domingo, 6 de maio de 2007

uma mão lava a outra e as duas lavam a França


(Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy)

- Eu prometo apoiá-lo como candidato ao meu próprio cargo.
- E eu prometo que a justiça obnubilará o seu pequeno problema.

sábado, 5 de maio de 2007

ÚLTIMA HORA

Graças ao ODESPROPOSITO (um dos blogues apreciados nesta paróquia), ficámos a saber das "aptidões" do arquitecto que está a trabalhar no projecto do novo museu
MAR DA LÍNGUA PORTUGUESA.

Seria de rebentar a rir se não fosse trágico.

No seu curriculum, o "homem" (júlio de matos de seu nome, palavra...)
apresenta-se como...

Leiam e se não acreditarem, a culpa não é nossa.

LINK

Política cultural é uma avestruz
Para o ex-adido, a política cultural externa não tem coordenação, ideia ou impulso
Luís Mascaranhas Gaivão

A política cultural externa de Portugal é uma avestruz: enterrou a cabeça na areia enquanto revela o traseiro, mal disfarçado, sem coordenação, sem ideia, sem impulso.

É atributo do Instituto Camões promover a Cultura e a Língua de Portugal no estrangeiro. Para isso, recebe uns patacos do Orçamento do Estado e, opção entre as opções, decide apostá-los quase em absoluto na Língua. Aplicam-se, desde logo, alguns critérios, decididos, convém dizer, em circuito fechado interno, sendo chamados à colação uns 2 ou 3 «experts» da praça, os amigos e, vá lá, um que outro ‘parente’ mais afastado, para disfarçar.

Depois, baralha-se tudo, bate-se em castelo, com levedura propagandística, e serve-se a Língua Portuguesa (LP daqui em diante) por esse mundo de Cristo. Entretanto já se mandaram embalar, em reputadas empresas gráficas e informáticas, programas, manuais, livros de apoio, sítios, tele-informações e telecursos e axadrezaram-se-se uns professores, ditos leitores, a ganharem o pão que o diabo amassou, como pontas-de-lança da LP, pelos cinco continentes, onde não raras vezes deixam a desejar e sem culpa pessoal formada.

Agora, a cultura, senhores! A cultura portuguesa no estrangeiro, sabem o que é isso? Eis um sinal:

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral mandou, já fez um ano, para a rua, sem apelo nem agravo, sem critério de escolha conhecido, os conselheiros culturais de, por exemplo: Bissau, São Tomé e Príncipe, Luxemburgo e Rabat, entre outros. Todos estes dirigiam um Centro Cultural Português nos respectivos países.

Bissau e São Tomé, notaram bem, lusofonicamente falando, pertencem à tal África prioridade das prioridades! Luxemburgo, já viram, emigrantemente falando, os tais irmãos, sangue do nosso sangue, longe da pátria madrasta e tão portugueses como nós? Rabat, repararam, arabizantemente falando, em crise de distanciamento político-cultural? Eminente, a visão estratégica de quem propunha um torneio de futebol entre árabes e europeus para acalmar a crise das caricaturas, se deslocou diversas vezes ao Luxemburgo sem nunca contactar os emigrantes e de África deve, apenas, possuir a contragosto, algum gene meio perdido de antepassado ignoto.

Motivo das exonerações? Suspeitas de que os conselheiros não teriam sido escolhidos por mérito, e que eram responsáveis pelo défice orçamental do MNE. Mas, logo logo, nasceu a promessa de novo e impoluto concurso de admissão. Onde está ele?

Bem, os orçamentos destes centros culturais, eram menores do que o orçamento de que dispunha São Francisco de Assis para pregar às avezinhas e até houve um deles que recebeu 0,00 euros para promover a cultura de Portugal pelo prazo de um ano!

Resta, apenas, ao conselheiro, arregaçar as mangas e ir à procura de apoios: pede a este e leva sopa, pede àquele e dizem-lhe que o Estado é que deve pagar, um terceiro diz-lhe “vai mas é trabalhar” (o ex-ministro gostará deste comentário!), mas lá acaba por arranjar um que outro auxílio.

O conselheiro mata a cabeça, de seguida, numa programação já sem tempo, arrancada a ferros, de actividades culturais, apresenta-a, de mansinho à tutela, não vá ela chumbá-la por falta de critérios, e substituí-la por manifestações enigmáticas de instalações e pós-modernismos de elite, tão visceralmente portugueses!...

