quarta-feira, 17 de outubro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about christopher coppola (link)

O Simétrico, Capítulo IV


(...)
"Pousava com alguma precipitação, estendendo a braço direito na direcção do cabide, o chapéu-de-chuva dois anzóis à frente do chapéu de senhora e ao mesmo tempo atirava o saco com a bata para cima do sofá. Não tinha empregada, mas a casa estava impecavelmente limpa, como se nunca lhe tivesse sido tirado o plástico de protecção, como se acabasse de ser enxertada, isto porque o tempo que por lá deambulava era passado quase sem tocar em nada. A não ser nas plantas, mas para isso tinha reservado uma parte entre a cozinha e a varanda e isto em nada perturbava aquela arrumação programada. Quando arrumava, num dia previamente marcado no seu calendário mental e cuja mudança por um ou outro motivo lhe causava algum mal estar, irritação e até surpresa - pois nunca se imaginava nesse dia num outro local a não ser em casa -, deixava tudo de tal forma irrepreensível, que demorava muito tempo a sujar-se de maneira a ter de estipular outro dia na sua memória. Ficava assim liberto e sentia dessa forma ter cumprido um dever de grande importância, tanto que achava merecer uma recompensa e aí sim, saia para apreciar o que se passava lá fora. Embora achasse que o que lhe interessava, tudo o que o podia fazer feliz estava entre os elementos que compunham aquela arrumação e que interagiam com toda a harmonia, não conseguia deixar de sentir um fascínio por esse mundo de caos que começava para lá da janela.


Ao entrar, coordenava estes movimentos com o abrir do correio que tinha apanhado na porta da entrada na respectiva caixa de correio. Nunca esperava nada de extraordinário e quando lhe surgia algo de inesperado como uma carta de quando em quando de um parente muito afastado, ou uma promoção nova com publicidade cheia de cores e letras apelativas, notava um pequeno desagrado por sentir que havia alguém que não atribuía ao seu momento de refeição a importância de que ele estava certo, esse momento possuir. E quando finalmente todas estas amarras triviais haviam sido rompidas pela força da fome, descansava-a no prato de iscas com arroz de tomate, que preferia malandrinho, mas de que, por hábito inquebrável de preparar o almoço por volta das sete da manhã, via-se obrigado a abdicar. Fazia aquela refeição com todo o método exigido a uma última ceia: sempre o mesmo prato, primeiro o arroz já seco, mas ainda com a temperatura certa para uma fome que se recusava a esperar, e depois as iscas libidinosas no seu molho de cebolada, molho esse cujo brilho o enfermeiro espalhava gulosamente sobre o arroz, para o imaginar malandro tal como gostava e como de facto lhe sabia; o copo de vinho, em quantidade parca para uma refeição que durava sempre cerca de 30 minutos. E depois era a deliciosa repetição dos gestos: o desembrulhar do jornal sem o rasgar, o pousar do prato perto do tacho, em cima da boca do fogão, o servir-se com a grande colher – como se se tratasse de um instrumento maçónico – os dois passinhos que o separavam da mesa e que dava como numa dança, o puxar do banco com o pé, enquanto o resto do corpo se preparava para se sentar naquela superfície ainda em movimento, os dois talheres na mão esquerda, juntamente com o prato, o copo na mão direita e tudo junto ao mesmo tempo a assentar arraiais na toalha branca como uma grande festa de aldeia com duração indefinida."

(...)

25 ANOS DEPOIS - I
No Reino dos Falsos Avestruzes
João Martins Pereira

No próximo mês de Dezembro completam-se vinte e cinco anos relativos à entrega de um original da autoria de João Martins Pereira à editora A Regra do Jogo para publicação de um livro, o qual seria colocado no mercado em 1983, sob o título No Reino dos Falsos Avestruzes – Um olhar sobre a política”.

Ao longo dos próximos dias iremos transcrever um “capítulo” desse livro intitulado Os Cães de Caça (ou os vendedores de mitos).

A actualidade do texto de João Martins Pereira, passados que são vinte e cinco anos sobre a sua feitura, dispensa quaisquer comentários.

Só lamentamos o afastamento de João Martins Pereira.

Homens como ele fazem muita falta a esta nossa embrionária democracia.

