quinta-feira, 31 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















about PHILIP LORCA diCORCIA (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

SOB O SIGNO DA VERDADE - O ELOQUENTE "CASO SALGADO" - VIII

Dois dias depois vejo no Expresso uma chamada de 1ª página a dizer que M.Salgado me retirava o seu apoio, e a alegar "deficiências de carácter" minhas, como base da sua decisão. E, na p.7, um pequeno mas venenoso texto de Ângela Silva amparava a pequeníssima carta que o Expresso, entretanto, transformara (com a cumplicidade do próprio, suponho) em minúsculo artigo de opinião, mas que intitulara garrafalmente "a vilania".

É um texto de intencionais meias-verdades, que revela ambições secretas e esconde frustrações óbvias, e, sobretudo, de uma evidente hipocrisia, uma vez que não diz uma palavra sobre a matéria que realmente estava em causa, ou seja, como é que - sem trapaça - ele resolveria o grave conflito de interesses que efectivamente existia entre os seus negócios privados e o exercício de um cargo público na Câmara Municipal de Lisboa.
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, páginas 121 e 122

LEITURAS CRUZADAS

GRANDES PROMOTORES DA CAPITAL CLIENTES DE SALGADO
O arquitecto Manuel Salgado, número dois da lista de António Costa (PS) à câmara de Lisboa, tem entre os seus clientes alguns dos principais promotores imobiliários da cidade: Stanley Ho, Luís Filipe Vieira, grupo Espírito Santo, BPI, BPN e a empresa da promoção imobiliária da autarquia, a EPUL.

A lista foi ontem divulgada pelo próprio Manuel Salgado, que garantiu que, se o PS ganhar as eleições, se irá "desvincular" do seu atelier ("Risco"), alienando a "totalidade das participações, directas e indirectas" que nele detém.

Entre os projectos de Salgado cuja apreciação passará pelo próximo mandato camarário está o plano de pormenor do quarteirão nas traseiras da gare do Oriente. O promotor é a Turifenus, empresa que pertence à Sociedade Lusa de Negócios, a holding proprietária do Banco Português de Negócios (BPN). O projecto prevê a construção daquela que será a maior torre de Lisboa, com mais de 110 metros de altura.

Outros clientes do arquitecto são Stanley Ho (Alta de Lisboa), Luís Filipe Vieira (plano de pormenor da Matinha) e o Grupo Espírito Santo (Olivais Norte). Também projectou a reconversão do convento do Beato.

Se o PS ganhar, Manuel Salgado será o titular do pelouro do urbanismo. Os próprios Paços do Concelho estarão rodeados de obras suas: o projecto de remodelação do edifício do BPI na praça do Município é seu e está em apreciação na câmara. Concorreu também à remodelação do Banco de Portugal, ao lado da câmara.
in: diário de notícias de 31.5.2007 (link)

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas























about bruce davidson (link)

LET´S ALL GO TO THE LOBBYISTS

Rep. John Murtha called the Lobbying Transparency Act "total crap." Then the Pennsylvania Democrat voted for it, along with 381 of his colleagues, many of them equally afraid of appearing to oppose transparency.Rep. James Moran (D-Va.), who also joined the majority, worried that the bill, which requires lobbyists to disclose the campaign contributions they gather for politicians, would make fund raising harder. "I don't know what we're supposed to do," he said, "except cold call all the people in the phone book in our districts." There's something to be said for making members of Congress spend their days begging for money over the phone, which might teach them humility and...
link

À ATENÇÃO DOS NOSSOS AMIGOS ARQUITECTOS
(nunca se sabe que tipo de cliente pode bater à porta)

Baghdad US Embassy

Following successful completion of the preliminary concept plans and the full embassy master plan, Berger was commissioned to prepare the design-build “bridging documents” (based on 35% design) for construction of the self-contained embassy compound. Berger Devine Yaeger, Inc. (BDY) was the architect for this work. The construction (currently underway) is being executed in four concurrent packages. This self-contained compound will include the embassy itself, residences for the ambassador and staff, PX, commissary, cinema, retail and shopping, restaurants, schools, fire station and supporting facilities such as power generation, water purification system, telecommunications, and waste water treatment facilities. In total, the 104 acre compound will include over twenty buildings including one classified secure structure and housing for over 380 families.

A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA A ZAZIE NÃO PLAGIA

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Post para os arautos da arte


Eis um quadro que pode encher as medidas aos mais exigentes e conhecedores. É um quadro com muitos quadros dentro. Estão lá a Vénus de Urbino, a Vénus de Milo, uma Madonna de Leonardo da Vinci, uma Virgem com o Menino de Rafael… O quadro foi uma encomenda da soberana Carlota a Johann Zoffany que nele retratou a cupidez disfarçada de erudição da sociedade da época. Do lado direito do quadro encontramos o senhor Wilbrahams de óculo em riste a observar a escultura da Vénus de Milo. É o típico filantropo devidamente assinalado num rectângulo amarelo. Porém, o interesse deste senhor não parece unicamente a pura promoção da arte, até porque muito perto dele, (dentro de um rectângulo vermelho), de pé e de frente para o observador, como que a espreitar do quadro, está o seu oposto, o misantropo. Trata-se do senhor James Bruce, um Don Juan de serviço, completamente abstraído da overdose artística do espaço e que era o pesadelo dos maridos da época. Do lado esquerdo do quadro está o próprio artista (num rectângulo verde), a ostentar no rosto um sorriso enigmático, enquanto no lado oposto do quadro, de volta ao núcleo frente à estátua da Vénus de Milo um apreciador de arte piedoso (rectângulo laranja) ergue as mãos para o ícone de mármore.