A política cultural externa de Portugal, faz-se, pela única e exclusiva qualidade dos artistas portugueses, e apesar de quem de direito.

Entre eles incluo os conselheiros culturais exonerados.
Ex-adido cultural

in: semanário expresso de 5.5.2007

sexta-feira, 4 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA


















about massimo siragusa (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

MUSEU MAR DA LÍNGUA PORTUGUESA

"O projecto «foi desenhado para manter o respeito pelo edifício e com uma intervenção mínima para preservar, nomeadamente os frescos, tentando não entrar em despesas desnecessárias, mas introduzindo uma dimensão contemporânea», explicou o arquitecto".

Ao lado, no «Laboratório dos Sentidos», será possível perceber de que forma os Descobrimentos trouxeram aos europeus novos sabores, visões do mundo, sons, sensações e cheiros, provenientes de outros lugares e outras culturas.

«A ideia de base nesta área é mostrar o movimento da língua portuguesa para fora da Europa, nos séculos XV e XVI, o contacto com outras culturas e o enriquecimento mútuo que daí resultou», referiu Ivo Castro, recordando que o português também incorporou elementos de outras línguas".
in:diário digital (link)

Ou muito nos enganamos, ou este Museu ainda vai dar muito que falar, e pelas piores razões.

Numa altura em que por todo o lado se discute cada vez mais as relações colonizador/colonizado, e a consequente denominação e suas consequências da cultura do colonizador sobre a cultura do colonizado, a nossa ilustre ministra "adescobre" uma sucursal do original do Museu dedicado à mesma temática, no Brasil, mas que no caso do original o ponto de partida é muito mais "descontraido", dado que é o ponto de vista do colonizado.

Mas, afinal, o que seria de esperar?

Com esta ministra, um Oleiro e um arquitecto Júlio de Matos, todas as combinações são possíveis...





quinta-feira, 3 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA



















about jurgen nefzger (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

“Onde se metem os narizes” – Lauren Bacall

O mau beijo
Os maus beijos são bênçãos; permitem-nos, quando colocados na balança da nossa memória, fazer pender o fiel para o lado dos bons. São o pano de fundo sobre o qual os bons beijos ganham a importância que sempre foi deles e que, se por algum acaso substituída por minudências, perdão seja concedido a quem cometeu essa perfídia. De certa forma os maus beijos são aqui retratados do lado de quem os recebe, mas como se trata de uma troca, tanto os recebemos maus como os damos piores ainda. Porém, como o post tem de continuar, apresentamos em tom esquemático que não nos é caro, embora o mais adequado ao suporte em questão, aqueles que consideramos os três tipos de maus beijos que cada um deve experimentar (embora a experiência não seja nada boa). Esperando que não nos obriguem a entrar em pormenores nesta explanação, podemos dizer que os maus beijos podem ser do tipo beijo de gato, beijo aspirador e beijo sinal de trânsito. Quem já viu um gato a beber leite, a lamber os bigodes, a lavar as patas, sabe ao que nos referimos. O beijo de gato (é enganoso o nome, não é?), é tetraplégico no desenvolvimento, sabe a pouco e não deixa saudades. O beijo aspirador ainda admite uma segunda vez, uma outra oportunidade, dependendo do grau de potência com que fomos aspirados da primeira vez. O beijo aspirador suga tudo, o que nos parece particularmente ridículo, uma vez que beijar em nada se assemelha a uma limpeza à cavidade bocal, nem quem aspira fica seja com o que for. O beijo sinal de trânsito é um tipo mais subtil, compreendido inteiramente nos primeiros segundos, mas difícil de se classificar como irrepetível devido ao potencial que guarda. O beijo sinal de trânsito é um beijo com carácter de obrigatoriedade ou proibição, em que uma das partes tenta obrigar a outra a beijar segundo os seus próprios cânones (não deixando espaço para que cada um beije como na realidade o faz), ou a proíbe de beijar conforme o desejado. Dez segundos após o início alguém pensa “Cristo, quando é que isto acaba?!”