Os cães de caça (ou os vendedores de mitos)

“O 25 de Abril trouxe-nos, entre muitas outras coisas, os “intelectuais de direita”. Era lógico que assim fosse, e é mesmo benéfico ao ponto de podermos incluir tal facto entre as “conquistas de Abril”. Com efeito, tirando uma ou outra figura que descuidadamente escorregou na casca de banana marcelista, pode afirmar-se que tudo o que por aí ia de “cabeça pensante” com o mínimo de caco era oposicionista.Claro que ser oposicionista não significava ser de esquerda, mas nessa altura era conveniente manter-se a confusão do melting pot onde todos cabiam, já que o objectivo número um era obter “as liberdades” – coisa importante para toda a gente, e vital para os intelectuais. Dir-se-à que um intelectual de direita dispunha então de toda a liberdade, o que nos restitui à questão de saber por que não existiam.
As razões são várias, mas como me não interessa deter-me neste ponto, mas apenas constatá-lo, direi que só existia verdadeira liberdade para os “intelectuais de extrema-direita” – expressão que é uma autêntica contradição nos termos, tanto a razão é violentada por regimes políticos desse perfil.
Poderá mesmo observar-se que, neste século, os mais influentes “intelectuais de extrema-direita” ou desenvolveram as suas teorias em regimes democráticos (caso típico de um Maurras, de um Sardinha entre nós) ou fizeram da política uma fé, muitas vezes em situações-limite que impõem escolhas simples e extremas (caso dos intelectuais colaboracionistas ou pro-nazis, hoje em boa parte recuperados como “artistas” que eram, não como doutrinadores; um Céline, um Drieu, um Ezra Pound).
in: joão martins pereira - no reino dos falsos avestruzes - editora "a regra do jogo" - 1983

terça-feira, 16 de outubro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA
















about pascal maitre (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

"SERÁ ISTO POSSIVEL"?

"Voltaremos às mesmas lutas estéreis, ao mesmo desinteresse dos problemas nacionais, às mesmas intrigas ambiciosas, e ao cabo de um período mais ou menos longo outra ditadura virá renovar os dias de Pimenta de Castro e de Sidónio Pais, com as correlativas e perturbantes reacções, mas então já uma ditadura que sucederá com a experiência do passado àquelas que a falta de experiência tornou inviáveis. Uma ditadura, que manterá apenas o simulacro de República, ou que será uma transicção para a Monarquia. E essa será a maior responsabilidade dos partidos, que, a despeito de todas as experiências e de largas provações, são incorrigíveis nos seus processos e na aceitação das mais compremetedoras solidariedades.

O que vai V. concluir do conhecimento perfeito de tudo o que sucedeu desde a revolta de Monsanto e da proclamação da Monarquia no Norte até à queda do Governo? Receio que tenha a impressão da inviabilidade de qualquer nova tentativa semelhante àquela que acaba de ter desfecho na mais inglória situação, que se poderia criar a quem só manifestou o mais sincero e desinteressado desejo de servir o seu país.

Será ainda possível tentar uma nova e decisiva experiência, aquela que eu deveria ter realizado, reunir um grupo de homens libertos de todos os compromissos, apoiando-se numa grande corrente de opinião nacional? Seria uma junção de valores morais, governando com a opinião pública, sem necessidade de governar contra os partidos, mas encaminhando a acção governativa para realizações de fácil compreensão e de manifesta utilidade para o país.

Assim, posta de parte qualquer pressão sobre os partidos, essa acção colectiva, com uma força exclusivamente civilista, forçaria a reconstituição dos agrupamentos políticos sobre bases que garantiriam o acordo desses organismos partidários com as mais legítimas aaspirações da Nação.

Será isto possível?

É preciso não descrer dos homens até ao ponto de os julgar inacessíveis, pela inteligência e pela moral, a deveres imperativos de consciência".
in: josé relvas - memórias políticas (2º volume) - editora terra livre (1978)

O texto acima publicado, faz parte da carta datada de 5 de Abril de 1919 e incluida num conjunto escrito por José Relvas, entre Janeiro a Abril daquele ano, ao qual o autor deu o título "Jornal de Bordo - Cartas a um amigo, alguns dias depois de ter sido chamado a organizar o Ministério de 26 de Janeiro de 1919".

Passados cerca de 90 anos, as questões colocados por José Relvas permanecem actuais.

Como em 1919, os partidos políticos permanecem "incorrigiveis nos seus processos", tal como José Relvas denunciava.

E, tal como era proposto por José Relvas em 1919, os movimentos de cidadãos são fundamentais para ajudar a modificar a vida interna dos partidos, tendo sempre bem presente que não se trata de "governar contra os partidos" mas sim de, através da prática do direito da cidadania, os obrigar a alterar os seus comportamentos.

"Será isto possivel", como se interrogava José Relvas?