Mas o núcleo principal que sobressai na pintura, apesar do horror vacuis que a sobreposição de obras de arte faz do espaço quase uma kunstkammer, observa no fim de contas, é aquele que rodeia a Vénus de Urbino. Não a observa de forma claustrofóbica, dá-a a ver. Todo o corpo despido da figura fica à mostra, sendo comentada por alguns homens vestidos de negro, para contrastar com a alvura da pele da deusa.

Johann Zoffany
The Tribuna at the Uffizi
1772-1778
Royal Collection, Windsor

Esta parece ser aliás uma obsessão de Zoffany tal como se pode ver no “auto-retrato como um monge”. Na parede atrás do pintor está uma pequena estampa da Vénus, mas desta feita, vestida: uma recriação do próprio artista, uma vez que o original estava na grande reunião acima. Curioso é ver também que a pequena imagem da deusa está acompanhada de um terço e dois preservativos. É isso mesmo, dentro de um rectângulo azul um par de preservativos faz a ligação entre o sexo seguro do século XVIII e a abstinência, isto no caso da Vénus vestida.

Zoffany faz desta forma uma crítica ao mecenas que tão mal o remunerou por este trabalho, bem como à sociedade do século XVIII que peregrinava entre salões artísticos não pelo prazer do conhecimento e da partilha, mas pelo snobismo e pela auto publicidade, uma promoção estéril que visava (e visa ainda hoje), mostrar o seu valor quantitativo e não qualitativo.

Johann Zoffany
Self portrait as a monk
1799

O ÚLTIMO A SAIR DESLIGA O RELÓGIO, COMBINADO?

terça-feira, 29 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















about edward burtynsky (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

SOB O SIGNO DA VERDADE - O ELOQUENTE "CASO SALGADO" - VII

Dado o modo cordato como as coisas se tinham, a meu ver, resolvido, e o total silêncio dele desde esse dia, não conseguia imaginar o que seria, mas senti logo que não podia ser nada de bom. E liguei-lhe, de imediato, para o telemóvel. Engasgou-se imenso nas explicações, e confirmou-me que tinha enviado para o jornal Expresso uma "curta carta", não um artigo, em que protestava contra uma notícia da edição de há quinze dias (de 2 de Julho), em que se referia que a sua não integração na minha equipa se ficara a dever ao conflito de interesses resultante do facto de ele facturar cerca de 25% da actividade do seu atelier em Lisboa.

Eu perguntei-lhe qual era o problema, uma vez que isso era verdade, e ele respondeu-me que só eu é que sabia disso e que, portanto, não tinha sido correcto dar essa informação ao jornal.
Declarei-lhe que essa informação era corrente - havia quem, de resto, falasse em 40% - que eu nada havia dito ao jornal e que duvidava que a fonte tivesse sido a minha candidatura. E perguntei-lhe ainda por que razão, se o assunto tinha para ele essa relevância, não me tinha ele (como tantas vezes havia feito) telefonado directamente para o meu telemóvel, para esclarecer a situação. Ele ficou embaraçado, e eu aconselhei-o então a desistir da publicação da carta, em nome da mudança em Lisboa, e tendo presente todas as conhecidas dificuldades que eu então enfrentava e procurava ultrapassar. Pediu-me uns minutos, mas pouco depois ligou-me a dizer que isso era impossível. Fiquei à espera...
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, páinas 121 e 122.

LEITURAS CRUZADAS

O primeiro erro de Costa
Filipe Santos Costa
(top mais visitado no expresso online)

"Aí está uma lição que Costa não quis perceber. Consta que na sua lista estará o arquitecto Manuel Salgado. Consta mesmo (daqui a poucas horas se confirmará) que será o número dois da lista, ou seja, candidato ao lugar de vice-presidente da câmara, caso o PS vença as eleições. É o primeiro erro de António Costa. Embriagado pela sua capacidade de atracção de vedetas várias e toda a sorte de notáveis (já lá estão José Miguel Júdice e Saldanha Sanches, veremos o que os próximos dias nos trazem), não resistiu a convidar o arquitecto do regime, patrão de um dos mais importantes gabinetes de arquitectura do país e de Lisboa.

Manuel Salgado é um profissional prestigiado, um homem bem relacionado e um nome em alta no PS. Mas é possível que os seus interesses pessoais não coincidam com os interesses dos munícipes de Lisboa. Também o sugeriram a Manuel Maria Carrilho, há dois anos, e por pouco não entrou nessa lista. Segundo conta o próprio Carrilho no livro que entretanto publicou sobre a sua desastrosa experiência eleitoral em Lisboa, Salgado queria entrar para a câmara apenas para melhor promover os seus interesses profissionais. Vale a pena ler com atenção os parágrafos que Carrilho dedica a esse episódio. Por junto, acusa o arquitecto de pretender a tutela do urbanismo, desligando-se formalmente do seu gabinete de arquitectura e colocando no seu lugar um “testa de ferro”. Enfim, uma tentativa de golpe sobre a coisa pública, motivado por interesses de milhões de euros. É isto que escreve Carrilho, num livro a cujo lançamento não faltaram ministros e dirigentes do PS.

LINK PARA TEXTO COMPLETO

LEITURAS CRUZADAS

O ‘espectáculo’ montado pelo vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Manuel Maria Carrilho, mereceu a presença de dois membros do Governo de José Sócrates, o ministro da Saúde, Correia de Campos, e o dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva. Este último, que tem a tutela da Comunicação Social, esteve muito atento à intervenção de Emídio Rangel e do próprio Manuel Maria Carrilho, mas não bateu palmas nem fez qualquer comentário.

No Teatro D. Maria II estiveram também outros responsáveis socialistas, como o ‘vice’do Parlamento, Manuel Alegre, o porta-voz do PS, Vitalino Canas e o líder parlamentar, Alberto Martins. Não passaram também despercebidos José Junqueiro, João Cravinho, Maria de Belém e Strecht Ribeiro.
in: correio da manhã de 12.5.2006 (link)

LEITURAS CRUZADAS

ACUSAÇÕES E REACÇÕES

ANTÓNIO CUNHA VAZ
“Pressenti, assim, que ele queria fazer a minha campanha. E não me enganei: o que ele me vinha propor era isso mesmo, oferecer-se para ‘tratar de tudo’, insistindo muito em dois pontos da sua oferta: a recolha – obviamente ilícita – de fundos, e a compra de opinião.”
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, página 38.