O bom beijo
O bom beijo pode ser descrito através de uma pequena história que vamos inventar aqui em cima do joelho, na forma, não no conteúdo pois esta sempre foi uma ideia que tínhamos acerca do bom beijo. O bom beijo é… O bom beijo é como o meu avô quando estava a morrer. Diabético, com um cancro no estômago que fazia com que o quarto cheirasse a enxofre apesar da forma asséptica como as carpideiras de serviço o deixavam, sem dentes e sem vontade. Pelo menos sem voz para exprimi-la. Um dia a minha avó, cuja vida é hoje negociada entre Deus e o Diabo através de mensagens de fumo (e uma vez que o fumo não desce, Deus não está a conseguir estabelecer contacto como vizinho de baixo o que mantém a minha avó numa posição nada cómoda principalmente quando está de barriga para cima), entrou no quarto com um brigadeiro. Um daqueles reluzentes e nevados de chocolate. E contra todas as opiniões e médicos e visitas e visitas e visitas e visitas, meteu o brigadeiro na boca do meu avô que apesar de há muito tempo a líquidos, o manteve entre os maxilares despidos até o chocolate derreter e escorrer por completo pela garganta, tal qual como se deve comer um doce. Um bom beijo é como isto, como um doce dado a um diabético, a um homem que vai perecer e a quem de nada servem pensamentos a longo prazo. Supera todas as mezinhas e poções, todas as panaceias e recomendações, é pouco, é sempre pouco, é raro e é bom. Obriga-nos a voltar atrás e encetar a seguinte conversa: “dá-me outro”, “olha lá que vais perder o comboio”, “dá lá”, “tu e os beijos! Para que queres outro beijo”, “para a viagem”.

E NINGUÉM TRAVA ESTA LOUCURA?

Museu Mar da Língua é "prioritário".
Em breve começarão as obras para o novo Museu Mar da Língua Portuguesas - projecto que, disse ontem a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, custará três milhões e meio de euros (1,6 milhões do Programa Operacional da Cultura e o restante do PIDDAC) e deverá ser inaugurado em Junho de 2008.
Este é um projecto "prioritário dentro da política de museologia em Portugal". "Fazer política é fazer opções", sublinhou a ministra, acrescentando que "o financiamento dos museus em Portugal não é ideal, mas isso não nos pode paralizar".
in: jornal público de 3.5.2007

2.3.2. Juros de mora
68. Foram pagos pelo Instituto Português de Museus (IPM), juros de mora à empresa Prestibel, SA, referentes a serviços de vigilância e segurança, no valor de 278.262,93€ (dos quais 184.512,75€ relativos a 2004 e 93.750,18€ relativos a 2005).

69. As despesas correspondentes aos pagamentos de juros de mora, face aos elevados encargos suportados e atendendo ao facto da mora nos pagamentos a este fornecedor ser uma situação recorrente no IPM, não cumprem com os critérios de boa gestão financeira, de acordo com os quais nenhuma despesa deve ser efectuada sem que também seja justificada quanto à sua economia, eficiência e eficácia.
in: relatório nº 31/06 (página 18) da inspecção do Tribunal de Contas ao Instituto Português de Museus

Na verdade, e como muito bem afirma Isabel Pires de Lima, governar é optar.

E, neste caso, Isabel Pires de Lima opta por não dotar o IPM de verbas suficientes para evitar juros de mora, e resolve fazer mais um museu, quando não tem verbas para manter abertos, com um mínimo de dignidade, os actuais museus nacionais sob tutela do IPM.

Na verdade, e como muito bem afirma Isabel Pires de Lima, governar é optar.

E, neste caso, Isabel Pires de Lima opta por fechar museus (Azulejo, Arte Antiga, só para referir dois dos mais emblemáticos) durante os horários normais, face à não afectação de verbas para vigilantes.

Na verdade, e como muito bem afirma Isabel Pires de Lima, governar é optar.

E, neste caso, Isabel Pires de Lima opta por colocar o espólio do Museu de Arte Popular "num sitio digno" como afirma na notícia acima referida.

E esse sítio digno é o Museu Nacional de Etnologia, que definha em Lisboa (em 2006 teve 11.895 visitantes - menos de mil por mês-, dos quais 3.608 alunos de escolas) perante a indiferença de Isabel Pires de Lima.

Na verdade, e como muito bem afirma Isabel Pires de Lima, governar é optar.

E Isabel Pires de Lima opta por "fazer obra" e deixar (pensa ela...) o seu nome para a posteridade ligado aos novos museus Mar da Língua Portuguesa e Hermitage, sem cuidar de reunir condições financeiras e humanas para valorizar e desenvolver os museus existentes.

