quinta-feira, 7 de setembro de 2006

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
Horas extras

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas















about anthony suau

9/11, five years on: what has been learned?


The attacks on New York and Washington on 11 September 2001 were the prelude to a still unfolding global conflict. In the week of their fifth anniversary, openDemocracy asked our contributors and other writers to reflect briefly on what they have learned since the "two hours that shook the world".

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quarta-feira, 6 de setembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about christian gieraths



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blog
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blog não é para preguiçosos.

Carta a Homero - a propósito da Odisseia

Ilustre Homero, pai das leituras prolongadas e dos poemas épicos, move-me a escrever-lhe, a perfídia, o opróbrio que mora neste nosso mundo. Ainda que a minha edição da sua “Odisseia” não seja a traduzida por Frederico Lourenço (é evidentemente um livre de poche), notei que o ilustre escritor foi por várias vezes plagiado. Deixe-me então contar-lhe como tudo aconteceu. Quando o império estava dividido entre o Romano do Ocidente e o do Oriente, Constantino, entre lutas políticas e para não ser acusado de perseguição religiosa à vasta turba de fiéis cristãos, decidiu remodelar a história, dar-lhe um rumo que mudaria para sempre as nossas vidas. Toldado pela possibilidade de ir agradar ao seu eleitorado cristão, adoptou as regras dessa religião – que até serviam melhor os seus princípios e objectivos -, Constantino abandonou o paganismo e, como se disse, abraçou o cristianismo. Para tal era necessário um papel, algo que tornasse mais credível e que fundamentasse as opções políticas e religiosas. E assim surgiu a Bíblia. Não me interprete mal: os textos presentes na Bíblia já estavam escritos antes de Constantinio ter optado pelo cristianismo. Só que entre os muitos escritos havia os canónicos (os que foram escolhidos para figurar no grande livro), os apócrifos (cuja existência se conhece, mas não foram escolhidos para a Bíblia. Entre eles encontram-se o de Pedro que diz que teria sido José a entregar o corpo de Cristo a Pilatos, bem como outros que falam da infância de Cristo. Fernando Pessoa escreveu um poema – cujo título desconheço – sobre uma passagem da infância de Cristo) e entre estes, os gnósticos que, por privilegiarem a ligação directa entre Deus e os mortais, por privilegiarem o entendimento desse mesmo Deus, pois ele fazia parte de cada um de nós, também foram preteridos.
Portanto, sendo a Bíblia uma construção consciente dos princípos que devia servir, é natural que tenha ido buscar inspiração a algum lado. Assim, deixe-me dizer-lhe bravo Homero, que na página 21 em que Telémaco diz para a mãe as seguintes palavras:
“ Portanto, que a tua alma e o teu coração encontrem força para o escutar. Ulisses não foi o único que perdeu na terra de Tróia o dia do regresso: quantos outros mortais lá pereceram! Vai para o teu quarto, vela pelos trabalhos do teu sexo, tear e roca de fiar, ordena às tuas servas que se entreguem às suas tarefas; a palavra é ocupação dos homens, sobretudo minha; porque sou eu o amo desta casa.”
podemos encontrar semelhanças com estes dois versículos das cartas dos Colossenses.
[Colossenses 3:18] Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor.
[Colossenses 3:19] Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.
Tem por base aquilo que o ilustre Homero escreveu sobre Ulisses no país dos Feaces, (Mas olhe que acho este Ulisses muito saído da casca: Nausícaa queria ficar com ele, Calipso ficou com ele, ele ficou com Circe depois de tê-la feito prometer que o libertava; sempre a pensar na esposa, coitadinho. É como diz a música “Estou fazendo amor com outra pessoa, mas meu coração, vai ser pra sempre seu. O que o corpo faz, a alma perdoa”. Está bem, está!):
“E a seguir, depois de se terem banhado e untado de óleo fluído, tomaram a sua refeição perto das margens do rio esperando que o sol secasse os vestidos com os seus raios. Quando as aias e a senhora se fartaram de comer, jogaram à bola, tendo-se liberto dos véus. Era Naausícaa de alvos braços que marcava o compasso do canto e da dança.”
(…)
“…Atena concebeu um outro desígnio para que Ulisses despertasse e visse a virgem de lindos olhos que o conduziria à cidade dos Feaces.”
(…)
“Tendo assim falado, o ilustre Ulisses saiu da moita; na espessa floresta, ele partiu com a sua forte mão um ramo revestido de folhas, para assim cobrir o corpo e esconder o sexo.”
Encontramos na Bíblia a mesma ideia mas desta vez aplicada a Adão e Eva. Vamos então ver:
[Génesis 2:25] Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.
[Génesis 3:7] Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.
Por fim, a incredulidade de Tomé perante as chagas de Cristo é igual à que os amigos e companheiros de Ulisses manifestam quando o vêem aproximar-se tal como um velho. Não acreditam que aquele seja o seu companheiro Ulisses e este diz-lhes:
“E agora, vede, vou dar-vos uma prova categórica, graças à qual me reconhecereis e deixareis de ter qualquer dúvida: uma cicatriz do ferimento que outrora um javali me causou com a sua branca presa quando eu andava pelo Parnaso acompanhado pelos filhos de Autólico.”
Eu não quero ser picuinhas, mas isto aparece também quando Jesus ressuscita a aparece aos discípulos.
[João 20:24] Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
[João 20:26] Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!
[João 20:27] E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.
[João 20:28] Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!