ANTÓNIO CUNHA VAZ, EMPRESÁRIO DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM
“Tudo o que seja injurioso e esteja no livro, os meus advogados tratarão de dar seguimento.”
in: correio da manhã de 12.5.2006 (link)

Nota do formigueiro: não consta que os advogados de António Cunha Vaz tenham promovido qualquer acção contra Manuel Maria Carrilho.

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas


















about robert polidori (link)

MEMORIAL DAY
The best way to honor those who have fallen in this terrible war is to bring the troops home.

For me, like most other Americans, Memorial Day is a time for barbecuing, playing Frisbee, loading up coolers with iced beer, and getting out of town. I usually don't think about America's war dead on the last weekend of May any more than I think about our nation's independence on the Fourth of July, or about the birth of Jesus on Christmas. No, my memorial days are scattered and irregular. It is monuments that have most often triggered reveries about fallen soldiers. The words "Is it nothing to you?" inscribed on the great gray World War I obelisk in downtown Vancouver, Canada, stopped me in my tracks late on a summer afternoon many years ago. I had not known this biblical phrase from Lamentations, never seen it on a war memorial before. Maybe it's a British thing. But for whatever reason, it arrested me, and...
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segunda-feira, 28 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about yto barrada (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

SOB O SIGNO DA VERDADE - O ELOQUENTE "CASO SALGADO" - VI

Este dado acelerou o desfecho, porque eu nunca tinha, sequer, colocado a hipótese - na qual, pelos vistos, ele vivia desde o princípio, mas de que também nunca me tinha falado - de ele ser o meu nº 2 e candidato a vice-presidente da Câmara. E disse-lho imediatamente, informando-o de que o meu nº 2 já estava escolhido, que o nº 3 seria, por obrigações estatutárias, uma mulher, e que portanto o melhor cenário de que se poderia falar era o de ele ser, se houvesse condições para tal, o nº 4 da lista de Lisboa.

Isto diminuiu o interesse e a disponibilidade dele, e, mais coisa menos coisa, foi por aqui que ficámos depois de um encontro pessoal, mais uma vez no bar do Hotel Tivoli, em que procurámos esclarecer fefinitivamente a situação. O que acabou por acontecer numa última conversa, esta telefónica, a dia 30 de Junho, comprometendo-nos ambos a não especular nem alimentar especulações sobre o assunto, que deveria ficar encerrado com a apresentação pública das listas.

Pois bem, estava eu no dia 14 de Julho numa sessão muito participada, na sede de campanha, com urbanistas de Barcelona, quando alguém me vem dizer que o Expresso tinha uma "bomba" do Salgado para publicar.
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, páginas 120 e 121

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Questionado por que manteve nomes da equipa do ex-presidente da Câmara Carmona Rodrigues, o candidato do PSD salientou que a culpa da queda do executivo camarário não foi do agora candidato independente.


"A Câmara Municipal não caiu por culpa do engenheiro Carmona Rodrigues mas porque estava numa situação insustentável em termos de gestão", defendeu.
in: fernando negrão - expresso online (link)

LISBOA É UMA FESTA
















26/5/2007 - 22.35/22.50

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas
















about laura letinsky (link)

Militants Widen Reach as Terror Seeps Out of Iraq

When Muhammad al-Darsi got out of prison in Libya last year after serving time for militant activities, he had one goal: killing Americans in Iraq.

A recruiter he found on the Internet arranged to meet him on a bridge in Damascus, Syria. But when he got there, Mr. Darsi, 24, said the recruiter told him he was not needed in Iraq. Instead, he was drafted into the war that is seeping out of Iraq.

A team of militants from Iraq had traveled to Jordan, where they were preparing attacks on Americans and Jews, Mr. Darsi said the recruiter told him. He asked Mr. Darsi to join them and blow himself up in a crowd of tourists at Queen Alia Airport in Amman.

“I agreed,” Mr. Darsi said in a nine-page confession to Jordanian authorities after the plot was broken up.

The Iraq war, which for years has drawn militants from around the world, is beginning to export fighters and the tactics they have honed in the insurgency to neighboring countries and beyond, according to American, European and Middle Eastern government officials and interviews with militant leaders in Lebanon, Jordan and London.

Some of the fighters appear to be leaving as part of the waves of Iraqi refugees crossing borders that government officials acknowledge they struggle to control. But others are dispatched from Iraq for specific missions. In the Jordanian airport plot, the authorities said they believed that...
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domingo, 27 de maio de 2007

LISBOA É UMA FESTA
















26/5/2007 - 22.35/22.50

Porque hoje é Domingo

Competição de missas na praça de S. Pedro, em Roma. A Igreja, "sempre atenta às conquistas da civilização e do desporto", queria pôr a missa ao ritmo trepidante do nosso tempo. Para esse ofício tinham armado altares funcionais entre cada par das gigantescas colunas da praça arquitectada por Bernini. Dada a "partida", os padres começavam a dizer a missa o mais rapidamente que podiam. Atingiam velocidades inacreditáveis quando se voltavam para os fiéis (Dominus vobiscum), quando se persignavam, etc., enquanto os acólitos passavam e repassavam sem parança carregando os missais e outros objectos do culto. Alguns caem exaustos, como os boxeurs. Finalmente, fica campeão Mosen Renducles, de Huesca, com o record de missa completa num minuto e três quartos. Com taça é-lhe entregue uma custódia num grande cesto de vime.