Em 2009 saberemos.

BORN IN THE U.S.A.


















about david drebin (link)

domingo, 14 de outubro de 2007

boas bandas com bons sites

[1]

(Less – Estados Unidos da América)

[2]
(Beck - Inlaterra)

[3]
(Trio Katharsis - Roménia)

[4]
(Ed Motta - Brasil)

[5]
(The Concretes - Inglaterra)

cromos para a troca

[1]
(Deadcombo – Portugal)

[2]
(Kronos Quartet – Estados Unidos da América)

[3]
(The Wannadies – Estados Unidos da América)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























foto - fernando gonçalves



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

E HOJE TEMOS OS SÓCRATES, OS COSTAS, OS MENEZES E OS PORTAS (MANOS)

Aos 30 de Março de 1976 reuniu a Comissão para a Redacção do Preâmbulo da Constituição, sob a presidência da deputada Sophia de Melo Breyner Andresen Tavares. tendo como relator o Deputado Manuel Alegre de Melo Duarte e como secretário o Deputado Armando António Correia, cargos para que foram eleitos na 1ª sessão de trabalho realizado em 25 de Março.

Estavam presentes os restantes Deputados que fazem parte da Comissão, João Pedro Miller Lemos Guerra e Mário Augusto Sotto Mayor Leal Cardia, pelo Partido Socialista; Afonso de Sousa Freire de Moura Guedes e Miguel Florentino Guedes de Macedo, pelo Partido Popular Democrático; Manuel Mendes Nobre de Gusmão e José Manuel da Costa Carreira Marques, pelo Partido Comunista Português; Francisco Luis de Sá Malheiro, pelo Centro Democrático Social, e Orlando José de Campos Pinto, pelo Movimento Democrático Português.
in: diário da assembleia constituinte, nº 130, de 1 de abril de 1976, p.4343

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about julie blackmon (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

VELHOS TIQUES

MOÇÃO
Tendo em atenção as especificas competências e atribuições da Assembleia Municipal de Lisboa e o facto de, precedentemente, ter havido por parte do Executivo completa marginalização deste orgão relativamente a alguns factos com importantes reflexos na vida das populações da cidade:

A Assembleia Municipal de Lisboa, reunida no dia 23 de Outubro de 1980, reinvindica, nos termos do previsto no artº 48º, número 1, alíneas c) e q) da lei 79/77, passar a ser informada, atempadamente, sobre todas as operações em curso ou em vias de serem lançadas e que impliquem transformações no tecido urbano ou no património da cidade e que, por isso, afectem de algum modo o perfil desta e o ambiente e a qualidade de vida das populações de Lisboa.
in: moção apresentada por Rui Godinho, deputado municipal pela APU.


“Frente Ribeirinha” Continua em discussão
António Costa garantiu ontem (1 de Outubro de 2007) que a Câmara Municipal de Lisboa continua a estudar com o Governo uma solução para a frente ribeirinha da cidade, sendo que não há qualquer divergência entre a autarquia e o primeiro-ministro, José Sócrates. “Não há qualquer divergência entre mim e o primeiro-ministro”, explicou o autarca, acrescentando que “existia um projecto anterior do Ministério do Ambiente, que não mereceu reparos de Carmona Rodrigues, e tem merecido reparos da minha parte”. “As negociações estão em curso e têm corrido bem”, assegurou António Costa.
link

Existe uma diferença de 27 anos entre a moção de Rui Godinho e as declarações de António Costa.

O resto é tudo igual.

Secretismo, anúncio de factos consumados, ausência de participação.

Existem tiques que não têm cura.

Só mudando os actores.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"So So" . Arte e Assim. Revista Mensal - Outubro 07