E isto é só uma pequena amostra; de onde este veio há muito mais. Deixo só no ar o episódio em que Ulisses fura o olho ao Ciclope que como a gente sabe, era um gigante.
“Dizendo isto, ele inclinou-se para trás e caiu de barriga para o ar. Estava deitado, com o seu grosso pescoço dobrado, e o sono apossava-se dele, tal um irresistível domador. Da garganta jorravam-lhe vinho e conduto humano; ele arrotava na sua embriaguez. Então meti a estaca debaixo da espessa cinza, até ela estar quente. Encorajei com as minhas palavras todos os meus companheiros, temendo que o medo levasse a esquivar-se um deles. Logo que a estaca de oliveira, se bem que ainda verde, ficou quase a arder, propagando um terrível clarão, eu saquei-a do lume e aproximei-a, e os meus companheiros mantinham-se à minha volta; um deus havia-lhes incutido grande ousadia. Tendo arrancado a estaca de oliveira, eles apoiaram-lhe a ponta sobre o globo do olho; eu, carregando em cima com todo o peso do meu corpo, fazia-a girar sobre si mesma: quando se fura a madeira de um navio com um trado, enrola-se na base do instrumento uma correia, pela qual se puxa de ambos os lados para o mover, e ele rodopia sempre no mesmo sítio; assim, segurando a estaca aguçada ao lume, nós fazíamo-la voltear no olho, e o sangue jorrava em torno da ponta abrasadora, e por toda a parte, em cima das pálpebras e das sobrancelhas, a pupila tostada estrugia, e as raízes encarquilhavam-se sob a chama. Quando um ferreiro molha uma grande acha ou uma machadinha em água fria para a endurecer, o metal assobia fortemente, mas em seguida é grande a resistência do ferro. Assim assobiava o olho do monstro em torno da estaca de oliveira.”

Agora compare isto com a descrição de As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift, no episódio em que Gulliver chega ao país dos liliputianos:
"Cansadíssimo, extenuado, deitei-me na relva macia e adormeci. A noite vinha descendo e eu não tinha energia para caminhar mais. Longas horas dormi, sossegadamente. Já o Sol estava alto quando acordei, e a sua claridade intensa quase me ofuscou a vista. Disse de mim para mim: - «Vou-me levantar e procurar de comer, à sombra da primeira árvore que me apareça». Era o melhor que podia fazer ... Simplesmente, ao tentar erguer-me, não o consegui. Estava preso pelos cabelos, que nesse tempo se usavam muito compridos, e o resto do corpo enredado num sem número de cordelinhos delgados, mas fortíssimos, que me tolhiam os movimentos. Pernas e braços, mãos e pés, senti-os fixados ao solo. Retesei os músculos, respirei fundo, quis sacudir aquelas apertadas malhas - e nada! Os cordéis entravam-me na pele e feriam-me. Que aflição! Por não me ser possível fazer outra cousa, voltei a estar quieto. Uma espécie de comichão ou prurido, como que provocado pela marcha de formiga ou de mosca, incomodou-me então. De súbito, surgiu a meus olhos espantados uma criaturinha minúscula, um homenzinho da altura aí duns cinco centímetros - imagine-se! - mas bem proporcionado e todo esperto."