(A Santa Missa Vaticanae, Luis Buñuel)

sábado, 26 de maio de 2007

LISBOA É UMA FESTA
















26.5.2007 - 22.35/22.50

FELGUEIRAS - I

A propósito do caso de Felgueiras, Barros Moura, 58 anos, ex--vice-presidente da bancada parlamentar do PS, considera o pagamento de vencimentos e regalias milionárias a políticos, por parte da Universidade Moderna, uma forma, senão ilícita, pelo menos contrária à ética republicana de financiamento de actividades políticas.

V: O financiamento ilícito partidário, em Portugal, pode resumir-se ao caso de Fátima Felgueiras?

BM: Acharia verdadeiramente bizarro que Felgueiras fosse uma espécie de aldeia de Astérix. E que uma prática deste género só se verificasse naquele rincão de Entre Douro e Minho.


V: A sobrefacturação e o respectivo acerto de contas é um expediente para assegurar esse financiamento ilícito partidário, em termos gerais?

BM: Prefiro falar de financiamento ilícito da actividade política. Não sei se este tipo de financiamentos beneficia, efectivamente, os partidos. Ou seja, não sei se este tipo de financiamentos entra, de facto, nas caixas partidárias. Este tipo de financiamentos, que parece estar indiciado no processo de Fátima Felgueiras, é, sem dúvida nenhuma, pedido e conseguido para a actividade política. E é ilícito na medida em que implica uma utilização indevida de fundos públicos.

V: Impõem-se medidas para que as contas dos partidos sejam transparentes?

BM: Sim. Recentemente, testemunhei, mais uma vez – se não erro, pela quinta vez –, a ideia de modificar a Lei do financiamento dos partidos políticos. Só que a questão não se situa entre o financiamento partidário e o público. É necessário fazer cumprir a lei existente e eliminar os mecanismos de fraude que as leis consentem.

V: Não teme deixar o PS embaraçado?

BM: Fiquei algumas vezes isolado, enquanto fiz parte da direcção do grupo parlamentar do PS, nomeadamente em relação ao caso de Felgueiras, o que me causou alguns incómodos pessoais. Os acontecimentos mostraram quem tinha razão.

link

FELGUEIRAS - II

Ex-vereador de Felgueiras diz que alertou Guterres e Sócrates para saco azul
"Seria bom que certas pessoas da direcção do PS fossem chamadas a dizer porque é que nada fizeram face às denúncias que lhes fiz", afirmou, frisando que, escreveu, em 2001, a José Sócrates, enquanto membro do Governo de António Guterres, denunciando os alegados contratos simulados entre o Município e a empresa Resin-Resíduos Sólidos, SA.

Referiu que "as cartas que escreveu constam do processo do saco azul" - em que também é arguido por suspeita da prática de quatro crimes - e realçou que "aqueles a quem foram endereçadas nem sequer as enviaram à Procuradoria-Geral da República".

Lamentou que "a outros nada tenha acontecido, como é o caso de um alto magistrado apanhado nas escutas telefónicas em conversas para favorecer Fátima Felgueiras", frisando que, em contrapartida ele próprio anda há seis anos pelos tribunais, como arguido em vários processos "depois de ter colaborado com a Justiça".

"Isto não pode ser só para o mexilhão", afirmou, dizendo-se um cidadão cumpridor que paga os seus impostos e tem suportado todos os custos dos processos judiciais.

in: rtp 1 - 22.3.2006 (link)


sexta-feira, 25 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about agnieszka brzezanska (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

ASSIM VAI O JORNALISMO EM PORTUGAL


Só uma pequena nota: as sondagens referidas são NACIONAIS e, a partir delas, o ilustre semanário Sol (certamente encoberto pelas nuvens que neste momento pairam sobre Lisboa), extrapola as mesmas para Lisboa.

Este sim, este é jornalismo de sarjeta.

Nota: O Sol já corrigiu o título

SOB O SIGNO DA VERDADE - O ELOQUENTE "CASO SALGADO" - V

Foi depois da última conversa que referi com Manuel Salgado que Jorge Coelho me telefonou, informando-me que ele lhe tinha ligado, solicitando um encontro urgente. Esse encontro tinha sido marcado, e Jorge Coelho queria saber qual seria o motivo, uma vez que, segundo me afirmou, conhecia muito mal Salgado. Eu disse-lhe que não fazia ideia de qual fosse o motivo concreto do encontro solicitado, mas que a evolução das nossas conversas caminhava para um desfecho sem saída, uma vez que a solução que ele me apresentava para o conflito de interesses existente era a de uma venda fictícia, a reverter de novo para ele no fim do mandato.

Perante isto, Jorge Coelho disse-me que achava melhor nem falar com ele, e pediu-me para eu falar com Salgado, assumindo que sabia do contacto dele com Jorge Coelho, e deixando claro que os assuntos da candidatura de Lisboa eram comigo. Foi o que fiz, o que deixou Manuel Salgado bastante incomodado, tendo-me respondido, quando lhe perguntei se eu não poderia resolver o problema que ele queria apresentar a Jorge Coelho, que "isto é muito complicado, veja o que se tem passado consigo, eu não me meto nisto sem ter garantias ao mais alto nível do Partido Socialista".

Foi uma conversa ao telefone, eu fiquei surpreendido com a explicação, referi que temos obrigação de ter a consciência tranquila e um passado o mais inquestionável possível quando nos candidatamos a cargos públicos, mas que também sabemos que isso nem sempre basta e não nos poupa muitas vezes a passar horas difíceis.

Eu argumentava nesta base, para conduzir a nossa conversa para o seu desfecho, que era o da inviabilidade da sua integração na minha equipa. Eis quando, insistinto na importância das "garantias" do partido, ele me refere que isso se justificava porque se iria expor muito, como nº 2 e vice-presidente da Câmara de Lisboa.
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, página 120.

