavalo.
in: jornal público de 22.8.22007 (link)

Beck's Fusions - Pod Experience - 10 Artists Announced
LONDON.-The Institute of Contemporary Arts (ICA) in collaboration with Beck’s announce the 10 multimedia artists who will be creating unique audio visual installation pieces for the Beck’s Fusions Experience “Pod”, part of the Beck’s Fusions season, a series of events uniting leading musicians and artists across the UK and challenging them to create new and original works of art and performance.

Completely open and free to the public the touring Pod, measuring 26m x 10m, will be unveiled 6 September in Trafalgar Square and host audio-visual installations from 10 varied and talented visual artists from the Turner prize short-listed Jane and Louise Wilson to Beck’s Futures Student Film and Video winner Douglas Fishbone and include new talent such as digital artist Lia and internet based Oliver Laric. From mid-September the Pod will then travel to Dublin, Manchester and Glasgow.
continuar a lêr AQUI

Prenunciando uma linha de actuação preguiçosa e populista, nomeadamente no sector cultural, António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, anuncia com grande pompa e publicidade um programa para a mais nobre praça do país, programa esse que vaí desde passeios a cavalo até aos patins, do tai chi ao "cinema em postos de visionamento individual" (?), ou do aluguer de bicicletas aos skates.

Não indo tão longe como a iniciativa anunciada acima, a colaboração do Institute of Contemporary Arts com Beck, sabemos de muitas iniciativas que poderiam ser propostas para a Praça do Comércio a custos muito, mas mesmo muito baixos.

Afinal, era capaz de não ser muito dificil estabelecer parcerias público/privadas (CML, Gulbenkian, Serralves, com apoios mecenáticos de bancos, entre outros) para construir uma proposta dinâmica e "cosmopolita" (como agora é de bom tom escrever...) digna do espaço mais nobre da capital do país.

Mas, são os políticos que temos.

Até causa arrepios a falta de dimensão e ambição desta gente.


BORN IN THE U.S.A.


















about matt gunther (link)

HOME

Previously limited and somewhat neglected as a focus of academic scrutiny, interest in home and domesticity is now growing apace across the humanities and social sciences (Mallett; Blunt, “Cultural Geographies of Home”; Blunt and Dowling). This is evidenced in the recent publication of a range of books on home from various disciplines (Chapman and Hockey; Cieraad; Miller; Chapman; Pink; Blunt and Dowling), the advent in 2004 of a new journal, Home Cultures, focused specifically on the subject of home and domesticity, as well as similar recent special issues in several other journals, including Antipode, Cultural Geographies, Signs and Housing, Theory and Society. This increased interest in the home as a site of social and cultural inquiry reflects a renewed fascination with home and domesticity in the media, popular culture and everyday life. Domestic life is explicitly central to the plot and setting of many popular and/or critically-acclaimed television programs, especially suburban dramas like Neighbours [Australia], Coronation Street [UK], Desperate Housewives [US] and The Secret Life of Us [Australia]. The deeply-held value of home – as a place that must be saved or found – is also keenly represented in films such as The Castle [Australia], Floating Life [Australia], Rabbit-Proof Fence [Australia], House of Sand and Fog [US], My Life as a House [US] and Under the Tuscan Sun [US].
But the prominence of home in popular media imaginaries of Australia and other Western societies runs deeper than as a mere backdrop for entertainment. Perhaps most telling of all is the rise and ratings success of a range of reality and/or lifestyle television programs which provide their audiences with key information on buying, building...
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