Na verdade, e como muito bem afirma Isabel Pires de Lima, governar é optar.

E, neste caso, Isabel Pires de Lima troca o interesse nacional pela colocação do seu nome em duas placas a assinalar "Este Museu foi inaugurado por Sua Excelência...".

Este Ministério é mesmo um quintal mal frequentado, não acham?










IMPORTA-SE DE REPETIR?

"O lema da cidade de Lisboa é -Mui nobre e sempre leal-.
Carmona Rodrigues deve deixar a presidência da cidade porque demonstrou não entender o sentido desta frase".

"Para já, vai ser preciso arrumar a casa, dominar o caos financeiro, motivar os funcionários e os colaboradores da câmara. Mas há mais: ninguém voltará a confiar numa oposição que, em boa medida, partilhou os vícios da presidência. A irresponsabilidade, a mesquinhez e a política de vistas curtas têm de acabar. O drama é que os aparelhos locais dos partidos estão infectados e ninguém espera que se curem sózinhos".

"Está na hora de os lisboetas começarem a dizer o que querem da Lisboa do futuro. Portugal precisa dela".
in: rui tavares - jornal público de 3.5.2007

Já agora, uma perguntinha: como é que os lisboetas se vão fazer ouvir, se todos os partidos (eventualmente com a excepção do bloco de esquerda ) estão "infectados"?

Transformando o Rossio num "corner speaker"?

Só para acabar: nas últimas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa o PS tinha um candidato a uma freguesia de média dimensão que nem conhecia o tamanho geográfico da freguesia à presidência da qual concorria.

Evidentemente que perdeu a eleição...

PARA MEMÓRIA FUTURA


Já perceberam das razões que levaram Manuel Maria Carrilho a não lhe apertar a mão?

Quem votou neste "cromo" para presidente da Câmara Municipal de Lisboa devia pagar multa.

BORN IN THE U.S.A.
Fotografia e política americanas


















about lori nix (link)

"JIHAD": IDEA AND HISTORY

The notion of jihad is one of the most contested in the modern Islamic and political lexicon. In a four-part essay, Patricia Crone makes it comprehensible: by identifying its textual sources, examining how early Muslims translated it into practice, asking how they made sense of it ethically, and exploring its contemporary relevance.

LINK




CONSELHO DO FORMIGUEIRO

NÂO PERCAM!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about christian gieraths (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006


E AS MINHAS 5 NOMEAÇÕES VÃO PARA


ESCRITO A LÁPIS
(só pela existência deste blogue, está justificada a net)

BELOGUE
(de "férias", mas, seguramente, um grande blogue escrito em português)

O DESPROPÓSITO
(num país de corporações e "entendimentos", a forma frontal como neste blogue se escreve sobre arquitectura e arquitectos, mais que justifica a nomeação. E feito por um arquitecto!)

DEAD COMBO
(pela música, mas também por outras razões...)

DALTÓNIC BROTHERS
(só vendo...)

MINISCENTE
(só lendo...)

Nota do formigueiro: quem diz cinco diz seis, verdade?

terça-feira, 1 de maio de 2007

TENHAM UM MUITO BOM 1º DE MAIO













about bernd mai (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

PHOTO LEAGUE















about ann zane shanks (link)

A melhor forma que encontrámos para nos associar ao espirito do 1º de Maio, é chamando a atenção, aos mais desatentos, para um extraordinário colectivo de fotografos que surgiu nos Estados Unidos em 1936.

A Photo League era uma cooperativa de fotógrafos profissionais e amadores, que tinha como missão, entre outras, mostrar as condições de vida das classes mais desfavorecidas dos Estados Unidos, nessa época, bem como disseminar o ensino da fotografia junto das classes operárias de Nova York, para assim contribuir para o aumento do nível de consciência social dessas mesmas classes.

A New York Public Library realizou, entre 27 de Outubro de 2006 e 18 de Fevereiro de 2007 uma grande exposição sobre a Photo League, intitulada "Where Do We Go from Here?" da qual juntamos, no final, o respectivo link.

A todos aqueles que se interessam por fotografia, não percam esta excelente introdução a uma das épocas mais fascinantes na história da fotografia americana e mundial.

LINK