segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

VIAJAR SEM SAIR DO SÍTIO


A Hachez é uma marca alemã com uma abordagem ao chocolate muito própria e exclusiva a quem é atento.
O seu 88% Cocoa Premier Cru apresenta-se intenso e desaparece sem encores, deixando-nos memórias.
Num tempo relativo, uns minutos com meia grama na boca levam-nos de viagem.
Não é uma viagem doce em primeira classe comprada em qualquer agência. É antes um passeio a cavalo por montanhas em nevoeiro, com vistas esporádicas para lagos por entre árvores odoríferas com cantos de aves canoras e sugestões de uma emboscada com dardos de curare.
É inebriante mesmo sem uma bebida espirituosa a acompanhar. Vai bem com um cigar volumoso e bem ventilado, um robusto criado e torcido na mesma América Central.
A sua confecção é uma questão de perfumaria.
Na sua origem não está um comum forastero mas um raro crillo Venezuelano ou Tobagueño.
Este psicotrópico pode ser encontrado na Rua Garret 38, na Casa Pereira

TEXTO DE ANTÓNIO

AO ESTADO A QUE LISBOA CHEGOU

"A Vereadora Gabriela Seara, responsável pelo pelouro da Reabilitação Urbana da Câmara Municipal de Lisboa, ordenou hoje, dia 7 de Dezembro, a tomada de um conjunto de medidas provisórias para o edifício com o n.º 113 da Praça Dom Pedro IV (Rossio) que visam assegurar a segurança de pessoas e bens naquela zona da cidade.

Face ao agravamento da situação de insalubridade e insegurança detectada numa visita efectuada ao imóvel pelos técnicos da autarquia durante o dia de quarta-feira, 6 de Dezembro, foi comunicada ao proprietário do conjunto edificado a necessidade de proceder de imediato ao escoramento da cobertura nas zonas mais degradadas, nos respectivos pavimentos e paredes adjacentes, assim como a levar a cabo a protecção necessária contra uma eventual queda de materiais na via pública e simultaneamente isolar a cobertura e as fachadas contra a entrada de águas pluviais em todo o edifício.

Face à interpelação da Câmara Municipal de Lisboa, o proprietário do imóvel comprometeu-se a iniciar de imediato os trabalhos determinados pelas medidas provisórias tendo apresentado a calendarização da intervenção".

No edifício, que se encontra ocupado apenas ao nível do piso térreo, com comércio e serviços, estando os restantes pisos devolutos, constatou-se uma elevada degradação ao nível do seu interior, principalmente na cobertura, pavimentos e tectos. Existe uma grave situação de insalubridade e segurança, designadamente com a eventual projecção de materiais para a via pública.
in: site da câmara municipal de lisboa (link)

Nos últimos anos os serviços da Câmara nada viram, nada observaram, não actuaram.

Nos últimos anos o proprietário do edifício de nada sabia, de nada cuidou, tudo ignorou.

Nos últimos anos este edifício foi um edifício invisivel: nem o proprietário nem a Câmara verificaram que se estava a degradar perigosamente, e que, a continuar assim, ruiria ou teria que ser demolido.

Só que esta técnica é seguida desde há muitos anos pelos proprietários que desejam valorizar os seus terrenos: abandonar os edifícios, essencialmente ao nível das coberturas e das janelas.

O resto é só uma questão de tempo.

E tudo isto se passa numa das principais praças de Lisboa, o Rossio.

Voltamos a repetir a pergunta: será que esta MERDA não tem fim à vista ?




MANUEL OLEIRO, PRESIDENTE DO
INSTITUTO PORTUGUÊS DE MUSEUS
TEM MEDO DE QUÊ ?


Três semanas após a Ministra da Cultura e Manuel Oleiro terem convocado uma conferência de imprensa para anunciarem a "boa nova", ou seja, que os Museus tutelados pelo IPM tinham ultrapassado, em Outubro, o milhão de visitantes, os dados referentes a este mês continuam a não estar disponíveis para consulta pública, á hora a que escrevemos este comentário (10h57).

Afinal qual é o receio de Manuel Oleiro em divulgar estes números?

Será porque o Museu do Chiado continua a registar percas dramáticas de visitantes, ou será porque o "problema rodoviário" do Museu de Conímbriga ainda não foi resolvido (este museu perdeu mais de 50% de visitantes nos últimos anos e Manuel Oleiro declarou recentemente que tal se devia a um problema rodoviário...), ou será que se descontarmos a "contabilidade criativa" associada à festa dos Museus do passado mês de Maio provávelmente os números não são assim tão brilhantes ?

O que sabemos é que Manuel Oleiro tem os números relativos aos visitantes dos Museus tutelados pelo Instituto a que preside, e não os torna públicos.

Ele lá terá as suas razões ...

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas























about judy gelles (link)

QUEM MATOU BRAD WILL?
















The family of slain Indymedia journalist Brad Will has renewed its call for an independent investigation of his shooting, which occurred while Will was covering protests in Oaxaca, Mexico. Family members accused authorities in Oaxaca of attempting a "ludicrous" cover-up after the Oaxaca state attorney general, Lizbeth Caña Cadeza,alleged earlier this month that Will was shot by...