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas



















about jed devine (link)

BREAKS FOR BIG BUSINESS

JP Morgan Chase, which boasts $1.4 trillion in assets, is a rich, powerful, and iconic New York City institution: the financial world’s equivalent of the New York Yankees.

And like the Yankees, who are building a new stadium with the help of more than $800 million in tax breaks and aid from the state and city, JP Morgan Chase also wants a new headquarters - and wants the public to help pay for it.

Representatives from JP Morgan Chase and the Bloomberg administration are currently meeting behind closed doors, trying to work out a deal for a 50-story, 1.3 million square foot skyscraper at the site of the old Deutsche Bank building near Ground Zero. The city is reportedly offering the bank about $100 million in tax breaks and subsidies. But Chase wants something closer to the $650 million deal that the city and state gave Goldman Sachs to build its headquarters in 2005.

And also like the Yankees –- who once threatened to leave the city if the team did not get a new stadium –- JP Morgan Chase has told city officials that if it does not get what it wants, it may move to Stamford, Connecticut.

"There's a viable alternative for them," Jim Fagan, of Cushman & Wakefield told the Stamford Advocate. "This should be a threat that New York should take seriously.

" The current standoff between the city and JP Morgan Chase is just the...
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PARA QUEM QUER ESTAR

REALMENTE

INFORMADO


quinta-feira, 24 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about lynn davies (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006



A NÃO PERDER

REFLEXÕES DE UM CÃO COM PULGAS...

LINK

SOB O SIGNO DA VERDADE - O ELOQUENTE "CASO SALGADO" - IV

Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Uns dias depois da sessão do dia 7 de Junho, no CCB, onde esteve presente, Manuel Salgado falou comigo. Marcámos então nova conversa, agora num contexto em que eu estava mais fragilizado, e em que, como facilmente se imagina, não era propriamente fácil constituir a lista de vereadores com que eu sonhara. Nestas circunstâncias achei que devia dar uma nova oportunidade à hipótese de colaboração do arquitecto.

Ao chegar ao ponto nevrálgico, o do já referido conflito de interesses entre a sua actividade profissional em Lisboa e as responsabilidades de um vereador, verifiquei que a situação era quase a mesma, com a diferença, para pior, que a ideia de recurso a um blind trustee tinha desaparecido e, agora, me aparecia uma solução mais expedita mas, francamente, inaceitável: vender o atelier a alguém de confiança, que lho vendesse de novo quando ele saísse da Câmara. Eu tive dificuldade em acreditar no que ouvi, mas protegi-me no facto de não ser jurista para, com tempo, avaliar bem os contornos de uma tal "solução".

O assunto era muito delicado, porque entretanto o Expresso já tinha publicado uma notícia a garantir que Manuel Salgado faria parte da minha equipa. Notícia que, quando nós a procurámos desmentir, foi reforçada com uma inequívoca afirmação de que o jornal estava seguro do que noticiava, tendo-nos sido implicitamente sugerido que a fonte tinha sido o próprio. Eu mantive José Sócrates e Jorge Coelho a par do essencial destas conversas, no quadro dos vários encontros que tivemos os três para definir a lista de candidatos à vereação de Lisboa.
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, página 119.

Nota: sublinhado, a vermelho, da responsabilidade do formigueiro.

IMPORTA-SE DE REPETIR?

SALGADO APRESENTA COMPROMISSO

O número dois da lista do PS, o arquitecto Manuel Salgado, apresentará na próxima semana uma declaração de compromisso pessoal sobre regras de incompatibilidades e impedimentos no exercício de funções autárquicas. A garantia foi dada por António Costa, depois de confrontado com a possibilidade de Salgado, com projectos na cidade, poder entrar numa situação de incompatibilidade, caso venha a exercer funções de vereador com especiais responsabilidades no urbanismo.
in:jornal público de 24.5.2007

SÓCRATES PEDE FILEIRAS CERRADAS EM TORNO DE ANTÓNIO COSTA

O secretário-geral do PS lançou quarta-feira à noite um veemente apelo para a unidade de todo o PS em torno do candidato à presidência da Câmara de Lisboa, António Costa.

Na reunião da Comissão Nacional do PS, José Sócrates apenas falou por uma vez, no ponto dedicado à análise da situação política, e só abordou a questão das eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, a 15 de Julho.

Com António Costa ausente da reunião,...
in:semanário sol (link)


BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas
















about ryan mcginley (link)

ACCEPTING REALITIES IN IRAQ

This briefing paper is from Chatham House, also know as the UK's Royal Institute of International Affairs. The paper assesses the political, security and economic prospects for Iraq in the coming year. The author, Gareth Stansfield, claims that there is not 'one' civil war, but many civil wars and insurgencies in the country and current realities have to be accepted if new strategies for solutions are to be found. May 2007. (PDF, 12 pages.)
link

quarta-feira, 23 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















about gregory crewdson (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

“Os primeiros”, ou “as teorias que eles inventam”


O primeiro realista

O primeiro pintor representante do realismo (social) foi Caravaggio. E a escolha recai no pintor da minha preferência, não por ser da minha preferência, mas porque ninguém até ele tinha, de uma forma tão declarada, pintado os temas mais sacros da maneira mais herege. Santos com pés sujos, figuras em primeiro plano com o traseiro virado para o observador, virgens que têm a postura de prostitutas, putti em poses próximas das apetecidas por um pederasta. Na vida como na pintura – e a "pintura é cosa mentale", por isso "it’s all your imagination" ou nem por isso – Caravaggio insinuou tudo isso: foi preso, pintou os temas encomendados de forma sacrílega, privou com prostitutas e prostitutos, usufruiu da benevolência dos tempos face à indefinição da sexualidade e denunciou alguma histeria pós-tridentina que requeria observância de regras draconianas para a representação artística. Fica aqui a “Fuga para o Egipto”. Note-se neste quadro que a Virgem é ruiva (pouco habitual uma mulher ruiva ser retratada – conotação com o demo – e muito menos como Virgem), enquanto o menino é loiro. Caravaggio abre mais um bocadinho do nosso armário com esqueletos e por isso sugiro mesmo que se proponha dizer por aí à boca cheia que a ideia de Saramago para o enredo de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” foi retirada deste quadro.