Josefino Silva avant la letre
Uma nova interpretação do quadro de Malévitch está a mudar o mundo da Arte. O crítico de Arte português Josefino Silva disse recentemente no programa Câmara Clara, enquanto Paula Moura Pinheiro estava distraída a fazer olhinhos aos convidados, que via na tela branca do artista Malévitch a figura da mulher. "O quadro é branco, totalmente branco só pode representar uma mulher porque está relacionado com a pureza. O quadrado dentro do quadrado é a imagem de um mundo complexo personificado pela mulher. Isto jamais aconteceria na cabeça de um homem", disse Josefino. O crítico disse ainda, com as mãos cruzadas no peito e a haste dos óculos no canto da boca que via no quadro um candeeiro com pequenos abat-jours em vidro martelado cor-de-rosa, uma sanefa, um boneco de peluche, uma bicicleta com a corrente solta e Pedro Santana Lopes que tem o dom da ubiquidade e por isso tanto pode estar na Assembleia da República como aqui. "Até que enfim aparecem gajas boas!".
Kasimir Malévitch
Composition : Blanc sur blanc
1918
Museum of Modern Art de New York
Duane em parceria com a Oreo
Duane Hanson está muito orgulhoso da sua Senhora de Supermercado. Depois de várias décadas a ser alvo de chacota em Aachen, a Dona Alice vai poder finalmente fazer um Extreme Makeover e voltará como Princesa Diana para se tornar o novo rosto das bolachas Oreo. Duane afirmou: "a arte para as massas que nós achávamos ter conseguido com a Pop-Arte e com o Hiperealismo, tem agora uma segunda e mais completa oportunidade. Agora é a arte para os lípidos e para os glícidos. Estou muito contente por a Dona Alice ter visto o seu trabalho reconhecido. Garantiram-me mesmo que daqui para a frente só empurrará caixas Multibanco. Mas os lucros serão a dividir. Até que enfim chegaram gajas boas!"

Duane Hanson
Supermarket Shopper
1970
Nachfolgeinstitut, Neue Galerie, Sammlung Ludwig, Aachen.

Wesselmann 08/09
Tom Wesselmann vai lançar a sua linha de roupa interior e roupa de banho. A imagem abaixo é da modelo Valeria Massa que pediu um cachet milionário para posar nua numa alusão ao que será a colecção de Wesselmann. Wesselmann pensa que será um negócio extremamente rentável, uma vez que não faz uso de qualquer material. "Como está na moda ser natural", resolvi projectar um conjunto de peças que serão desenhadas no corpo da própria cliente com um maçarico, de modo a que possam ser levadas de imediato no acto da concepção. A cliente é que terá de colocar um bocadinho de Fenistil gel, mas passa e é arte. E a arte não tem preço.", concluiu. "Até que enfim aparecem gajas boas!"

Tom Wesselmann
Untitled Nude
1980
Hamilton-Selway Fine Art

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

TENHAM UM MUITO BOM DIA























about desiree dolron (link)



NÓS POR CÁ TODOS BEM

Temas do rectângulo

Quando da próxima vez levantarmos a voz contra os "fracos reis" que nos governam,
tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da "fraca gente"
em que nos deixámos transformar.
viriato soromenho marques - visão 18.5.2006

PEDRO LAPA, DIRECTOR DO MUSEU NACIONAL DO CHIADO,
A ELLIPSE FOUNDATION, E A "CÂMARA CLARA".


No programa "Câmara Clara" de ontem, transmitido na RTP2, os convidados foram Simoneta Luz Afonso e Francisco Capelo.

Simoneta, actual directora do Instituto Camões, foi presidente do ex-Instituto Português de Museus.

Capelo foi quem inicou as compras da colecção Berardo, continuando, desde então, a comprar e coleccionar arte.

Questionados sobre a acumulação de cargos praticada por Pedro Lapa (director do Museu Nacional do Chiado e "curator" da Ellipse Foundation) as respostas não podiam sêr mais claras.

Simoneta afirmou, claramente, que se a autorização para Pedro Lapa desempenhar aqueles dois cargos dependesse dela, não daria tal autorização.

E Capelo também foi claro ao afirmar que o desempenho daqueles dois cargos denúncia um grave conflito de interesses.

Mas esta situação não é nova.

Já Alexandre Pomar a denunciou, bem como Augusto M.Seabra.

Mas também Isabel Pires de Lima já escreveu sobre este tema, em resposta a um texto de Augusto M.Seabra que denunciava, mais uma vez, esta situação, nas páginas do jornal Público.

"Assim, e se casos houver de inequívoca promiscuidade na acumulação de cargos públicos - e a contribuição para o seu conhecimento, através da crítica construtiva, é decerto uma das mais nobres funções da imprensa em democracia -, tais serão tratados em sede própria, conquanto provados"
in: isabel pires de lima - jornal público de 21.12.2005


Face às declarações da ministra, já velhas de dois anos, resta uma única atitude: esperar até Janeiro/Fevereiro para vêr se o novo ministro encontra, finalmente, a "sede própria" para resolver este e outros "casos" do ministério, dado que Isabel Pires de Lima, perdida no "casarão da Ajuda", ainda a não conseguiu encontrar.

ANTÓNIO COSTA E A "COLTURA"























Perdoai-lhes Senhor.
Eles sabem o que fazem.