LINK

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about mary mattingly (link)



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blogue
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blogue não é para preguiçosos.



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

FOI VOCÊ QUE FALOU NA IKEA?

Quel est le niveau de transparence d'Ikea ?
Très faible ! En matière de transparence, Ikea joue sur l'identité suédoise, l'image de la social-démocratie ouverte et transparente, or les montages juridiques de la société sont totalement opaques et orientés vers un seul but, payer le moins d'impôts possible...Par ailleurs, l'entreprise n'est pas cotée en bourse, ce qui lui permet d'échapper à la transparence financière. En 2004, le groupe n'a payé que 19 millions de dollars d'impôts pour un bénéfice de 353 millions.

LINK

IMPERDÍVEL

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA















about jeff bark (link)



AVISO À NAVEGAÇÃO


A lógica de colocação de textos neste blogue
não obedece à lógica corrente na blogosfera.

Este blogue não é para preguiçosos.



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

LAS MOVIDAS OU,
DADO QUE VOCÊS
SÃO
UMA CAMBADA DE PREGUIÇOSOS...
























about mário cabrita gil (link)

contra-baixo disse...

Interessante, sem dúvida.

Esclareça-me, no entanto, o seguinte: em que medida o trabalho de MCG pode ser "arrumado" na "Movida", eu até admito haja coincidência no tempo (?), agora em relação ao arrumar a exposição "A idade da Prata" no movimento a “La Movida”, é que eu tenho algumas dúvidas …

À consideração superior

12:39

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FORMIGA BARGANTE disse...

Meu caro contra-baixo

Respostas, só lá mais para a noite.

Euricos...

13:02

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a disse...

Eu acho mesmo é sintomático.
Como todos dizem, é o país que merecemos.

13:05

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FORMIGA BARGANTE disse...

Meu caro contra-baixo

Antes de tudo mais, convém clarificar o meu conceito de “movida”: a espanhola e a portuguesa.

A espanhola foi impulsionada, desde Madrid, por um “alcalde” de excepcional cultura e visão, Enrique Tierno Galván, o qual percebeu que para mudar a imagem da sociedade posfranquista espanhola teria que criar e impulsionar um movimento cultural que mostrasse Espanha como um pais moderno e aberto à mudança, em contraponto à imagem fascista então dominante.

A portuguesa foi resultado da reunião, organizada, de um conjunto de indivíduos, que tinham como objectivo a “tomada do poder” aos vários niveis da actividade cultural nacional.

A primeira grande afirmação pública deste desejo encontra expressão na realização da exposição “Depois do Modernismo”, em 1983.

É conferir os nomes dos participantes nesta mega exposição, (criadores, crítivos e autores de textos para o catálogo), e verificar os lugares que ocupam na cena artistica portuguesa actual.

E é neste contexto que surge “A Idade da Prata”.

O livro de Mário Cabrita Gil (e não a exposição) surge como mais um elemento na estratégia seguida, e que visava conferir um selo de afirmação (as exposições são acontecimentos efémeros, os livros não) para o presente (o livro é editado em 1986) e para o futuro.

Mas o que mais me despertou a atenção foi o facto de os espanhois utilizarem a côr e visualizarem o excesso da época nos retratos agora “recuperados”, enquanto Mário Cabrita Gil utiliza o P&B e os seus “modelos” adoptarem uma pose “séria” e “institucional”.

Numa segunda leitura às fotos, outro facto me chamou a atenção:
no lado espanhol tanto existem fotografias individuais como colectivas, enquanto do lado português não existe uma única fotografia colectiva.

Para concluir, e este é um dos motivos do meu fascínio pela fotografia, estas fotos, as espanholas e as portuguesas, permitem muitas leituras sobre uma época extremamente importante para os dois povos, e uma análise comparativa sobre a postura dos seus vários protagonistas, e a partir daí tentar perceber algumas das razões pelas quais Madrid tem o dinamismo por todos reconhecido, e Lisboa tem Carmona Rodrigues como presidente do Município.

Cumprimentos

17:44

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contra-baixo disse...

Absolutamente de acordo consigo! O problema aqui é mesmo o de qualificação, na realidade estamos perante duas atitudes diferentes: a espanhola e a portuguesa. O que me parece um excessivo é qualificar o “movimento” português como movida quando na realidade nada teve a ver com este.
A chamar-lhe alguma coisa eu teria preferido dizer "As atitudes" e não as Movidas.
Saludos.

20:04

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AM disse...

Bem visto.
As diferenças são "todo um programa".
Infelizmente, no nosso caso, é um não-programa!

21:42

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obs: pedro lapa e manuel oleiro não constam do livro "A Idade da Prata".
Eram, e continuam a ser, pechibeques.