Caravaggio
Rest on Flight to Egypt
1596-97

Galleria Doria-Pamphili, Rome

O primeiro concerto assistido
Como diria alguém que conhecemos: “concordo com a primeira parte e discordo da segunda), pois um concerto que não seja assistido é… um ensaio?! Mas Theodor Adorno ou Arnold Hauser dixit, o primeiro concerto assistido foi aquele que as sereias deram a Ulisses no barco, quando este se preparava para voltar para Ítaca. Devidamente avisado por Atena (que numa série televisiva recente era interpretada pela esfíngica Isabella Rossellini), ordenou aos seus companheiros que o amarrassem ao mastro e lhe enchessem os ouvidos de cera, pois sabia que a tentação e a magia dos seus cânticos seria superior à sua força, não hercúlea (o seu a seu dono), mas quase. Isso seria mais alguns passos atrás na sua Odisseia para o regaço de Penélope. Se bem que a possibilidade de remissão das suas culpas estaria para nós hoje totalmente posta de parte: Ulisses sem pejo havia passado 7 anos na ilha de Calipso (tem nome de gelado, se calhar foi por isso). Acrescentaria ao epíteto de "primeiro concerto assistido", o de "primeiro concerto assistido e de pé".


Herbert James Draper
Ulisses e as Sereias
1909

Galeria de Arte Ferens, Kingston-upon-Hull, Inglaterra

O primeiro Capitalismo
Segundo uma tese (Hauser, penso eu), o primeiro Capitalismo não surge com a Revolução Industrial, mas na passagem do Renascimento para o Maneirismo. A passagem de um século em que se privilegia o conhecimento, o Humanismo, o heliocentrismo coperniciano em detrimento do geocentrismo ptolomaico e do teocentrismo, para um outro que se inicia com lutas internas na Europa, com uma nova via na religião (o protestantismo), fez nascer aqui, entre o século XVI e XVII o paradigma da individualidade. O homem, substitui o Homem e há no cidadão comum um sentimento de cansaço face à religião, ao que ela preconiza e que não se adequa perante uma outra vontade que prefere uma relação directa com Deus em que vence o respeito e não o medo. O Maneirismo foi mais desprendido da religião, isto principalmente nos Países Baixos. A dimensão religiosa dá lugar à dimensão pessoal; as naturezas mortas não são um reflexo da grande natureza morta que é o corpo de Cristo na Última Ceia, mas antes uma “vanitas”, com recurso a elementos da vida quotidiana, que por sua vez denunciam a reivindicação da propriedade intelectual do artista sobre a sua obra.


[A ler com atenção o “Elogio do quotidiano nos Países Baixos”, de Tzvetan Todorov]

SOB O SIGNO DA VERDADE -O ELOQUENTE "CASO SALGADO" - III

Tudo isto me pareceu absurdo e paradoxal. O texto saiu no dia da última sessão das jornadas de Maio, e o mínimo que posso dizer é que foi recebido com gelo por parte dos participantes mais atentos. É que, além da lealdade, havia um outro problema, o da autoria das ideias apresentadas, e que numa boa parte eram ideias comuns, apresentadas e discutidas, nas jornadas e fora delas, por diversos arquitectos e urbanistas: recentrar Lisboa à volta do Tejo, manter o poder central no Terreiro do Paço, criar uma nova centralidade em Chelas, humanizar os bairros da cidade, bem, tudo isto que Salgado assume no texto era de todos, o que Salgado tinha feito era dar-lhe forma e... publicá-lo em nome próprio!

Devo dizer que houve mesmo quem quisesse dar expressão pública à hostilidade que o texto suscitou, e que fui eu que amaciei a situação convencendo as pessoas de que o importante era Lisboa, e de que havia muito de construtivo a fazer por Lisboa. "Esqueçam", pedi, e apliquei este conselho a mim próprio, pondo mentalmente uma pedra nas minhas reflexões sobre a sua eventual colaboração nas listas do PS à Câmara de Lisboa.

Como se já não bastasse o problema da colisão de interesses... pensei, e dei o assunto por encerrado.
Manuel Maria Carrilho - SOB O SIGNO DA VERDADE, páginas 118 e 119.

TOPAM?

Oferta de reabilitação urbana valerá 80 mil milhões de euros

A reabilitação urbana pode originar negócios de 80 mil milhões de euros nos próximos oito anos, se for mantido um volume de investimento idêntico ao do triénio 1999/2001, período em foram construídas 110 mil habitações novas por ano, quando o mercado só precisava de 50 mil.

A oportunidade de negócio, que pode ajudar a resolver a crise no sector da construção civil e de igual forma contribuir para o rejuvenescimento das cidades, foi defendida pelo arquitecto Manuel Salgado, durante uma conferência subordinada ao tema "Reabilitação urbana", que decorreu à margem da Exposição Viver as Cidades, promovida pelo programa Polis.
in: diário de notícias de 9.5.2007 (link)

NUNCA É DEMAIS RECORDAR

Comissão da assembleia municipal deita por terra o plano de revitalização da Baixa-Chiado

"Aprovada por unanimidade a suspensão da proposta e a redefinição do projecto à luz de critérios "mais ajustados à realidade" daquela zona da cidade de Lisboa".