NÓS POR CÁ TODOS BEM
Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

PEDRO CABRITA REIS NO CAM
Horas extras

MANUEL OLEIRO
(presidente do Instituto Português de Museus)
O PRESTIDIGITADOR


Manuel Oleiro, Presidente do Instituto Português de Museus, no passado mês de Julho fez mais um dos seus costumados números de ilusionismo e apresentou à comunicação social os números relativos aos visitantes dos museus tutelados pelo Instituto, do qual é presidente.

E, para grande satisfação nossa, veio anunciar que os Museus Nacionais estão bem e recomendam-se, que tiveram um aumento de visitantes de trinta e tal por cento, que mais isto e mais aquilo, enfim, um verdadeiro conto de fadas.

Como bom ilusionista que é, Manuel Oleiro sabe que tem sempre que esconder algo, para que a dignissíma assistência não se aperceba dos truques praticados. Isto é matéria de qualquer cartilha básica do bom ilusionista.

Assim, os números de visitantes dos museus do IPM só foram publicados em Agosto (provávelmente devido às férias) e, melhor ainda, "esqueceram-se" de publicar os números detalhados do museu com maior número de visitantes, o Museu dos Coches.

Desta forma, e sem o Museu dos Coches, qualquer análise ao primeiro semestre que não inclua aquele museu fica incompleta. Mas não é por isso que não podemos tirar, desde já, algumas conclusões.

Assim, dos 24 museus analisados (faltam o Museu dos Coches e os museus do Abade de Baçal e o de D.Diogo de Sousa), a primeira conclusão é a de que durante o mês de Maio (mês da Festa dos Museus) um grande número deles entrou realmente "na borga", de tal forma que, durante o mês de Maio, nas categorias "Livres" e "Outras" (categorias onde são contabilizados os espectadores da Festa dos Museus) o total de visitantes em 2005 foi de 30.266 e de 60.385 em 2006!

Curiosamente, o Museu Nacional de Arte Antiga, que é acusado, em determinados meios, de ser o mais "farrista" de todos os Museus, teve uma diminuição de 3.874 visitantes naquela categoria e naquele periodo, ou seja, menos 26% do que em 2005.

Agora, e só para aguçar o apetite, só mais algumas pequenas notas.

Retirando os visitantes da Festa dos Museus (afinal a política do IPM tem que ser julgada pelo conjunto do ano e não por uma ou outra "animação"), no final do primeiro semestre a situação dos museus do IPM era a seguinte:

- 10 Museus tinham perdido visitantes em 2006 comparativamente a 2005.
- 3 Museus tinham conquistado menos de 1.000 visitantes cada um, no semestre de 2006, relativamente a 2005.
- 5 Museus tinham sido responsáveis por 95% do aumento de visitantes em 2006.
- O Museu de Conímbriga continua a perder visitantes.
- O Museu do Azulejo continua a perder visitantes.

Como se pode verificar, a política (?) de Manuel Oleiro continua a apresentar "resultados brilhantes" !

Continuamos amanhã.




BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas


















about tim davis

DEATH OF A PRESIDENT
O FILME



Matt Drudge hasn't seen Death of a President, and neither have I. I'm waiting to see the movie before handing down a verdict on its inevitable pros and cons; Drudge's verdict on the British-made film (scheduled to premiere at the Toronto Film Festival later this month) was splattered across his front page the second he heard about it. "SHOCK" screamed the Drudge Report, in terms the man with the hat usually reserves for Hollywood-bashing Chris Rock gaffes. "PRESIDENT BUSH ASSASSINATED IN NEW MOVIE."

Within a day everyone knew about Gabriel Range's film, a mockumentary chronicling the fateful day in 2007 when the commander in chief moseyed out of a Chicago rally, rimmed by anti-war goons, and took one in the gut from a Syrian gunman. The promotional still fronted by Drudge captures the fatal moment; Secret Service scrambling with guns drawn, civilians running and screaming, Bush clutching and wheezing as if he's swallowed the world's largest peanut. The image is meant to evoke those terrible grainy shots of Bobby Kennedy on the floor of the Ambassador Hotel, and it succeeds; the shot is familiar, freakish, and arresting all at once.

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terça-feira, 5 de setembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about josé marafona



AVISO À NAVEGAÇÃO


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segunda-feira, 4 de setembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about david lachapelle

AVISO À NAVEGAÇÃO

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PEDRO CABRITA REIS NO CAM
4.9.2006 (dia 29 - 10h00)