Quatro quartas com contos*

Dona Salomé, assim chamada após a morte do seu Herodes, companheiro de 31 anos de casamento arrastava o ventre pelo fogão naquela véspera de dia de Natal. Até há duas semanas era a Salomé, ou a Mé para os da rua, desde lá de cima, da Micas do Pega, até ao Necas da Adega, ou a Dona Mé para os vindos de fora. Mas a ida do marido “para um mundo melhor” como lhe diziam tinha-lhe dado um título nunca antes alcançado e que lhe fazia crer que o Deus tirava de um lado, punha do outro, para compensar. Não era para Dona Salomé compensação alguma; o seu Herodes a subtrair-lhe à socapa filhoses da travessa, isso sim, era o Natal. Não tinham tido filhos porque ela, como se dizia na rua à boca cheia, mas nunca à visada, “era fruta tocada”. Um mau exame ginecológico, na altura em que ir a esses sítios era para gente desfrutável ou que desfrutava muito bem do dinheiro, tinha-lhe avariado o sistema e Dona Salomé vivia para o seu Herodes e no Natal, para as filhoses que ele com algo parecido com avidez, mas que não o era, ia depenicando.
Dona Mé, ou Dona Salomé, ou Mé (para nós não importa uma vez que não lhe conhecemos vida anterior ao episódio aqui narrado), estava pois de avental a dançar no corpo, (tinha emagrecido muito desde a ida do seu Herodes) de anca colada ao fogão a chorar para cima das filhoses quando lhe entrou pela casa Isabel Boaventura, vizinha dois números de porta mais à frente e que todos os anos lhe encomendava uma travessa de filhoses devido à fama que tal iguaria tinha ganho na rua e cuja propagnada se devia em parte à barriga proeminente de Herodes mal acabavam as festividades natalícias.
- Ó Mé, ainda estás nisso mulher? Vai sossegar numa cadeira! Jesus Maria José, estás cor de pimentão!
- São os vapores da fritura que me maleitam mais da minha asma.
- Então deixa lá isso, não faças mais. Essa travessa já chega.
- Está bem está! Agora que tenho a massa, mais vale fritá-la. Se puser no frigorífico vai ser para fermentar e deitar fora.
- Como queiras mulher, mas só levo estas que o doutor disse que lá em casa andamos todos com o colesterol muito alto. Doenças modernas, é o que é. Antes a gente comia tudo e só ía desta para melhor de barriga cheia e por acidente. Ai desculpa, nã devia ter dito isto. Desculpa Zita, foi um desabafo, foi uma coisa sem pensar. Deixa isso mulher, anda sentar-te aqui. Onde passas o Natal?
- Passo aqui.
- Aqui sozinha?
- Sim, como sempre passei. Só que antes tinha o meu Herodes e hoje não tenho. Depois das festividades devo ir para umas termas, para Monfortinho talvez, levar uns vapores com aquelas águas que eles têm e empapar o peito com folhas de eucalipto.
- Faz isso mulher, vai-te fazer bem. Mas hoje à noite aparece lá em casa para a gente ir juntas à Missa da Galo. Não fiques aqui.
- Vou esperar que o Herodes venha comer uma filhós.
- Ele está no Céu criatura!
- Mas lá não há filhoses!

Na noite de Natal, Dona Salomé já com o rosto lavado nas próprias lágrimas e por elas sufocada, expirou pela última vez. Depois do peito baixar completamente como num grande “ai”, não se elevou mais. Estava morta. O marido soube da notícia mais tarde, já na Missa do Galo, devido à diferença medida em anos-luz. E no momento em que ía beijar o pezinho do Salvador, que nessa noite convenientemente e por falta de candidatos para o papel à altura do mesmo voltava a ser criança, Herodes exultou: “Graças a Deus, a minha Salomé morreu!”

(in, Margem para Dúvidas)
*A relembrar o bolo da nossa infância Quatro quartos com laranja

STREET PHOTOGRAPHY
















about christophe agou (link)

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Realmente, há por aí muita inveja!
Há, de facto, gente que se roi de despeito quando vê gente tão bem sucedida na vida como os senhores administradores da deficitária Metro do Porto!

in: sérgio de andrade - jornal de notícias de 5.12.2006

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas



















about jules spinatsch (link)

HILLARY CLINTON´S EARLY MOVES

Sen. Hillary Rodham Clinton (D-N.Y.) is taking a series of concrete steps toward a likely campaign for president in 2008, settling on key members of her campaign team, recruiting potential new additions to her staff, and calling Democratic activists in states with early primaries and caucuses.

No final decision on running is expected before the end of the year, according to sources knowledgeable about her thinking, as Clinton works methodically through a checklist of preparatory steps. But she and her inner circle are already ramping up for what could be a history-making bid for the White House.

The latest move is the choice of longtime adviser Patti Solis Doyle as campaign manager. That follows the recent recruitment of three seasoned political operatives who, if she runs, would play key roles on what is now a rapidly expanding Clinton campaign organization.

The three are Jonathan Mantz, who has been working for New Jersey Gov. Jon S. Corzine (D), as finance director; Phil Singer, who was communications director for the Democratic Senatorial Campaign Committee, as a communications strategist; and Karen Hicks, who ran former Vermont governor Howard Dean's New Hampshire operation in 2004, to oversee organizing, particularly...

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terça-feira, 5 de dezembro de 2006

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















new york city, 1998 - daguerrotype
about jerry spagnoli (link)