" A Comissão de Urbanismo e Mobilidade da Assembleia Municipal de Lisboa, adoptou na sexta-feira, um projecto de relatório particularmente severo em relação ao projecto para a revitalização da Baixa-Chiado, que a câmara aprovou em Novembro do ano passado. O texto, aprovado pelos representantes de todos os partidos, à excepção do PP e do Bloco de Esquerda, que não estiveram presentes, salienta que as soluções propostas "estão em muitos aspectos aquém das verdadeiras necessidades ou representam formas desajustadas de ir ao seu encontro".

"Em matéria de impactos ambientais, os deputados entendem que eles "não foram suficientemente aprofundados", ficando-lhes dúvidas quanto a algumas soluções apontadas, designadamente para a zona portuária".
in: jornal público - 17.5.2007

domingo, 20 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DOMINGO


















about peter bialobrzeski (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

sem título


Era o nosso último dia na eira a debulhar o milho, a ver as mãos esfarelarem-se e espigarem. Era também o prenúncio de uma estação em que o tempo era useiro e vezeiro na crueldade; ora molhando-nos até aos ossos enquanto tentávamos levar as vacas à ordenha, ora encurtando-se mais cada dia até ao dia em que acordar e adormecer aconteceriam na mesma hora. Era também a última vez que me encontraria na posse de toda a minha razão uma vez que daí a três meses, se a loucura não me levou a memória, aquele que eu hoje contemplava à minha frente, cobrindo-me com a sua altura de sombra condescendente perante o sol do meio-dia em pico, seria apenas um canteiro perto da plantação. Nessa mesma noite, uma alfaia mal guardada numa prateleira mal martelada, caiu-lhe no topo da cabeça, levou-lhe uma orelha e a vida. Ele estava a acender um cigarro enquanto fazia uma pausa para recomeçar a malhar, eu caminhava na direcção dele e se um meteoro caísse ali seria para mim mais credível a sua morte, do que ceifada pela estupidez do destino.


Três meses depois, de preto tingida voltei para a cidade para acabar os estudos que o meu pai prezava mas que agora, sem prometido, ou com ele enterrado sob os caramanchões de pouco me serviam na sociedade da época. Era necessário procurar novo prometido e certificarmo-nos que desta vez ele não cometeria a imprudência de se colocar debaixo de uma prateleira com vontade própria. Um carro de praça levou-me até à estação, o resto do percurso ficou por conta do maquinista e das minhas pernas que a cada passo para a frente davam dois para trás tal era a vontade de conhecer o noivo e recordar o preciso lugar em que a orelha daquele que eu amava parou depois do estrondo da alfaia. Eu que nunca tinha contrariado o meu pai, devido à ausência de necessidade em tal coisa e devido à minha irmã mais velha que sempre se encarregou disso, deixando-me a mim o papel de “ovelha branca” da família, não ripostei quando me foi apresentado um beato das redondezas, que fixava os olhos no terra ao ver uma rapariga passar e cujos dentes desalinhados, podres e escuros eram a única coisa que se recordava da estampa. Mas claro que aí, ainda de véu preto, não ripostei. Nem mesmo quando tivemos o primeiro filho. Nem mesmo o segundo, o terceiro e a quarta, uma rapariga que a algum custo recebeu o nome de Ceres em homenagem à deusa das colheitas.


A loucura tinha encontrado lugar desde o primeiro dia da minha vida depois da morte dele. Não que alguma vez tivesse fugido às regras: casei, bordei, cozinhei, procriei, obedeci, criei, debulhei o milho… Mas eu já não era eu. Sempre que podia, escapava-me até ao caramanchão e comia-o um bocadinho. Não ao caramanchão claro, mas ao que eu tinha amado e ao qual, por incapacidade de contrariar o meu pai, nunca tinha beijado. Um dia ele acabou-se-me e eu que também já tinha os miúdos criados e as mãos muito gastas de tanto milho debulhar, deixei-me levar.

A TERCEIRA ENTIDADE
(texto de pacheco pereira, a não perder, de forma alguma)

Por detrás de Carmona Rodrigues, ao lado, em cima, a aplaudir às claras, a conspirar às escuras, a conspirar às claras, a mover-se quer como um polvo, quer como aqueles pombos que vinham nos livros antigos de zoologia, um a que tinham tirado o cérebro e ficava firme e hirto, outro a quem tinham tirado o cerebelo e ficava ali pousado na sua própria gravidade, está uma entidade pouco visível em todo este processo. Na sua declaração, Carmona Rodrigues referiu-se-lhe de passagem sem a nomear. Esta terceira entidade na crise lisboeta, não sendo decisiva em nada de importante como seja ganhar eleições, é fundamental nas peripécias. Ora peripécias é o nome do processo de Lisboa a partir de agora. Esta entidade é o aparelho político do PSD em Lisboa, a distrital de Lisboa.

Duas prevenções são necessárias. Uma é que a distrital de que falo está muito para além da sua actual presidente, e pouco tem a ver com ela, já lá estava antes, estará lá depois. Os presidentes passam, mas os mesmos homens e mulheres lá ficam agarrados aos seus pequenos e pequeníssimos poderes, nas secções, uns na oposição, outros controlando secções onde funcionam como caciques há longos anos. Todos têm um longo historial de conflitos, agudíssimos pela proximidade, uns contra os outros, aliando-se e zangando-se conforme as conveniências, arregimentando-se atrás da "situação" (a distrital e o seu presidente, ou os autarcas em funções), ou combatendo-a sem descanso. São várias centenas de pessoas, do PSD, da JSD e dos TSD, que "militam" no preciso termo da palavra, mantêm as estruturas a funcionar, reúnem-se, discutem, organizam umas sessões, mas, acima de tudo, prosseguem uma actividade de marcação de território, de conquista ou minagem.

A segunda prevenção é que tudo o que eu digo sobre a distrital de Lisboa é aplicável ipsis verbis à estrutura idêntica do PS na capital. Os dois partidos funcionam da mesma maneira e têm um "pessoal" político que parece tirado a papel químico. E a questão está muito para além de ser do PSD ou do PS. Tem a ver com a degradação acentuada dos aparelhos partidários em Portugal. Revelam-se na sua actuação não só velhas tendências diagnosticadas há muito na "oligarquização" dos partidos, mas também as fragilidades do tecido político nacional e a crise dos partidos dentro da crise mais geral das mediações nas sociedades que caminham da democracia para a demagogia.

Eu conheço bem esta realidade porque fui presidente da distrital de Lisboa, onde ganhei duas eleições (uma das quais as primeiras directas no PSD) e perdi vergonhosamente uma.

Restante texto neste LINK

sábado, 19 de maio de 2007

IMPORTA-SE DE REPETIR?

O projecto da Baixa-Chiado vai ser retomado?
É um estudo muito interessante e uma base de trabalho que iremos retomar. O processo de degradação da Baixa que se verificou entre 2002 e 2007 é absolutamente terrível e Lisboa não se pode dar ao luxo de perder essa preciosidade. Não é possivel olhar para o médio prazo de Lisboa sem agarrar o estudo da Baixa-Chiado liderado por Maria José Nogueira Pinto.
in: António Costa em entrevista ao jornal Expresso de 19.5.2007

Comissão da assembleia municipal deita por terra o plano de revitalização da Baixa-Chiado

"Aprovada por unanimidade a suspensão da proposta e a redefinição do projecto à luz de critérios "mais ajustados à realidade" daquela zona da cidade de Lisboa".

" A Comissão de Urbanismo e Mobilidade da Assembleia Municipal de Lisboa, adoptou na sexta-feira, um projecto de relatório particularmente severo em relação ao projecto para a revitalização da Baixa-Chiado, que a câmara aprovou em Novembro do ano passado. O texto, aprovado pelos representantes de todos os partidos, à excepção do PP e do Bloco de Esquerda, que não estiveram presentes, salienta que as soluções propostas "estão em muitos aspectos aquém das verdadeiras necessidades ou representam formas desajustadas de ir ao seu encontro".

"Em matéria de impactos ambientais, os deputados entendem que eles "não foram suficientemente aprofundados", ficando-lhes dúvidas quanto a algumas soluções apontadas, designadamente para a zona portuária".
in: jornal público - 17.5.2007

sexta-feira, 18 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















about takashi yasumura (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

O PRIMEIRO ERRO DE COSTA

"António Costa é um excelente candidato à Câmara Municipal de Lisboa. É hábil e experiente. Tem boa imagem e bom currículo. Conhece bem a máquina partidária e a máquina do Estado. Tem experiência executiva e já provou que sabe lidar com missões difíceis (quando tomou conta do Ministério da Justiça, o país vivia obcecado com a ideia de “salvar a Justiça” – uns tempos depois, já Costa tinha desdramatizado o drama e esse nobre desígnio de jornais e comentadores foi rapidamente substituído por outro qualquer).

Costa é ambicioso e sabe que o seu futuro político dependente desta vitória e do bom desempenho que consiga a liderar a capital – e é sempre bom ter um governante pressionado para governar bem (mesmo que seja pressionado pela sua própria ambição). Pelas suas características e pelas circunstâncias peculiares em que disputa estas eleições, depois das tristes figuras do PSD ao longo deste mandato, António Costa parte para esta campanha com uma considerável vantagem em relação à concorrência. Com uma campanha serena, baseada no perfil de competência, autoridade e seriedade do cabeça de lista e numa mão cheia de propostas concretas, focadas e com os pés bem assentes na terra, dificilmente a vitória escaparia ao PS.

O essencial seria perceber a lição dada há dois anos por Carmona Rodrigues: quando se está em vantagem evitam-se polémicas, não se correm riscos desnecessários. A pressão fica sobre o adversário, basta explorar os seus erros.

Aí está uma lição que Costa não quis perceber. Consta que na sua lista estará o arquitecto Manuel Salgado. Consta mesmo (daqui a poucas horas se confirmará) que será o número dois da lista, ou seja, candidato ao lugar de vice-presidente da câmara, caso o PS vença as eleições. É o primeiro erro de António Costa. Embriagado pela sua capacidade de atracção de vedetas várias e toda a sorte de notáveis (já lá estão José Miguel Júdice e Saldanha Sanches, veremos o que os próximos dias nos trazem), não resistiu a convidar o arquitecto do regime, patrão de um dos mais importantes gabinetes de arquitectura do país e de Lisboa.

Manuel Salgado é um profissional prestigiado, um homem bem relacionado e um nome em alta no PS. Mas é possível que os seus interesses pessoais não coincidam com os interesses dos munícipes de Lisboa. Também o sugeriram a Manuel Maria Carrilho, há dois anos, e por pouco não entrou nessa lista. Segundo conta o próprio Carrilho no livro que entretanto publicou sobre a sua desastrosa experiência eleitoral em Lisboa, Salgado queria entrar para a câmara apenas para melhor promover os seus interesses profissionais. Vale a pena ler com atenção os parágrafos que Carrilho dedica a esse episódio. Por junto, acusa o arquitecto de pretender a tutela do urbanismo, desligando-se formalmente do seu gabinete de arquitectura e colocando no seu lugar um “testa de ferro”. Enfim, uma tentativa de golpe sobre a coisa pública, motivado por interesses de milhões de euros. É isto que escreve Carrilho, num livro a cujo lançamento não faltaram ministros e dirigentes do PS.

Numa autarquia que precisa, antes de mais, de credibilidade, transparência e tranquilidade, a inclusão na lista do PS de alguém tão controverso como Manuel Salgado, alguém que é alvo de suspeitas tão graves como as que Carrilho lhe lançou, é a primeira vitória do PSD. Suspeito que Fernando Negrão já tem o livro de Carrilho na mesa de cabeceira.

in: filipe santos costa - jornal expresso online de 18.5.2007 (link)